O mais novo filme de terror da Diamond Films acabou de chegar nos cinemas brasileiros, O Nascimento do Mal (com o título original: Bed Rest), conta com um dos rostos conhecidos de uma outra saga do mesmo gênero, Melissa Barrera, que dessa vez tem o protagonismo total em sua atuação.
No início do ano de 2023 a Diamond Films fez a promessa de trazer novos títulos aos cinemas até o final do ano de diversos gêneros e nomes. E agora em maio, acabaram de soltar um dos melhores filmes de thriller lançados esse ano.

A sinopse oficial e o trailer lançado pela distribuidora demonstra que o enredo do longa ia pender para uma nova versão de “O Bebê de Rosemary” ou até mesmo que algo extremamente maligno sairá de dentro do ventre de Barrera. O que na realidade não passa de um jogo de marketing com recordações de filmes que já vimos diversas vezes e em várias versões, mas que não deixa de ser uma boa aposta para assistir no escurinho do cinema.
O início do filme é muito semelhante a todos os de terror que mostram uma família nova na cidade: Um casal, Julie e Daniel, que vão começar uma família em dois meses com o bebe que está por vir numa nova cidade e uma casa afastada de tudo em frente ao lago; como em toda obra, logo no início, aparece um personagem com diálogo expositivo. Ou seja, mais do mesmo.
Entretanto, é neste ponto que o filme se torna interessante, pois Julie sofre um acidente doméstico e precisava ficar de repouso absoluto em sua nova casa e sozinha que acaba sendo um desafio para uma jovem workaholic. Durante o tempo de repouso, o filme mostra o tempo passando extremamente lento no ponto de vista da personagem de Melissa, que logo depois de alguns dias tem um desentendimento com Daniel onde é revelado que ela perdeu o primogênito logo após o parto e que a deixou emocionalmente desequilibrada, fazendo que fosse internada num hospital psiquiátrico.
E é neste momento que o roteiro e direção de Lori Evans Taylor pega o telespectador de jeito, afinal, é apenas o desequilíbrio emocional de perder um filho ou fantasmas? Ou seria os dois juntos mexendo com a cabeça da jovem mãe?
O longa-metragem possui 1h30min que ressaltam a boa atuação de Melissa Barrera que deixou seus colegas de filmagem apagados, pois suas expressões e a capacidade de interpretação foram fenomenais, segurando o filme nas costas, algo que ficou totalmente de lado na saga Pânico. Papéis mais maduros, como a personagem Julie, caem como uma luva para a atriz.
O primeiro e segundo ato são arrastados e um pouco maçantes por caírem em diversos clichês, mas que dão o benefício da dúvida como citado acima sobre as condições da grávida. O terceiro ato que realmente te prende na cadeira e faz querer saber o que vai acontecer com a família. Podemos dizer que é uma grande montanha russa de emoções, que variam entre o medo e a calmaria rotineira.
O roteiro e a direção de Taylor traz diversos truques com suas habilidades para fazer a experiência do telespectador mais emocionante, principalmente com o surgimento de dois personagens que muitas vezes fazem nos sentir ansiosos para saber se realmente tem alguma ligação com tudo que estava acontecendo ao seu redor, ainda mais quando o gatinho Lou dá para entender que também vê as mesmas coisas que Julie.
Para os fãs de filmes de terror clássicos e da primeira temporada de “American Horror Story” tem tudo para agradar, os que começaram a conhecer esse longa é uma boa pedida, ainda mais que o vilão não é mostrado de forma total e palpável, sempre deixando pistas para sua futura aparição.
Barrera é o destaque da obra, não apenas por ser protagonista, mas por segurar todas as pontas soltas; Daniel, vivido por Guy Burnet, é sólido como um marido nem tão cético que faz de tudo para proteger seu bebê e esposa; Edie Inksetter, tem um papel interessante na personagem Delmy, que deixa os telespectadores com um pé atrás.
O final não foi surpreendente em termos revolucionários para esse gênero de filme, mas é emocionante e com uma pegada de “Nosso Lar”, tornando a experiência agradável.
Temos como sinopse oficial:
“Depois de lutar para começar uma família, Julie Rivers fica grávida e se muda para uma nova casa com seu marido. Sob risco de perder seu bebê, ela recebe ordens de repouso absoluto, mas em seguida começa a ver acontecimentos fantasmagóricos”.
Confira o trailer:
Opinião final
“Uma montanha russa de emoções que termina como Nosso Lar”.
Nota final: 7.5/10
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