O filme em anime “The First Slam Dunk” que desbancou Avatar 2 dos cinemas japoneses chegou as telonas brasileiras nesta quinta-feira (03/08).
A sinopse do longa de duas horas e cinco minutos não revela muito sobre o enredo e as emoções positivas que vêm. Resumidamente é sobre um time de basquete e seus jogadores, no qual, mostram superando diversos tipos de adversidades que acabam se relacionando com o protagonista: Ryota Miyagi; além de, claro, ser inspirado num mangá dos anos 1990.
Mesmo possuindo ótimas notas no Rotten Tomatoes, o filme não deixa de ser um projeto de alto risco, afinal, a animação é uma mesclagem de 2D com CGI. O que torna toda a temática de esportes e movimentos precisos, muito mais interessante do que o habitual, prendendo o telespectador do começo ao fim.
O longa foi produzido pela Toei Animation Company, chegando em território nacional pela distribuidora Cinecolor. A obra original, mangá, é vendido e distribuído pela Panini.
Temos como sinopse oficial:
“Bem-vindo ao excitante mundo de SLAM DUNK e a esta emocionante e imperdível experiência cinematográfica no grande ecrã! O “velocista” e armador de Shohoku, Ryota Miyagi, sempre joga com inteligência e rapidez, correndo em círculos ao redor de seus oponentes enquanto finge compostura. Nascido e criado em Okinawa, Ryota tinha um irmão três anos mais velho. Seguindo os passos de seu irmão mais velho, que foi um famoso jogador local desde muito jovem, Ryota também se viciou em basquete. Em seu segundo ano do ensino médio, Ryota joga com o time de basquete da Shohoku High School junto com Sakuragi, Rukawa, Akagi e Mitsui para entrar na quadra para o Campeonato Nacional Interescolar. E agora, eles estão prestes a desafiar os atuais campeões, Sannoh Kogyo High School. Classificação indicativa 12 Anos. Contém linguagem imprópria, temas sensíveis, violência.”
A partir deste ponto haverá spoilers, siga por sua própria conta e risco!
O filme se inicia mostrando aquele que é o protagonista do filme, Ryota Miyagi, no qual a vida é cheia de tragédias que ele tem que superar para se ajudar e auxiliar a família, sendo o personagem mais bem trabalhado do que os outros rapazes que fazem parte do time. A melhor parte é que não é necessário saber nada sobre a obra antes de ir apreciar o longa-metragem.
Quem faz o comando do enredo e diversos outros aspectos do filme, é o próprio autor dos mangás, Takehiko Inoue, que faz uma ligação nostálgica com as músicas, vestimentas e jeito de falar dos anos 1990 até 2000.
Existe uma grande parte em drama, fazendo o telespectador ficar emotivo com as partes mais sensíveis, mesmo em muitos momentos parecendo ser um pouco “desligado” quando o assunto é a morte de alguns personagens que deveriam dar um pouco mais de peso na narrativa. Porém, a estrela do filme não é as conversas ou o drama trabalhado diversas vezes nas vidas dos jogadores, mas sim o jogo.
Entre jogadas arriscadas, diferenças gritantes de pontos entre os times, as estratégias utilizadas entre os treinadores dos times rivais e a sensação de estarmos realmente presenciando a uma partida importante de basquete. A torcida organizada contra a pequena que realmente quer ver a vitória dos amigos, o desespero dos jogadores em tentar virar o jogo; mesmo sabendo qual seria o resultado final, faz que os telespectadores roam as unhas com a ambientação, enquadramento e trilha sonora, sendo eletrizante e carismático.

O CGI do filme algumas vezes causa um leve desconforto, pois poucos animes utilizam em suas animações de forma totalitária esse meio. Entretanto, é melhor utilizado nesse filme do que nas cenas musicais iniciais de One Piece Red.
Takehiko Inoue, como autor, soube muito bem trabalhar a narrativa para não ficar o mais do mesmo como ocorre em spin-offs, deixando o filme como um complemento próprio e inédito do que apenas um desfecho mais explicado do final. E em duas horas, os jogadores também conseguem ter suas personalidades e gostos trabalhados para que criemos empatia com cada um, fazendo que cada telespectador saia com algum jogador preferido.
Como em uma boa partida, podemos notar que alguns movimentos ficam repetidos, fazendo que o time rival os alcance e que os personagens principais pensem em outras jogadas com pessoas diferentes, deixando mais orgânico e palpável.
O filme é carismático, eletrizante e emocionante. Possui uma boa dose, que não fica excessivo como em algumas narrativas, de saudosismo dos anos 90; os fãs que acompanhavam há 25 anos atrás e para aqueles que vão conhecer a obra através deste enredo, é uma boa pedida.
Temos como trailer oficial:
OPINIÃO FINAL
“Animação do ano. Emocionante, eletrizante e carismático. Possui uma boa pegada de nostalgia e incentivo ao esporte.”
NOTA FINAL: 10/10
Assista o The First Slam Dunk distribuído por Cine Color no cinema mais próximo de você.







