Os atores que dão voz e movimento aos personagens dos jogos eletrônicos estão em greve desde o dia 26 de setembro, após votarem a favor de uma paralisação caso as negociações com as empresas do setor não avançassem. O sindicato que representa a categoria, o SAG-AFTRA, reivindica salários mais justos, proteção contra a inteligência artificial e precauções básicas de segurança.
A greve afeta grandes empresas de games como Activision, EA, WB Games, Insomniac e mais, que assinaram um acordo coletivo com o sindicato em 2019, mas que não teria sido cumprido integralmente. Os atores buscam um aumento do salário mínimo, bônus suplementares para os que trabalham nas séries mais populares e formas de garantir que a inteligência artificial não seja usada sem o seu consentimento ou remuneração.
A paralisação dos atores ocorre em meio à greve dos roteiristas de Hollywood, que durou quase cinco meses e terminou no domingo, após um acordo entre o sindicato dos argumentistas, o WGA, e a aliança dos estúdios e plataformas, a AMPTP. O acordo prevê três anos de validade e inclui melhorias salariais, benefícios extras e salvaguardas contra a inteligência artificial.
A greve dos atores pode ter impactos na produção e no lançamento de novos jogos, especialmente os que envolvem dublagem, atuação e captura de movimentos. Alguns exemplos de jogos que podem ser afetados são Fortnite, Halo, Mortal Kombat 11 e Cyberpunk 2077.
As negociações entre o sindicato e as empresas de games devem continuar até quinta-feira. O SAG-AFTRA disse que está disposto a dialogar e chegar a um acordo justo para os seus membros.
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