Entre amigos e primos, o tema Elden Ring era bastante discutido. Depois de tanto conversar, decide que o game seria uma experiência que se revelaria marcante como meu primeiro contato com o gênero “Souls-like”. Contudo, minha jornada nesse mundo sombrio e desafiador não começou da forma mais auspiciosa.
O tema souls-like tem sido muito crescente em outras redes sociais como o Twitter, o Youtube e a Twitch. O debate se deve existe um modo “easy” para esse tipo de game tem tomado conta da internet.
Decidi ingressar em Elden Ring como um “Guerreiro das Trevas”, acreditando que minha coragem prevaleceria sobre quaisquer dificuldades que o jogo pudesse apresentar. Mas logo percebi que estava longe de ser o guerreiro destemido que imaginei ser. As primeiras horas foram repletas de frustrações, derrotas e uma sensação profunda de impotência. E, para minha decepção, essa não foi uma única vez, mas três tentativas consecutivas, todas terminando em fracasso.
Foi nesse ponto que percebi que precisava repensar minha abordagem. Engoli meu orgulho e busquei orientação na vasta comunidade online de jogadores. Guias, fóruns e vídeos tornaram-se minha tábua de salvação. E foi então que encontrei uma luz no fim do túnel: a classe do “Mago”.
A escolha de me tornar um mago foi como trocar a escuridão por uma tocha brilhante. Finalmente, eu tinha a capacidade de enfrentar inimigos à distância, explorar os segredos de Elden Ring e, até certo ponto, lidar com chefes com mais eficácia. No entanto, as dificuldades não desapareceram completamente.
As batalhas contra chefes continuaram a ser desafios monumentais. Cada encontro era uma luta intensa, que exigia paciência, estratégia e precisão. Enfrentar criaturas colossais que pareciam emergir de pesadelos era uma provação que consumia minha coragem. No entanto, a sensação de conquista que se seguia a cada vitória era indescritível, uma recompensa pelo esforço e dedicação.
Mas as agruras não se limitavam apenas às batalhas contra chefes. O loot e a obtenção de itens mágicos eram tarefas árduas. As armas e equipamentos eram escassos e preciosos, e a alegria de encontrar um item raro era rapidamente obscurecida pela incerteza de como melhor utilizá-lo.
Embora a jornada em Elden Ring ainda esteja longe de ser completa e minhas experiências não tenham sido inteiramente satisfatórias, ela me ensinou lições valiosas. Cada derrota me lembra da necessidade de perseverança, aprendizado e adaptação. Cada vitória é um testemunho do poder da determinação.
Neste momento, não me vejo completamente imerso no mundo implacável dos jogos “Souls-like”, mas minha história com Elden Ring continua a se desdobrar. A escolha do mago trouxe um novo fôlego à minha jornada, e o desejo de superar desafios só cresce. Elden Ring é uma experiência que me desafiou e me mudou, e quem sabe, um dia, eu possa me considerar um verdadeiro mestre nesse sombrio universo.
Em termos de mecânica e gráficos, Elden Ring me cativou desde o início. As paisagens desoladas e a atmosfera sombria eram uma obra de arte visual, e a complexidade das mecânicas de combate me mantinha imerso durante horas a fio. No entanto, a ausência de direcionamentos claros acabou minando minha atenção e entusiasmo.
A liberdade para explorar é uma das características marcantes dos jogos “Souls-like”, mas em Elden Ring, essa liberdade às vezes parecia mais uma maldição. A falta de orientação tornou difícil entender o propósito de minhas ações e o caminho a seguir. Eu me vi vagando por vastas planícies e florestas, muitas vezes sem um objetivo claro em mente. Isso, por vezes, afetou meu comprometimento com o jogo, já que a sensação de não progredir tornava-se opressiva.
Outro aspecto que me desanimou foi a necessidade constante de farmar recursos e experiência. Elden Ring demanda uma quantidade imensa de tempo e esforço para aumentar os níveis e obter equipamentos decentes. A abundância de inimigos a derrotar e a dificuldade em adquirir almas, a moeda do jogo, tornaram essa tarefa tediosa e desgastante
Sentir que eu estava preso em um ciclo interminável de farmar e grindar minou meu entusiasmo.
Além disso, a falta de experiência concedida pelo jogo em relação à quantidade de esforço exigido para progredir foi desanimadora. Cada nível ganho parecia uma gota no oceano, enquanto os desafios e inimigos se tornavam cada vez mais formidáveis. A sensação de desigualdade entre o que era dado e o que era exigido tornou-se evidente, o que, por vezes, tornou o jogo mais frustrante do que desafiador.
No entanto, mesmo com essas frustrações, Elden Ring manteve seu poder de atração. As mecânicas sólidas e os visuais deslumbrantes continuaram a me cativar, e a sensação de triunfo após cada obstáculo superado era gratificante. Talvez um dia eu retorne ao mundo sombrio de Elden Ring, melhor preparado e com uma abordagem mais estratégica. Por enquanto, no entanto, a quantidade avassaladora de farm e a falta de direcionamento claro me deixaram com um gosto agridoce na boca e uma sensação de que talvez eu não esteja pronto para me aventurar completamente nos desafios implacáveis dos jogos “Souls-like”.
As vezes, o ideal é admitir a derrota, saber que aquele estilo de jogo não é pra você. A escolha dos criadores do game são essas e devem ser respeitadas. Souls-like não é um estilo de jogo de caminhos fáceis e nem orientações claras, afinal é o que ele se propõe e não há problema nenhum em não gostar disso.









