A greve dos atores de Hollywood, que durou 118 dias e afetou a produção de filmes e séries, chegou ao fim nesta quinta-feira (9). O sindicato que representa os atores, o SAG-AFTRA, anunciou que chegou a um acordo provisório com a Aliança de Produtores de Cinema e Televisão (AMPTP), que reúne os principais estúdios e serviços de streaming do setor.
O acordo, que ainda precisa ser ratificado pelo conselho nacional do sindicato e pelos seus membros, prevê um aumento salarial de 3% ao ano, um reajuste de 26% nas taxas de streaming, uma melhoria nas condições de trabalho em relação à saúde, segurança e diversidade, e uma maior transparência nas ofertas de emprego e nas escalas de trabalho.
A greve dos atores de Hollywood começou em 21 de julho, depois que as negociações com os estúdios fracassaram. O sindicato alegava que os atores estavam sendo explorados e subpagos, especialmente nos projetos de streaming, que têm crescido em popularidade e lucratividade nos últimos anos. A paralisação afetou cerca de 60 mil atores, que deixaram de participar de audições, ensaios, gravações e eventos promocionais.
A greve dos atores de Hollywood foi a mais longa da história do sindicato, superando a de 1980, que durou 94 dias. Ela também foi a primeira greve do setor desde a de 2007-2008, que envolveu os roteiristas e durou 100 dias. Estima-se que a greve dos atores tenha causado um prejuízo de bilhões de dólares para a indústria cinematográfica, além de atrasar o lançamento de vários filmes e séries esperados pelo público.
Com o fim da greve, os atores de Hollywood esperam retomar o trabalho o mais rápido possível, mas ainda há desafios pela frente. Alguns projetos podem ter sido cancelados ou adiados indefinidamente, e outros podem ter dificuldades para se adaptar às novas regras e exigências do acordo. Além disso, a pandemia de Covid-19 ainda impõe restrições e riscos para as produções audiovisuais.
Apesar das incertezas, o sindicato comemorou o resultado das negociações e agradeceu o apoio dos seus membros e de outras entidades sindicais. Em um comunicado, o presidente do SAG-AFTRA, Fran Drescher, disse que o acordo é “histórico” e “transformador” para os atores de Hollywood. “Este é um momento de orgulho e vitória para todos nós”, afirmou.
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