A Activision Blizzard, uma das maiores empresas de videogames do mundo, responsável por franquias como Call of Duty, Warcraft e Overwatch, concordou em pagar US$ 54 milhões para encerrar um processo por discriminação e assédio contra mulheres no seu ambiente de trabalho. O acordo foi anunciado na última sexta-feira (15) pelo Departamento de Direitos Civis (CRD) da Califórnia, que moveu a ação em 2021 após uma investigação de dois anos.
Segundo o CRD, a Activision Blizzard violou as leis de direitos civis e igualdade salarial do estado ao permitir um clima de trabalho hostil e tóxico para as mulheres, que eram submetidas a comentários e avanços sexuais indesejados, assédio moral, discriminação salarial e de promoção, e até mesmo expulsão da sala de amamentação. O departamento afirmou que a empresa era um “terreno fértil para assédio e discriminação contra mulheres”.
A empresa negou as acusações e tentou arquivar o processo, alegando que o CRD agiu de forma apressada e não fez uma investigação completa. No entanto, o pedido foi negado e a empresa teve que enfrentar as consequências legais e de imagem, com protestos de funcionários, boicotes de jogadores e perda de patrocinadores.
O acordo, que ainda precisa ser aprovado pela justiça, prevê que a Activision Blizzard pague US$ 54 milhões, dos quais US$ 45 milhões irão para um fundo de compensação para as mulheres que trabalharam na empresa na Califórnia entre outubro de 2015 e dezembro de 2020. Além disso, a empresa se comprometeu a tomar medidas adicionais para garantir pagamentos justos, práticas de promoções e um ambiente de trabalho seguro e respeitoso para as mulheres. Qualquer excedente do valor pago pela empresa será destinado a organizações de caridade que promovem o avanço das mulheres na indústria de videogame e tecnologia, ou que conscientizam sobre questões de igualdade de gênero no local de trabalho.
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