Sempre gostei de jogos de RPG, hoje em dia, com a globalização do entretenimento, os jogos de RPG no ocidente tomam bastante do meu tempo, e acredito que este seja o caso de muitos, assim também como pode ser o seu! Jogos como Fallout, The Elder Scrolls, Starfield, The Witcher, Dragon Age, Mass Effect, enfim, incríveis jogos que merecem seus próprios artigos futuramente acabaram por transformar a nossa indústria de um jeito ou de outro, mas sempre ficou-me a curiosidade: e antigamente, quais eram os jogos revolucionários? Assim decide descobrir Chrono Trigger!

Sempre trombei com Chronno Trigger em sites de jogos e por recomendação de amigos que, assim como eu, gostavam de jogos de RPG japonês ou de jogos de RPG de mesa, mas nunca dei muita bola. Foi quando surgiu a centelha de experimentar algo numa tarde de domingo que saísse da mesmice, que soasse propositadamente antigo, retrô. Foi quando eu pensei: ora, por que não experimentar os jogos da época?

Sempre curti jogos de história, e diálogos e leitura nunca foram um problema para mim, já que depois dos video games, a literatura é minha segunda paixão. Então, baixei no meu celular o jogo. Eu entrei nessa aventura sem saber absolutamente nada além de que o jogo tinha participação do célebre Akira Toriyama, responsável pelas icônicas aventuras de Dragon Ball.
Confesso que a narrativa não me prendeu de primeira, e acreditei que ao longo da jornada veríamos uma aventura clichê envolvendo viagem no tempo e com personagens um tanto quanto genéricos. Também me resignei ante a infantilidade da narrativa, mas à medida que a história avançava, eu fiquei genuinamente impressionado com duas coisas:
- Uma história épica pode ser contada com poucos personagens, desde que sejam bem escritos;
- Não devemos nos deixar enganar no que diz respeito aos temas, uma história infantil pode sim ter temas adultos.
A premissa inicial é bem simples, resgatar uma amiga engenhoqueira que sem querer foi parar numa era a qual não pertencia, deste modo, vamos viajando através do tempo e tentando solucionar mistérios que envolvem um apocalipse iminente na forma de um criatura transcendente: Lavos.

Confesso que quando conheci o robô companheiro, de Chrono Trigger, aprendi a amar os personagens do jeitinho que eles eram, e as mecânicas de RPG de turno me agradaram bastante: ver os inimigos na tela e utilizar o próprio cenário como campo de batalha davam um quê de continuidade muito interessante e, apesar do jogo ser em 16 bits, a forma como as cores e o cenário envolvendo cada era me foi apresentado foi belíssima! A direção de arte é fenomenal, mas o que me impressionou mesmo foi a trilha sonora…
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Meu deus, em dados momentos parece que de fato estamos assistindo um filme! Também gostei muito do terceiro ato, e fiquei horas lendo na internet como conseguir um final ideal, visto que a história de Chrono Trigger te tira constantemente da zona de conforto e, como um bom RPG, coloca-te pra pensar!
Para mim foi uma aventura lindíssima e espero que possa ser adaptada em uma versão remasterizada no futuro, mas, sem querer dar spoiler a vocês, estou jogando Chrono Cross agora, e parece que mais um jogo favorito vai entrar pra minha lista! Se me derem licença, eu tenho que retornar ao futuro, já que artigos não se escrevem sozinhos!
Crítica/Review
Chrono Trigger
Uma obra prima que envelheceu como vinho e marca uma era de ouro dos jogos, e que vale a pena ser jogada mesmo nos dias de hoje!
PRÓS
- Uma história épica
- mecânicas de RPG de turno
- direção de arte é fenomenal
CONTRAS
- Confesso que a narrativa não me prendeu de primeira






