“Need For Speed: Unbound, lançado três anos após o aclamado Need For Speed: Heat, prometia ser a próxima revolução na franquia, exclusivamente para a nova geração de consoles.
No entanto, surge a questão: Unbound cumpre as expectativas? Será que consegue trazer um frescor tão necessário para uma franquia de corrida frequentemente avaliada de forma mediana? Leia adiante para descobrir nossa análise detalhada.”
Enredo era realmente necessário?

Quase todos os títulos da franquia Need for Speed que adotam uma trama definida previamente sofrem de lacunas significativas quando se trata de narrativa e desenvolvimento de história, e Unbound não foge à regra.
Sua trama é tão simplista que segue, em grande parte, uma fórmula já desgastada ao longo dos anos pela franquia: a clássica narrativa de “traição e roubo de carro“, na qual o protagonista se vê traído e despojado de seu veículo, forçando-o a reunir recursos e aliados para recomeçar com outro automóvel e competir até o confronto derradeiro.

Não pretendo prolongar muito esse tópico, pois é amplamente conhecido e pouco interessante. Afinal, o enredo nunca foi o foco principal da franquia Need For Speed, como evidenciado em títulos anteriores como Rivals, Hot Pursuit (2010) e NFS (2015).
Portanto, não farei uma análise detalhada do enredo nesta Review, já que ele serve principalmente como um mero pretexto para as corridas de rua.
No enredo geral, o jogador assume o papel de um personagem que reside na cidade de Lakeshore, dominada pelo cenário de corridas ilegais de rua. Este protagonista é um corredor renomado e influente, porém foi traído por sua parceira, resultando na perda de seu carro e de sua reputação.
Agora, ele se vê obrigado a reconstruir sua carreira a partir do zero, lutando para recuperar sua fama, seu veículo e também sua relação com sua amiga.

Ao término desse período, você dispõe de 4 semanas para se preparar para “O Grand”, a corrida mais crucial entre todos os corredores de Lakeshore. A cada semana, ocorre uma etapa eliminatória composta por três corridas.
Nestas quais você deve emergir como o vencedor para avançar e garantir sua participação no evento. Ao final da 4ª semana, você competirá no tão aguardado “O Grand”. Este é o resumo essencial para entender a introdução de Need For Speed: Unbound.
Unbound dá aulas de identidade visual e estilo artístico:

Na minha perspectiva, um dos aspectos mais marcantes de Unbound é a sua estética visual. O jogo exibe um estilo visual distintivo que combina elementos realistas com uma abordagem “cartoon”.
Aqui, todos os cenários possuem gráficos e estética realista, mas os personagens e pessoas do jogo são representados com uma estética cartoon, parecendo um desenho animado 3D descolado.
Além disso, os efeitos de dirigibilidade funcionam com a mesma estética dos personagens. Logo, você já pode imaginar que o título de fato possui um design artístico muito fora do comum.

Para mim, foi uma experiência bastante satisfatória. Achei incrível ter a liberdade de personalizar meus próprios veículos e observá-los circulando pelas ruas de Lakeshore, com efeitos visuais que lembram aqueles vistos em filmes que misturam a realidade com o desenho animado, como Space Jam.
Você tem à disposição uma vasta seleção de efeitos visuais para cada carro, além da opção de desativá-los conforme sua preferência.
Em termos gerais, Need for Speed: Unbound exibe o potencial máximo da expressão artística nos videogames, apresentando uma estética singular, visuais impressionantes e gráficos que realmente empurram os limites da 9ª geração dos consoles com muito estilo.

Mapa aberto e jogabilidade
Quero ressaltar o quão pouco atrativo é o mapa de Unbound: Após completar o jogo, simplesmente não há um grande incentivo para continuar jogando, principalmente porque o mapa carece de elementos interessantes e corridas cativantes.
Os itens colecionáveis funcionam de maneira semelhante ao jogo anterior, Heat, apresentando diversos colecionáveis similares, como outdoors destrutíveis, grafites e ursinhos de pelúcia destrutíveis, entre outros espalhados pelo mapa.

Além disso, temos as corridas frequentes espalhadas pelo mapa, mas honestamente, não senti muito interesse nelas e não foram suficientes para me manter motivado após concluir o jogo.
Outro elemento presente no mapa é a perseguição policial, um dos pilares da franquia NFS. No entanto, aqui, infelizmente, torna-se monótona com o tempo de jogo, sem oferecer muita dificuldade mesmo no nível mais alto de procurado, as perseguições policiais não representam uma ameaça significativa.

Comparando com o Heat, as perseguições policiais em Unbound são consideravelmente mais fáceis de escapar. Além disso, os postos de gasolina para restaurar o carro não são mais limitados durante a noite; em vez disso, possuem um pequeno tempo de recarga de 5 minutos após o uso.
Essas mudanças reduziram significativamente o desafio e a sensação de “perigo” das perseguições policiais.
Outro aspecto da jogabilidade que já mencionei antes, mas gostaria de enfatizar novamente, é a progressão da história, que achei repetitiva e fraca.
A história segue um ciclo de 4 semanas, onde de domingo a sexta-feira, corremos pelas ruas, ganhamos dinheiro e melhoramos nossos carros, e aos sábados, participamos de corridas eliminatórias para chegar ao O Grand.

Apesar de algumas inovações durante os dias da semana “pré-Grand”, o jogo ainda não oferece uma motivação suficiente para que o jogador participe ativamente dessas interações.
Uma dessas novidades são os eventos SOS, nos quais personagens do enredo entram em contato com o jogador pedindo ajuda em troca de dinheiro. Por exemplo, entregando carros procurados, buscando corredores e levando-os a lugares enquanto se evita a polícia, entre outras tarefas.

O jogador tem a opção de aceitar ou recusar essas tarefas durante suas sessões de jogo, e elas são programadas para aparecer apenas durante a campanha principal, em momentos específicos.
Outro aspecto da jogabilidade de Unbound é a necessidade de possuir um carro de cada categoria disponível, pois há séries de corridas de rua específicas para cada classe de carro.
Por exemplo, durante a campanha, cada semana é dedicada a uma classe de carro diferente: A primeira semana é para carros classe A, a segunda para carros classe A+, a terceira para carros classe S, e na quarta semana é necessário correr com todas as classes: A, A+, S, S+.
Pessoalmente, prefiro poder usar apenas um único carro durante todo o evento. Dessa forma, ao longo das semanas, posso me concentrar em aprimorar um único veículo, evitando gastar tempo adicional para comprar e aprimorar quatro carros diferentes para cada classe.
Além disso, ter um “carro-mestre” me permite enfrentar todas as corridas com confiança, independentemente do oponente.
Personalização ampla, introduzida por Need For Speed: Heat:

Esta seção será breve, apenas para enfatizar a personalização disponível em Unbound, que, bem, não é muito diferente do que foi introduzido em Heat três anos antes de seu lançamento.
Funciona de forma praticamente idêntica quando se trata da personalização de desempenho de carros, com a única novidade exclusiva sendo a personalização dos efeitos de pilotagem, um conteúdo que já abordamos na seção artística desta análise.
Need For Speed: Unbound: Conclusão

Apesar de seus vários pontos fracos e de ser um pouco inferior em relação ao Heat, no geral, Need For Speed: Unbound é um jogo sólido que consegue honrar o legado da franquia. Com uma ampla gama de opções de personalização, uma identidade visual única e envolvente, um modo história razoável que ainda oferece horas de diversão e gráficos impressionantes da nova geração.
Mesmo com suas falhas, Unbound permanece como um título digno e para incentivar ainda mais o interesse dos jogadores, está disponível para assinantes do Gamepass Ultimate, juntamente com todos os últimos lançamentos da franquia NFS, o que o torna uma opção muito acessível e vantajosa.
Leia mais sobre: Need For Speed
Análise produzida utilizando a versão de Need For Speed: Unbound para Xbox Series S
Crítica/Review
Need For Speed: Unbound
Em resumo, Need For Speed: Unbound é um jogo que honra e mantém a reputação da famosa franquia NFS. Por um lado, destaca-se por sua deslumbrante identidade visual e estilo artístico, acompanhados por gráficos impressionantes que promovem uma experiência de jogo altamente envolvente. Contudo, por outro lado, o jogo tropeça em clichês ao construir sua narrativa e apresenta um mapa vazio que carece de incentivo para a revisitação, além de incorporar elementos que representam um retrocesso em relação aos títulos anteriores da série. Em resumo, é um jogo mediano que pode proporcionar entretenimento, mas que deixa a desejar em alguns aspectos.
PRÓS
- Identidade visual incrível
- Crossplay disponível entre todas as plataformas
- Gráficos sensacionais (Xbox Series S)
- Alta variedade de personalização dos veículos e efeitos de pilotagem
- Disponível no Gamepass Ultimate/EA Play
CONTRAS
- Não apresenta tanta inovação significativa em comparação com seu antecessor: Heat
- Mapa vazio e monótono
- Falta de incentivo para rejogabilidade e progresso contínuo
- Perseguições policiais sofreram um retrocesso em comparação com Heat
- Modo história com desenvolvimento fraco
- É necessário portar-se de um carro de cada classe, incentivando um grind tedioso
Need For Speed: Unbound OFERTAS
Coletamos os melhores preços das nossas lojas parceiras








