Leia a nossa Transformers: O Despertar das Feras Crítica!
O novo longa-metragem da saga Transformers, acabou de chegar aos cinemas nacionais pela distribuidora Paramount, após 5 anos de seu último lançamento, Bumblebee – 2018, com o estilo marcante de Michael Bay, ou seja, diversas explosões e cenas de ações de forma frenética que não deixam o público piscar.
É notável que a saga foi realizada para ser uma das que mais gera lucro para Hasbro, rendendo sete filmes e desenhos animados, além de outros produtos. Assim como outras grandes sagas que marcaram as telonas, o spin-off de como tudo começou também marcou presença nessa parte. Como em todas as obras, tem seus altos e baixos.
As dublagens brasileira e original não deixam a desejar em comparação com os filmes anteriores, tendo vozes brasileiras bem conhecidas como Guilherme Briggs, Fernanda Paes Lemes, Douglas Silva e outros grandes dubladores; na original tem as vozes de Ron Perlman, o gigante Peter Dinklage e a grande premiada do Oscar, Michelle Yeoh.
A direção de Steven Caple Jr faz uma grande homenagem, como dito anteriormente, ao Bay e outros grandes filmes dos anos 80 e 90, pegando o telespectador na nostalgia.
Abaixo terá spoilers, por tanto, siga por sua própria conta e risco.
Podemos dizer que existe algo que está se alastrando em todas as sagas possíveis e impensáveis que é o multiverso, desta vez, unindo o Multiverso Hasbro de suas linhas de brinquedos: Transformers e G.I. Joe.
Transformers: O Despertar das Feras, possui 2h7min de duração, sendo muito bem usado em cenas de ação bem coreografadas e que possuem explosões que enchem os olhos; como sempre, há seus altos e baixos, como qualquer tipo de saga que passa de cinco filmes longos que entram no gênero de ação e sci-fi.
Para aqueles que estavam com saudade da franquia, é uma boa pedida, para aqueles que não sabem por onde começar, Transformers: O Despertar das Feras, é uma chave para entender o restante da saga.
Quando ouvimos algo relacionado a “feras” e “despertar” esperamos que algo mais animalesco e até mesmo selvagem tomem a tela nos fazendo arrepiar da cabeça aos pés, mas isso passou um pouco despercebido pelo roteiro, deixando os Maximals num segundo plano distante. Um ponto que foi quase um pecado, foi mostrar logo de cara o grande vilão do longa, se tivessem deixado um pouco mais nas sombras, a revelação no momento certo teria um pouco mais de impacto.
O filme traz ares dos filmes do começo dos anos 2000, sendo uma boa sacada para agraciar os amantes da sétima arte que sentem falta desse tipo de cenografia. A trilha sonora composta por Ice Cube, Notorious B.I.G., C.R.E.A.M e outros grandes nomes do Rap, conseguem trazer um bom incremento em várias partes; não podemos esquecer que o humor rápido de sacadas inteligentes fazem parte de uma boa minutagem, trazendo gargalhadas verdadeiras e naturais.
Caple Jr junto com um roteiro mais ousado conseguiu fazer um diferença nas partes finais do filme, tais como colocar mulheres com mais presença de tela sendo elas humana ou robôs gigantescas; além disso, os humanos não foram apenas aquele elo fraco que se preocupam, se tornam amigos, ficam correndo de um lado ao outro para não serem esmagados, desta vez, eles tiveram um peso maior e puderam lutar em quase mesmo tom de semelhança.
Optimus Prime, assim como Optimus Primal e Noah, possui uma personalidade um pouco mais diferenciada, ainda mais, por estar um pouco decepcionado por estar preso na Terra e mantendo sempre um discurso motivacional que em muitos momentos se torna massivo e irritante. Desse jeito, o público se apegou mais ao Mirage, que passa mais humanidade.
Outro ponto positivo é que este filme faz diversas referências a obras anteriores da mesma franquia e da própria animação, como a transformação de Prime, saindo de caminhão para o autobot.
Ficou óbvio neste filme que a saga ainda tem muito para explorar no meio tempo de 1994 até os dias atuais dos primeiros filmes já lançados, deixando uma ponta solta para poder ser presa mais para frente, em quem sabe, um novo filme que faça laços com os que deram o pontapé inicial.
A motivação humana mostrada no filme, deixa a desejar por não ter um motivo a mais que pregue um certo reconhecimento no personagem interpretado por Anthony Ramos, sendo um mais do mesmo e deixando os personagens anteriores como Wahlberg e LaBeouf mais interessantes, entretanto, nem chega a ser um ponto negativo por ser mais focado nas lutas dos mega robôs alienígenas.
O filme é divertido, engenhoso, aventureiro e nostálgico trazendo as melhores das boas intenções para a franquia, sendo talvez, uma nova era para a saga. Para alguns pode soar como um filme genérico qualquer, mas para aqueles saudosistas e quem deseja assistir um bom filme de pancadaria mecha, não há melhor filme que este desde de Bumblebee.
Quem sabe, até ter um cenário especial ou até mesmo, atores convidados para uma Comic Con Experience? Afinal, é um dos filmes mais aguardados do público e marcante na vida de muitos.
E não podemos deixar de relembrar que a Hasbro está montando seu próprio multiverso, começando com G.I. Joe fazendo um crossover rápido com Transformers que pode acabar desenrolando em algum novo filme de uma das franquias. Lembrando que G.I. Joe não lança nenhum filme desde 2021, deixando dois anos entre abertos por enquanto.
Temos como Sinopse Oficial:
“Nos anos 1990, Maximals, Predacons e Terrorcons se juntam à batalha entre Autobots e Decepticons.”
Confira o trailer abaixo:
Assista o Transformers: O Despertar das Feras distribuído por Paramount no cinema mais próximo de você.
Confira mais críticas por aqui!
Crítica/Review
Transformers: O Despertar das Feras
Uma nostalgia carregada de ação que tem boas intenções com o futuro da saga!
PRÓS
- O filme é divertido, engenhoso, aventureiro e nostálgico
- Filme faz diversas referências a obras anteriores
- O filme traz ares dos filmes do começo dos anos 2000
CONTRAS
- Quando ouvimos algo relacionado a “feras” e “despertar” esperamos que algo mais animalesco e até mesmo selvagem tomem a tela nos fazendo arrepiar da cabeça aos pés, mas isso passou um pouco despercebido pelo roteiro.









