Blade Chimera, desenvolvido pela Team Ladybug, apresenta uma proposta interessante: uma parceria inusitada entre um humano e um demônio que se transforma em espada. A Alternativa Nerd empunhou Lux e mergulhou nesse mundo corrompido para trazer um review do Blade Chimera!

Ambientação e História
O jogo nos transporta para um mundo sombrio e decadente, consumido por uma força demoníaca. A ambientação, embora não seja extremamente original em sua premissa de mundo em ruínas, apresenta um design de níveis competente, com áreas que variam entre ruínas urbanas, florestas sombrias e fortalezas demoníacas. A atmosfera é carregada de melancolia e perigo, com uma trilha sonora que complementa a sensação de opressão.

A história gira em torno do protagonista, que, após um evento traumático que o deixa sem memórias, se une a Lux, um demônio com a capacidade de se transformar em uma espada e manipular o tempo. A busca por respostas sobre o passado do protagonista e a natureza da corrupção que assola o mundo servem como o fio condutor da narrativa. A dinâmica entre o protagonista e Lux é um dos pontos altos, com diálogos que revelam aos poucos a personalidade de ambos e a complexa relação que se desenvolve entre eles. No entanto, a narrativa principal, apesar de apresentar alguns momentos interessantes, não se destaca pela originalidade, seguindo alguns clichês do gênero.
Jogabilidade
Blade Chimera oferece um sistema de exploração em metroidvania com combate hack-and-slash, com foco em combos e na utilização das habilidades de Lux. A espada demoníaca oferece uma variedade de ataques, desde golpes rápidos e precisos até ataques carregados com maior poder. O jogo possui muitos elementos de Castlevania e Metroid, trazendo progressão de nível e habilidades.

O protagonista pode usar duas armas, equipar itens e armaduras para melhorar e alterar o sistema de combate desde ataques a longa distância e curta distância.
A exploração é bem característica dos jogos metroidvania, porém com uma riqueza de ambientação cyberpunk impressionante. A jogabilidade, apesar do personagem parecer lento, flui bem com o tempo. Curva de aprendizagem curta, principalmente, em jogadores já habituados com o gênero.
Gráficos
Blade Chimera apresenta um estilo artístico em pixel art, com personagens e cenários que combinam elementos cyberpunk com um toque estilizado. O design dos personagens, especialmente Lux em suas diferentes formas, é um dos pontos altos. Os efeitos visuais, como os rastros de luz durante os combos e os efeitos da manipulação do tempo, são bem executados e contribuem para a imersão.

No entanto, o jogo apresenta alguns percalços técnicos que prejudicam a experiência visual. As texturas, em alguns momentos, parecem de baixa resolução, e a otimização, pelo menos na versão testada, apresentou algumas quedas de frames, principalmente em áreas com muitos inimigos. Esses problemas técnicos não chegam a comprometer a jogabilidade, mas podem incomodar alguns jogadores.
LEIA MAIS
O review de Blade Chimera foi produzida com uma chave do jogo para PC gentilmente cedida pela Playism.
Blade Chimera chega dia 16 de janeiro para Nintendo Switch e PC via Steam.
Crítica/Review
Blade Chimera
Blade Chimera me surpreendeu de forma muito positiva! O jogo conseguiu pegar o que há de melhor no gênero metroidvania. Blade Chimera tem tudo para ser um dos grandes destaques de 2025. JOGO RECOMENDADO!
PRÓS
- Combate ágil e responsivo com foco em combos.
- Ambientação cyberpunk bem trabalhada.
- Estilo artístico distinto e design de personagens interessante.
- Boa dinâmica entre o protagonista e Lux.
CONTRAS
- Narrativa com alguns clichês do gênero.
- Alguns problemas técnicos, como texturas de baixa resolução.









