Quando a Bandai Namco anunciou Shadow Labyrinth, muitos torceram o nariz. Um metroidvania sombrio inspirado em Pac-Man? Soava como uma daquelas ideias malucas que só funcionam no papel. Mas após mergulharmos de cabeça na ambientação, jogabilidade e estética do jogo metroidvania , podemos afirmar com segurança: Shadow Labyrinth é uma das reimaginações mais ousadas — e promissoras — que a indústria já viu.
Com lançamento marcado para 18 de julho no Switch (1 e 2), PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC via Steam, o título promete ser um dos grandes destaques do ano para fãs de ação 2D e exploração.
Ambientação e história: um Pac-Man que encontrou Evangelion
Esqueça os labirintos coloridos e os fantasmas simpáticos. Em Shadow Labyrinth, você assume o papel do Espadachim Nº 8, um guerreiro solitário despertado por PUCK — uma esfera flutuante amarela com intenções misteriosas — em um planeta alienígena devastado por guerras intergalácticas. A atmosfera é densa, melancólica e carregada de simbolismo, com ruínas tecnológicas, criaturas deformadas e uma constante sensação de que há algo muito errado com esse mundo.

A narrativa se desenrola de forma fragmentada, com pistas ambientais, diálogos enigmáticos e cutscenes que mais sugerem do que explicam. PUCK, que inicialmente parece um guia, logo revela camadas mais sombrias, e o jogador é levado a questionar sua própria missão. A inspiração em obras como Neon Genesis Evangelion é clara — há mechas, dilemas existenciais e uma estética que mistura o grotesco com o sublime.
O mais surpreendente? Tudo isso é, de certa forma, canônico dentro do universo expandido de Pac-Man, com referências a jogos como Dig Dug, Xevious e até um RTS cancelado chamado New Space Order. A Bandai Namco não está apenas reinventando um personagem: está construindo um multiverso.
Jogabilidade: metroidvania com alma de arcade
Na essência, Shadow Labyrinth é um metroidvania clássico: mapas interconectados, habilidades desbloqueáveis, segredos escondidos e chefes colossais. Mas o que o diferencia é a forma como ele mistura isso com mecânicas inspiradas no legado arcade da Bandai Namco.
O combate é ágil e técnico. O Espadachim Nº 8 pode atacar com sua espada, desviar, aparar golpes e — em momentos cruciais — se transformar em uma versão monstruosa de Pac-Man para devorar inimigos e restaurar energia. Essa transformação não é apenas estética: ela altera a dinâmica do combate e da exploração, permitindo escalar paredes, atravessar túneis e acessar áreas secretas.
A movimentação é outro destaque. Com um gancho de arremesso, dash aéreo e pulo duplo, o jogo exige precisão e ritmo, lembrando títulos como Celeste e Hollow Knight. Algumas seções de plataforma são desafiadoras ao ponto de parecerem puzzles de reflexo, recompensando jogadores habilidosos com upgrades e atalhos.
E sim, há referências diretas a jogos clássicos. Em uma área inspirada em Dig Dug, por exemplo, você precisa inflar inimigos para derrotá-los, enquanto em outra, PUCK se transforma em um mecha gigante para enfrentar um chefe em uma batalha digna de anime.
Gráficos: pixel art com alma de neon
Visualmente, Shadow Labyrinth é um espetáculo. A direção de arte aposta em pixel art de altíssima qualidade, com animações fluidas, efeitos de luz dinâmicos e cenários que parecem pinturas digitais em movimento. Cada área tem identidade própria — de florestas bioluminescentes a cidades submersas em névoa tóxica — e o uso de cores é sempre intencional, evocando emoções e reforçando a narrativa.

O design dos inimigos é grotesco e criativo, com criaturas que parecem saídas de um pesadelo biomecânico. Já os chefes são verdadeiros eventos visuais, com múltiplas fases, transformações e ataques que enchem a tela de partículas e tensão.
Nos consoles de nova geração e no Switch 2, o jogo promete rodar a 60fps com resolução 4K, mantendo a fluidez mesmo nas batalhas mais caóticas.
Considerações finais
Shadow Labyrinth é, ao mesmo tempo, uma homenagem e uma subversão. Ele respeita o legado de Pac-Man, mas não tem medo de desconstruí-lo e reconstruí-lo sob uma nova ótica — mais sombria, mais complexa, mais adulta. É um jogo que exige atenção, habilidade e mente aberta. E se a versão final mantiver o nível de qualidade da demo, estamos diante de um novo clássico do gênero. Como amante de metroidvania, estou confiante em comentar: Shadow Labyrinth pode ser um dos grandes títulos de 2025!
E aí, o que achou dessa reimaginação sombria do Pac-Man? Comente abaixo e diga se você pretende explorar os labirintos de Shadow Labyrinth! Aproveite para seguir a Alternativa Nerd nas redes sociais e ficar por dentro de todas as novidades do mundo geek e gamer.










