Em um ano já recheado de boas surpresas para o cenário nacional de games, Arashi Gaiden chega como uma verdadeira shuriken lançada com precisão: rápida, letal e cheia de estilo. Desenvolvido pelos estúdios brasileiros Statera Studio e Wired Dreams, e publicado pela Nuntius Games, o título é um spin-off do universo de Pocket Bravery, e não se contenta em apenas expandir o lore — ele redefine o que entendemos por combate tático em turnos. Veja nosso review de Arashi Gaiden abaixo:

Ambientação e História: Japão sob as sombras
A trama de Arashi Gaiden gira em torno de Shinji Arashi, um ninja desonrado que recebe uma missão de seu antigo mestre, Lobo: recuperar três relíquias místicas roubadas pela organização criminosa Matilha, que se fundiu a um clã de ninjas e agora domina o submundo japonês. A narrativa, embora minimalista, é carregada de simbolismo e emoção. Arashi não apenas atravessa cenários urbanos e florestas ancestrais — ele percorre uma jornada de redenção pessoal.
Cada fase do jogo é ambientada em locais distintos do Japão, com cenários que vão de telhados chuvosos a templos ancestrais e subúrbios iluminados por neon. A pixel art feita à mão dá vida a esses ambientes com uma riqueza visual que remete à era SNES, mas com animações modernas e fluidez impressionante. A trilha sonora, que mistura instrumentos tradicionais japoneses com batidas eletrônicas, reforça o clima de tensão e introspecção.

Jogabilidade: Dash and Slash com cérebro
Se você acha que “combate por turnos” é sinônimo de lentidão, Arashi Gaiden está aqui para provar o contrário. O jogo apresenta uma mecânica batizada de “Dash and Slash”, onde cada turno é uma dança estratégica entre velocidade e precisão. Arashi se move em dashes por grids, cortando inimigos em linha reta — mas cada movimento exige cálculo. Um passo em falso pode significar cair em armadilhas ou ser cercado por adversários.
Ao longo das sete fases (com 20 salas cada), o jogador desbloqueia habilidades como shurikens, teletransporte, correntes e flechas direcionais. Esses recursos ampliam o leque estratégico, permitindo ataques à distância, redirecionamento de rota e controle de inimigos. Mas atenção: cada habilidade consome energia limitada, exigindo gerenciamento tático.

Os chefes, ao final de cada fase, são um espetáculo à parte. Com múltiplas fases e ataques que alteram o terreno, eles exigem domínio total das mecânicas e leitura precisa do ambiente. O jogo não oferece dicas ou soluções fáceis — é você contra o mapa, e cada vitória é conquistada com suor e raciocínio.
Gráficos e Direção de Arte: Violência pixelada com elegância
A arte de Arashi Gaiden é um dos seus maiores trunfos. A pixel art feita à mão é detalhada, vibrante e brutal. Os inimigos explodem em cores, os chefes impõem respeito com silhuetas ameaçadoras, e os efeitos visuais — como rastros de lâmina e distorções de teleporte — são um deleite para os olhos.
A violência é explícita e estilizada: membros amputados, sangue jorrando e tripas animadas com precisão. É impossível não lembrar de Katana ZERO, mas com uma pegada ainda mais visceral. Cada cenário tem identidade própria, e a direção de arte acerta ao equilibrar tradição e modernidade.
Desafio e Rejogabilidade
Com cerca de 5 horas de campanha principal, Arashi Gaiden aposta em profundidade concentrada. A curva de dificuldade sobe rapidamente, especialmente a partir do segundo mundo, e exige criatividade para superar salas repletas de armadilhas. O sistema de ranking por desempenho (tempo, mortes, eficiência) incentiva rejogabilidade e até speedruns.

Para os fãs de quebra-cabeças, o jogo é um prato cheio. Para os casuais, ele oferece a possibilidade de jogar em sessões curtas e retornar depois. E para os hardcore, há espaço para dominar cada mecânica e buscar a perfeição.
LEIA MAIS
O review de Arashi Gaiden foi produzida com uma chave do jogo para Steam gentilmente cedida pela Nuntius Games.
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Crítica/Review
Arashi Gaiden
Arashi Gaiden tem muita ação em um gameplay divertido e brutal! Além disso, conta com uma bela trilha sonora e gráficos pixelart bem trabalhados! JOGO RECOMENDADO!
PRÓS
- Pixel art feita à mão de altíssima qualidade
- Combate inovador que mistura turnos com ação em tempo real
- Trilha sonora imersiva e bem contextualizada
- Chefes desafiadores e variados
- Mecânicas estratégicas com múltiplas soluções
- Rejogabilidade com sistema de ranking e medalhas
CONTRAS
- Ausência de sistema de dicas pode frustrar jogadores casuais
- Curva de dificuldade acentuada já nas fases iniciais
- Campanha relativamente curta (cerca de 5 horas)
- Pode exigir paciência em fases mais complexas









