A era dos beat ‘em ups clássicos nunca morre — ela apenas renasce em coletâneas como a Beat ‘Em Up Collection (QUByte Classics). Desenvolvida pela brasileira QUByte Interactive, essa seleção reúne sete títulos cheios de porrada, carisma e estética retrô, que fazem qualquer amante dos fliperamas sentir aquele calorzinho no coração. No artigo de hoje trouxemos o nosso review de Beat ‘Em Up Collection (QUByte Classics).
Disponível para Xbox Series X|S, Nintendo Switch, PC, PlayStation 4 e PlayStation 5, a coletânea é um mergulho na era 16-bit, repleta de samurais místicos, guerreiros famintos, cavaleiros medievais e até bárbaros vingativos. Mas será que a pancadaria aqui é só nostalgia ou também diversão de verdade?

Todos os jogos da coletânea Beat ‘Em Up Collection (QUByte Classics)
First Samurai
Neste clássico, você encarna um samurai solitário viajando pelo tempo para derrotar demônios e restaurar o equilíbrio do mundo. O jogo mistura ação e fantasia com poderes antigos e armas encantadas. Os ambientes são surrealistas, e a jogabilidade é um misto de combate e exploração. O estilo visual é único, quase psicodélico, com uma trilha sonora atmosférica.

Second Samurai
A sequência direta evolui a fórmula do primeiro. Aqui o foco é mais intenso em ação e resolução de enigmas ambientais. A progressão é veloz, os inimigos são variados e os cenários percorrem desde cavernas até palácios orientais. É um upgrade satisfatório que mantém o charme do original.

Gourmet Warriors
Prepare-se para lutar por comida num futuro caótico chamado Zeus Heaven Magic City. Esse beat ‘em up aposta no absurdo: robôs demoníacos, mutantes famintos e chefs com superpoderes se enfrentam em combates saborosamente insanos. Visualmente é vibrante, com personagens exagerados e uma trilha sonora que combina com o clima desvairado.

Iron Commando
Você controla Jake, um soldado, ou Chang Li, mestre em artes marciais, numa luta frenética contra o grupo terrorista G.H.O.S.T. A ação se passa em trens, minas e até sobre veículos em movimento. O ritmo é acelerado, o combate é brutal, e o jogo permite o uso de diversas armas — de metralhadoras a espadas samurais. Ideal para quem gosta de caos organizado.

Legend
Entre em um mundo medieval sombrio para libertar o reino de Sellech das garras do feiticeiro Clovius. Lutas contra cavaleiros das trevas, dragões e magias arcanas tornam esse jogo um clássico sujo e direto. Visualmente lembra Golden Axe, com sprites detalhados e chefes intimidadores.

Sword of Sodan
Aqui você vive a aventura como um guerreiro (homem ou mulher) determinado a derrotar o maligno Zora. O jogo tem um estilo visual marcante e atmosférico, com inimigos grotescos e cenários sombrios. A jogabilidade é simples, mas eficaz — soco, espada, pulo — e exige reflexos rápidos.

The Tale of Clouds and Winds (Water Margin)
Baseado em um clássico da literatura chinesa, você escolhe entre três heróis fora-da-lei para enfrentar senhores da guerra corruptos. Com múltiplos caminhos e finais diferentes, é o mais profundo da coletânea em termos de narrativa e replay. Os gráficos têm um toque oriental refinado, e a jogabilidade combina exploração e combate com bom equilíbrio.

Jogabilidade geral: escola antiga, lições duras
Todos os jogos mantêm a essência beat ‘em up — andar e bater. E como bons representantes da “escola fliperama”, são desafiadores. Vidas limitadas, poucos continues e chefes que exigem mais que força bruta: paciência, estratégia e dedos rápidos.
A variedade de ambientações e estilos de luta entre os sete títulos é um ponto alto. Há desde o combate veloz de Iron Commando até os momentos mais contemplativos de Water Margin. Não há tutoriais ou mecânicas modernas como progressão de personagem ou sistema de loot. Você aprende com o jogo — e com os erros.
Visual e som: retrô com identidade
Se você cresceu no Super Nintendo e Mega Drive, vai se sentir em casa. Os gráficos são preservados em toda sua glória pixelada. Nada de filtros modernos ou texturas 4K — e ainda bem. Cada jogo tem seu estilo próprio, do pós-apocalipse colorido de Gourmet Warriors ao mundo feérico de First Samurai.
A trilha sonora varia bastante: algumas faixas são memoráveis e outras passam despercebidas. Os efeitos sonoros são exagerados, como em qualquer beat ‘em up raiz, e ajudam a manter o ritmo frenético.
Interface e extras: poderia ter mais
A tela inicial da coletânea permite acessar os títulos de forma simples. A função de salvar progresso é bem-vinda, mas sentimos falta de conteúdos adicionais — como tradução dos jogos em PTBR. A coletânea conta com galeria de arte e trapaças, o que facilita a gameplay.
LEIA MAIS
O review de Beat ‘Em Up Collection (QUByte Classics) foi produzida com uma chave do jogo para Steam gentilmente cedida pela QUByte Interactive.
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Crítica/Review
Beat 'Em Up Collection
A Beat 'Em Up Collection (QUByte Classics) é uma carta de amor aos tempos em que “pressionar Start” era o início de uma jornada épica. Com sete jogos que vão do absurdo gastronômico à fantasia oriental, essa coletânea entrega nostalgia e desafio com honestidade — ainda que sem os refinamentos modernos que poderiam elevar a experiência.
PRÓS
- Sete títulos com estilos variados
- Fidelidade visual e sonora à era 16-bit
- Desafio clássico para quem gosta de suor e paciência
- Preço acessível nas lojas digitais
- Contém galeria de arte
- Salvamento de progresso
- Possibildiade de habilitar trapaças
CONTRAS
- Nenhuma melhoria gráfica ou de jogabilidade
- Ausência de modo multiplayer online
- Jogos não receberam tradução PTBR

PlayStation
Xbox








