Quack – O Caminho do Vento Vol. 2 é uma explosão de criatividade nacional que mistura ação, comédia e coração em uma jornada aérea cheia de surpresas. Kaji Pato entrega um segundo volume ainda mais ousado, com personagens carismáticos e um estilo visual que honra o mangá sem perder sua identidade brasileira.

Uma aventura que voa alto: o enredo de Quack Vol. 2
No segundo volume de Quack – O Caminho do Vento, publicado pela Editora JBC sob o selo Start!, Kaji Pato continua a saga do pato Colombo e seu parceiro humano Balthazar em uma jornada que mistura ação, comédia e fantasia com um toque bem brasileiro. A bordo do excêntrico Porconês Voador, a dupla se vê envolvida em uma missão para ajudar Toscana e outras mulheres a bordo de um navio, enfrentando os temíveis piratas liderados pelo Capitão Resmo.
O enredo se desenrola em meio a um jogo de truco mortal — sim, truco! — que se torna o centro de uma disputa em um reino mergulhado na escuridão. Essa escolha narrativa é ousada e divertida, trazendo um elemento cultural inesperado que reforça o tom irreverente da obra. A história também aprofunda o passado de Balthazar ao introduzir a família Drumont, especialmente o avô patriarca, que guia os protagonistas em um voo perigoso, mas essencial para seu amadurecimento.
O ritmo da narrativa é bem equilibrado, alternando momentos de tensão com alívios cômicos e reflexões emocionais. Kaji Pato sabe brincar com os clichês do gênero shonen, subvertendo expectativas com humor e criatividade.
Personagens que conquistam
Colombo continua sendo o coração da série. O pato falante é um protagonista carismático, com um senso de justiça peculiar e uma personalidade impulsiva que rende ótimos momentos cômicos. Balthazar, por sua vez, ganha mais profundidade neste volume. Sua relação com a família Drumont revela traumas e inseguranças que tornam o personagem mais humano e identificável.
Toscana, que antes parecia apenas uma coadjuvante, tem mais espaço e mostra força e inteligência, equilibrando o elenco com uma presença feminina marcante. O Capitão Resmo é um vilão cartunesco, mas eficaz, funcionando como antagonista ideal para o tom da obra.
A química entre os personagens é um dos pontos altos do mangá. Os diálogos são afiados, cheios de referências e com um timing cômico que lembra o melhor da comédia brasileira — sem perder o charme do mangá.
Arte e estilo visual: mangá com sotaque brasileiro
Visualmente, Quack é um espetáculo. Kaji Pato domina a linguagem do mangá, com enquadramentos dinâmicos, expressões exageradas e cenas de ação bem coreografadas. Mas o que realmente chama atenção é o toque autoral: os traços têm personalidade, fugindo da padronização dos mangás japoneses.
O design dos personagens é criativo e memorável. Colombo, com seu visual de pato aviador, é icônico. O Porconês Voador é uma mistura de dirigível steampunk com porco voador, e os cenários variam entre reinos sombrios e paisagens aéreas que evocam um senso de aventura constante.
A arte também se destaca pela fluidez da narrativa visual. Mesmo nas cenas mais caóticas, o leitor nunca se perde. Há uma clareza gráfica que demonstra o domínio técnico de Kaji Pato, além de uma paleta de tons que, embora em preto e branco, transmite atmosferas distintas com maestria.
Originalidade e impacto: um mangá que respira brasilidade
Quack é um dos raros mangás brasileiros que consegue unir estética japonesa com alma nacional. O uso do truco como elemento central da trama é um exemplo claro disso. A obra não tenta imitar os mangás japoneses — ela dialoga com eles, mas fala com voz própria.
O review de Quack – O Caminho do Vento Vol. 2, de Kaji Pato, foi produzida com uma unidade da obra gentilmente cedida pela Editora JBC por meio do programa de parceiros.
💬 Gostou do review? Comente aqui embaixo o que achou de Quack e compartilhe sua opinião com a gente! Não se esqueça de seguir a Alternativa Nerd nas redes sociais para mais reviews, notícias e conteúdos nerds que você ama!
Crítica/Review
Quack – O Caminho do Vento Vol. 2
Quack – O Caminho do Vento Vol. 2 é uma obra que merece ser celebrada. É mangá, é brasileiro, é divertido e é feito com paixão. Uma leitura obrigatória para quem quer ver o quadrinho nacional voar alto.
PRÓS
- Personagens carismáticos e bem desenvolvidos
- Mistura inteligente de ação, comédia e drama
- Estilo visual autoral e expressivo
- Narrativa fluida e criativa
- Forte identidade brasileira
- Diálogos afiados e divertidos
CONTRAS
- Alguns vilões são caricatos demais
- O ritmo pode parecer acelerado em certos trechos
- Referências culturais podem não ser compreendidas por todos os leitores









