Depois de mais de uma década em desenvolvimento, Routine, da Lunar Software e publicado pela Raw Fury, finalmente chegou ao mercado. O jogo coloca o jogador na pele de John Cooper, um astronauta enviado para investigar uma base lunar que misteriosamente ficou em silêncio. O que deveria ser uma missão de reconhecimento se transforma em uma luta desesperada pela sobrevivência. Quer saber nossa opinião sobre o jogo? Leia o review de Routine abaixo:

A narrativa é propositalmente fragmentada: não há cutscenes explicativas ou guias óbvios. O jogador descobre o que aconteceu por meio de documentos, gravações e pistas espalhadas pela estação, o que reforça a sensação de isolamento e mistério. Essa abordagem lembra clássicos como Alien: Isolation e Dead Space, mas com uma identidade própria.
Ambientação e estética
O grande diferencial de Routine está na sua direção de arte. O jogo abraça o conceito de cassette futurism, ou “futurismo analógico”: monitores de tubo, teclados pesados, disquetes e interfaces monocromáticas dominam o cenário. Essa estética cria uma atmosfera única, como se estivéssemos em uma visão dos anos 80 sobre o futuro.
A iluminação é outro ponto crucial. Corredores escuros, luzes piscando e sons mecânicos distantes criam uma tensão constante. O silêncio é usado como recurso narrativo — muitas vezes o medo vem não de um susto explícito, mas da ausência de qualquer estímulo.
Jogabilidade: sobrevivência acima de tudo
Routine não é um jogo de ação. O protagonista é vulnerável, e o combate praticamente não existe. O jogador precisa explorar, resolver puzzles e evitar inimigos. Para isso, conta com o C.A.T. (Cosmonaut Assistance Tool), uma ferramenta multifuncional que serve para hackear sistemas, abrir portas e acessar terminais.
O C.A.T. não é uma arma poderosa — no máximo pode atrasar perseguidores com feixes de energia. Isso reforça a sensação de impotência e obriga o jogador a pensar em estratégias de fuga e esconderijo. A dificuldade é elevada: não há HUD tradicional, barras de vida ou minimapas. Tudo é diegético, integrado ao mundo do jogo.
Os puzzles são desafiadores e exigem atenção aos detalhes. Muitos remetem ao estilo clássico de Resident Evil, obrigando o jogador a observar documentos e pistas para avançar. Essa abordagem pode frustrar quem busca ação rápida, mas recompensa os fãs de survival horror com uma experiência intensa e cerebral.
Gráficos e performance
Construído na Unreal Engine 5, Routine impressiona pela fidelidade visual. A estética retrô-futurista é reforçada por texturas detalhadas, iluminação dinâmica e ambientes densos. Cada setor da base lunar parece vivo, mesmo quando vazio.

Apesar da beleza, o jogo não é sobre espetáculo gráfico, mas sobre imersão atmosférica. A paleta de cores apagada e os cenários industriais reforçam a sensação de abandono. Em alguns momentos, a ambientação lembra a nave Ishimura de Dead Space, mas com um toque mais cru e analógico.
Tradução e acessibilidade
Um ponto positivo para o público brasileiro é que o jogo está 100% traduzido para português, incluindo menus e legendas. Isso facilita a compreensão da narrativa fragmentada e torna a experiência mais acessível.
Pmorável.
LEIA MAIS
O review de Routine foi produzida com uma chave do jogo para Xbox Series X|S gentilmente cedida pela Raw Fury.
💬 E você, já jogou Routine ou pretende encarar essa jornada na Lua? O que achou do review de Routine? Deixe seu comentário abaixo e siga a Alternativa Nerd nas redes sociais para mais reviews e novidades do mundo gamer!
Crítica/Review
Routine
Routine é um survival horror que não tenta agradar a todos. Ele aposta em ambientação, tensão psicológica e puzzles desafiadores, oferecendo uma experiência intensa para quem gosta de se sentir vulnerável em um ambiente hostil. Não é perfeito, mas é memorável.
PRÓS
- Ambientação retrô-futurista única e extremamente imersiva
- Narrativa atmosférica e misteriosa, sem explicações óbvias
- Puzzles inteligentes e desafiadores
- Uso criativo do silêncio e da iluminação para criar tensão
- Jogo totalmente traduzido para português
- Disponível no Xbox Series XS e PC, incluindo Game Pass
CONTRAS
- Dificuldade elevada pode afastar jogadores casuais
- Ausência de combate direto pode frustrar quem espera ação
- Ritmo lento da narrativa pode parecer arrastado em alguns momentos
- Ferramenta C.A.T. pode ser pouco intuitiva no início








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