O universo de My Hero Academia continua se expandindo em diferentes mídias, e os videogames não ficam para trás. MY HERO ACADEMIA: All’s Justice, da Bandai Namco, chega como mais uma tentativa de traduzir para o mundo dos games a energia explosiva, o carisma dos personagens e o dinamismo das batalhas do anime. Participamos de uma prévia de MY HERO ACADEMIA: All’s Justice oferecido pela Bandai Namco. Leia nossas primeiras impressões abaixo:

Ambientação e História: Entre o familiar e o inédito
A ambientação de All’s Justice é, sem dúvida, um dos seus pontos mais fortes. O jogo abraça completamente o universo de My Hero Academia, trazendo cenários, trilhas e efeitos sonoros que imediatamente transportam o jogador para o mundo onde 80% da população possui individualidades. A sensação é de estar dentro do anime — e isso não é exagero.
O modo história segue acontecimentos já conhecidos pelos fãs, recontando a temporada final com fidelidade visual e narrativa. Para quem acompanha o anime, é uma oportunidade de reviver com uma camada extra de interatividade. Para quem está chegando agora, pode parecer confuso. O ideal é se habituar no universo da obra.

Mas o grande diferencial está no Modo Missão, que apresenta uma história original criada exclusivamente para o jogo. Aqui, a Bandai Namco se permite explorar situações inéditas, colocando personagens em interações e conflitos que não aparecem no anime. É um conteúdo que expande o universo sem contradizê-lo, oferecendo aos fãs algo realmente novo — e isso sempre é bem-vindo.
Outro destaque é o Hero’s Diary, um modo que mistura episódios curtos com batalhas e quebra-cabeças. Ele funciona quase como um “spin-off interativo”, trazendo momentos inéditos e focados em personagens específicos. É uma forma divertida de aprofundar a relação com heróis e vilões, além de variar o ritmo entre ação e pequenos desafios lógicos.
A única ausência que pesa é a falta de tradução para o português brasileiro. Embora o jogo tenha menus intuitivos, a barreira linguística pode afastar parte do público, especialmente os mais jovens — justamente um dos públicos mais fortes de My Hero Academia.
Jogabilidade: Familiar, mas com personalidade
Se você já jogou outros títulos de luta da Bandai Namco, especialmente aqueles baseados em animes, vai se sentir em casa. All’s Justice segue a fórmula clássica: batalhas rápidas, golpes especiais chamativos e controles acessíveis. Mas isso não significa que o jogo seja raso — pelo contrário.
O sistema de combate permite montar grupos de até três lutadores, embora apenas um esteja ativo por vez. A troca entre os membros do time é rápida e estratégica, permitindo criar sequências de golpes combinados que dão um sabor especial às batalhas. Esses combos em equipe são um dos pontos mais divertidos do jogo, especialmente quando você domina o timing e consegue encaixar ataques que parecem coreografados.
Cada personagem possui habilidades únicas baseadas em suas individualidades, o que torna o elenco variado e interessante. Jogar com Bakugo é completamente diferente de jogar com Uraraka, por exemplo, e isso incentiva o jogador a experimentar diferentes formações de equipe.
No entanto, é importante dizer: a jogabilidade não reinventa o gênero. Ela é sólida, funcional e divertida, mas não traz grandes inovações para quem já está acostumado com jogos de luta baseados em anime. A estrutura é familiar — e isso pode ser tanto um ponto positivo quanto negativo, dependendo do que você espera.
Para quem busca profundidade competitiva, o jogo pode parecer simples demais. Para quem quer apenas se divertir com os personagens favoritos, ele entrega exatamente o que promete.
Gráficos: Estilo anime bem executado, mas com limitações
Visualmente, All’s Justice aposta em um estilo cel-shading que imita o traço do anime. E funciona. Os personagens são expressivos, os efeitos de individualidades são vibrantes e as animações de golpes especiais são um espetáculo à parte.
Os cenários, embora variados, não são tão detalhados quanto poderiam ser. Eles cumprem seu papel, mas raramente impressionam. Em alguns momentos, a simplicidade visual pode até parecer datada, especialmente quando comparada a outros jogos recentes baseados em anime.
Ainda assim, o conjunto visual é competente e coerente com a proposta. O jogo não tenta ser hiper-realista — ele quer parecer um episódio jogável de My Hero Academia, e nisso ele acerta em cheio.
Minha opinião de prévia para MY HERO ACADEMIA: All’s Justice
MY HERO ACADEMIA: All’s Justice é um jogo feito para fãs — e isso não é uma crítica. Ele entrega diversão, carisma e conteúdo suficiente para manter o jogador engajado, especialmente com a expansão chegando. Não é perfeito, mas tem coração, estilo e respeito pelo material original.
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