Recebemos uma chave do Scott Pilgrim EX antecipadamente pela Tribute Games para a produção deste review. Com acesso prévio ao título, pudemos explorar com calma as fases, testar os diferentes personagens e avaliar a experiência tanto no modo solo quanto em coop — tudo isso com a liberdade de analisar detalhes de jogabilidade, arte e som sem pressa. Este texto reflete nossa impressão após horas de jogo, buscando destacar o que funciona, o que poderia melhorar e por que Scott Pilgrim EX deve interessar fãs de beat ’em ups e da cultura nerd.

Ambientação e História
Chegar a Toronto com Scott Pilgrim EX é como folhear uma HQ que ganhou vida em 60 quadros por segundo: a cidade é familiar, mas sempre pronta para explodir em batalhas surreais e cortes de cena que lembram videogames antigos. A narrativa parte de um ponto simples — a banda e os amigos de Scott são arrastados para uma nova confusão — e usa esse pretexto para justificar uma sucessão de arenas, chefes e encontros que misturam humor, drama e referências pop. O roteiro, assinado com a bênção do universo original, não tenta reinventar a roda: ele celebra o tom irreverente e meta da obra, entregando diálogos curtos, piadas visuais e momentos que agradam tanto quem conhece Scott Pilgrim quanto quem chega de primeira.

A ambientação é pensada para ser um playground: ruas, bares, estúdios e cenários mais fantásticos se alternam com fluidez, e cada fase traz pequenas histórias secundárias e segredos que recompensam a exploração. A sensação é de que o jogo foi feito por fãs que entendem o que torna a franquia especial — e que, ao mesmo tempo, querem que o jogador sinta-se parte dessa comunidade.
Jogabilidade
No cerne de Scott Pilgrim EX está um beat ’em up que equilibra acessibilidade e profundidade. Os combates são rápidos, responsivos e fluem com uma naturalidade rara em jogos do gênero: há impacto nas pancadas, variações de ritmo entre lutas de rua e confrontos contra chefes, e uma sensação constante de “combo” que recompensa tanto o jogador casual quanto o mais técnico. A movimentação é ágil; esquivas, arremessos e ataques especiais se encadeiam sem atrito, o que torna as sessões cooperativas — um ponto alto do jogo — especialmente divertidas.
A variedade de personagens jogáveis é um dos pontos fortes: cada lutador tem um conjunto de movimentos próprio, animações que comunicam personalidade e um leque de upgrades que incentivam experimentação. O jogo também apresenta uma grande diversidade de inimigos, com padrões distintos e mecânicas que forçam o jogador a adaptar estratégias em vez de repetir a mesma fórmula. Isso evita a monotonia típica de alguns beat ’em ups e mantém o ritmo sempre renovado.

O sistema de progressão é simples, mas funcional: melhorias de atributos, desbloqueio de golpes e pequenas customizações que fazem diferença sem transformar o jogo em um RPG complexo. Em suma, Scott Pilgrim EX acerta ao priorizar a diversão imediata sem sacrificar a profundidade para quem quer dominar o combate.
Gráficos e Direção de Arte
Tribute Games abraça o pixel art com respeito e ambição. Os gráficos pixelados não são apenas um filtro nostálgico: são um trabalho de design cuidadoso, com paletas de cores vibrantes, animações de impacto e cenários repletos de detalhes que convidam a olhar mais de perto. Personagens cativantes recebem sprites bem trabalhados; expressões, poses e frames de ataque comunicam personalidade e humor, e os efeitos visuais — faíscas, explosões, linhas de impacto — ajudam a transmitir a sensação de pancada sem poluir a tela.
O estilo visual também é um campo fértil para referências: easter eggs e homenagens a clássicos do universo nerd aparecem com frequência, desde piscadelas que lembram Super Mario até trejeitos que evocam Dragon Ball, tudo integrado de forma orgânica ao design das fases e inimigos. Essas referências funcionam como um diálogo com o jogador: se você as reconhece, ganha um sorriso; se não, não perde nada da experiência.
Trilha Sonora e Referências Nerd
A trilha sonora é outro pilar que sustenta a experiência. Músicas com pegada chiptune e arranjos modernos acompanham cada fase com energia, alternando entre temas mais calmos para exploração e batidas intensas para lutas de chefe. A sonoridade casa com o pixel art e com o ritmo do combate, elevando momentos-chave sem se tornar intrusiva. Além disso, os efeitos sonoros — socos, quedas, impactos — são calibrados para dar peso às ações, o que reforça a sensação de que cada golpe importa.
As referências nerd estão por toda parte, mas o jogo evita o fanservice vazio: elas são usadas como tempero, não como substituto de conteúdo. Isso torna Scott Pilgrim EX um título que fala diretamente com a cultura pop contemporânea sem perder sua identidade própria.
Lançamento e Plataformas
Scott Pilgrim EX chega hoje (3 de março) para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e PC via Steam, em lançamento digital e com edições físicas limitadas anunciadas anteriormente. A presença em múltiplas plataformas garante que o jogo seja acessível tanto para quem prefere consoles quanto para jogadores de PC.
LEIA MAIS
O review de Scott Pilgrim EX foi produzida com uma chave do jogo para PC gentilmente cedida pela Tribute Games.
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Crítica/Review
Scott Pilgrim EX
Scott Pilgrim EX é extremamente divertido! Fazia tempo que não me divertia tanto com um beat-up! RECOMENDADO!
PRÓS
- Combates rápidos e fluidos que equilibram acessibilidade e profundidade.
- Pixel art detalhado com animações e direção de arte de alto nível.
- Trilha sonora eficaz que acompanha o ritmo das fases e chefes.
- Grande variedade de personagens e inimigos, incentivando experimentação.
- Tradução PTBR que facilita a imersão do público brasileiro.
CONTRAS
- Estrutura narrativa que pode parecer episódica demais para quem busca uma história mais densa.
- Jogabilidade pode se tornar repetitiva em sessões muito longas sem pausas.

PlayStation
Xbox








