A jogabilidade de EXODUS finalmente ganhou uma prévia estendida, e o resultado deixou claro que a Archetype Entertainment está mirando alto. O estúdio, que faz parte da Hasbro, apresentou um vídeo narrado pelo diretor criativo Chris King, mostrando como combate, escolhas do jogador e companheiros serão pilares centrais dessa nova aventura espacial. Com lançamento previsto para o início de 2027, o jogo promete entregar uma experiência densa, cinematográfica e profundamente moldada pelas decisões do jogador.
Um RPG espacial guiado por escolhas
Em EXODUS, o jogador assume o papel de Jun Aslan, um resgatador que se torna um Viajante em meio a uma crise galáctica. A humanidade está à beira da extinção por causa da Ruína, um vírus Celestial misterioso e devastador. Cabe a Jun explorar o Aglomerado de Centauri, enfrentar perigos inimagináveis e buscar artefatos antigos capazes de mudar o destino do seu mundo natal.

A grande sacada aqui é que a jornada não segue um único caminho. O jogo aposta pesado em escolhas narrativas que impactam personagens, planetas e até a passagem do tempo. Não se trata apenas de escolher diálogos, mas de definir quem Jun é e como será lembrado.
Jogabilidade de EXODUS e alinhamentos morais
A jogabilidade de EXODUS se diferencia ao permitir que o jogador molde Jun muito além da aparência. Será possível escolher jogar como um Viajante homem ou mulher, personalizando visual e estilo. Porém, o ponto central está nos alinhamentos morais.
O jogador pode seguir o caminho do Paladino, um herói honrado que busca proteger vidas, ou do Imortal, alguém mais ambicioso e disposto a sacrificar o que for preciso. Essa escolha não é apenas narrativa. Ela influencia diretamente a progressão, as habilidades disponíveis e a forma como o universo reage às suas ações.
Cada alinhamento desbloqueia evoluções diferentes, incentivando múltiplas jogatinas e reforçando o peso das decisões ao longo da campanha.
Combate tecnológico e versátil
O combate em EXODUS mistura ação intensa com estratégia. Jun utiliza tecnologias exclusivas dos Viajantes, começando pelo Reciclador, uma arma multifuncional que alterna entre três modos distintos. O Repetidor é ideal para média distância, o Fatiador causa alto impacto em curtas distâncias e o Perfurador permite ataques precisos de longo alcance.
Além disso, a Manopla de Jun é um dos elementos mais interessantes da jogabilidade. Ela pode ser aprimorada com tecnologias alienígenas resgatadas durante a exploração. Habilidades como Erupção, que arremessa inimigos e molda o terreno, e Lança, focada em perfuração, ampliam as possibilidades táticas em cada confronto.
Ferramentas como precognição para marcar inimigos, capa de camuflagem para ataques furtivos e iscas sônicas para manipular o campo de batalha garantem liberdade total de abordagem.
Companheiros que vão além do estereótipo
Outro destaque forte está nos acompanhantes. Eles não são apenas apoio em combate, mas personagens profundos, com histórias próprias e opiniões sobre as decisões de Jun.
Phaedra Nath, uma xenoarqueóloga renomada, tem ligação direta com os Celestials e acompanha Jun em momentos cruciais da trama. O relacionamento entre os dois evolui conforme as escolhas do jogador, afetando o futuro de ambos.
A tripulação ainda conta com figuras marcantes como Tom Vargas, um Viajante experiente e mais cauteloso, Elise Charroux, uma pilota explosiva que prefere ação direta, e Salt, uma mercenária cefalópode Desperta extremamente letal. O elenco se completa com Houston e o misterioso C.C. Orlev, um caubói espacial dublado por Matthew McConaughey.
Os Despertos e a sociedade integrada
Um dos conceitos mais originais de EXODUS é o dos Despertos. Criados por bioengenharia e cibernética, esses animais altamente inteligentes vivem integrados à sociedade humana. Eles falam, trabalham e ocupam funções essenciais no universo do jogo.
Durante a apresentação, foi mostrado até mesmo um elefante Desperto atuando como comerciante, vendendo itens para Viajantes. Médicos, soldados e mercadores Despertos aparecem por toda parte, tornando o mundo mais crível e diverso.
Decisões com consequências reais
EXODUS deixa claro que cada escolha importa. Em uma cena apresentada, Jun precisa decidir entre apoiar Elise ou Tom em uma sala de controle. Abrir uma saída de ar pode eliminar inimigos, mas também colocar inocentes em risco. Optar pela cautela pode salvar vidas, mas trazer consequências estratégicas.
Essas decisões ecoam ao longo da história. Algumas têm impacto imediato, enquanto outras só mostram seus efeitos horas depois, inclusive no mundo natal de Jun.
O peso do tempo na narrativa
A dilatação do tempo é um elemento central da trama. Ao viajar próximo à velocidade da luz, dias vividos por Jun podem significar meses ou anos para quem ficou para trás. Isso afeta relações, eventos políticos e o estado do planeta natal.
Os Resquícios que o jogador escolhe levar de volta influenciam diretamente o desenrolar da história. Ao retornar, o mundo pode não ser mais o mesmo, reforçando o tom melancólico e maduro da narrativa.
Cenários, mistérios e o futuro de EXODUS
A prévia também apresentou Persépolis, uma cidade central onde humanos e Despertos convivem, e o planeta Tsang, um ambiente hostil repleto de lagos sulfurosos e ruínas antigas. É lá que Jun e Phaedra buscam respostas sobre Elijah, avô desaparecido dela, e sobre a verdadeira origem da Ruína.
O encerramento da demonstração deixa claro que decisões finais podem definir o destino de personagens importantes, elevando ainda mais o peso narrativo do jogo.
EXODUS está em fase final de desenvolvimento e já pode ser adicionado à lista de desejos no PlayStation, Xbox, Epic Games Store e Steam. Se a promessa for cumprida, estamos diante de um dos RPGs de ficção científica mais ambiciosos dos próximos anos.
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