Lançado inicialmente em 2016 para iOS e posteriormente Android e PC, The Battle of Polytopia chegou ao Nintendo Switch em 12 de outubro de 2022. Apesar de eu ser um grande entusiasta de jogos de estratégia, acredito que o título deixa a desejar, principalmente por seu valor elevado.
Um jogo de estratégia reduzido
The battle of Polytopia é um jogo de estratégia 4x (explorar, expandir, extrair e exterminar) baseado em turnos, no entanto, reduzido ao máximo que é possível imaginar. Essa escolha pode ser um acerto ou um erro dependendo de quem está jogando. Para quem não jogou muitos títulos desse gênero e queira algo mais simples e rápido, o título pode ser uma boa pedida, mas, para os já acostumados, a experiência pode acabar sendo rasa e repetitiva.
O jogador inicia com uma pequena cidade e um soldado em um mundo quadrado. A movimentação funciona de forma semelhante aos RPGs táticos, no qual devemos selecionar um soldado e escolher o quadradinho para onde deseja ir ou atacar. Conforme vai avançando, o mapa vai sendo desbloqueado. Durante o percurso, o jogador pode enfrentar inimigos e coletar recursos, além de conquistar novas cidades.
O modo principal do jogo se chama Perfeição e não se baseia necessariamente em derrotar inimigos ou fazer um mega império, mas em expandir e adquirir o máximo de pontos possíveis durante 30 turnos. Além desse, também temos o modo Dominação, no qual devemos encontrar e derrotar as outras tribos. Por fim, o jogo também possui um multiplayer local, onde todos jogam no mesmo console e cada um em seu turno. As partidas em todos os modos funcionam de forma semelhante, no qual devemos ir avançando, construindo e derrotando os inimigos pelo caminho.
Para auxiliar nos desafios, podemos pesquisar tecnologias — com o uso de pontos adquiridos a cada turno — que fornecem habilidades e ferramentas ao jogador. Para exemplificar, podemos adquirir habilidade de recolher frutas, caçar animais, ou construir botes para navegar pelos lagos. Apesar de algumas delas serem interessantes, outras podem não ter uma boa aplicação na partida, principalmente no modo de 30 turnos.
Tribos diferentes, mas iguais
Ao iniciar uma partida, o jogador pode escolher entre 12 tribos disponíveis. Cada uma delas é inspirada em um povo ou império que existiu, como Vikings ou Romanos. Infelizmente, as diferenças entre elas se limitam a aparência e a tecnologia inicial. O título possui, ainda, uma versão deluxe onde mais tribos ficam disponíveis.
Graficamente, the Battle of Polytopia é um jogo bonito, no entanto, quanto maior o mapa fica, mais difícil se torna visualizar os elementos nele. Muitas vezes eu não conseguia visualizar inimigos, pois estavam camuflados em estruturas que possuíam a mesma cor. Isso seria uma coisa bem-vinda em outro gênero, mas aqui, acaba sendo frustrante.
Apesar dos acertos, The Battle of Polytopia não tem muito a oferecer
Apesar de ser divertido e criativo, depois de algumas partidas, o jogo já não tem mais o que oferecer, principalmente para aqueles acostumados com títulos como Civilization ou Tropico. Para quem deseja experimentar The Battle of Polytopia, recomendo que verifique primeiro as versões Android e iOS (que são gratuitas), ou a demo, disponível no próprio Switch, para depois decidir se vale a pena comprar.
- Visual bonito;
- Legendado em português;
- Sistema interessante de tecnologias.
- Pouco conteúdo e repetitivo;
- Com o progresso, o mapa fica muito poluído;
- Valor elevado pelo que oferece.
Nota final: 6.0/10
The Battle of Polytopia está disponível para PC, Android, iOS e Nintendo Switch.
Versão utilizada para análise: Switch
Análise realizada com cópia digital cedida pela Midjiwan AB
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