Jogamos Call of the Elder Gods! Leia nossa prévia!

e você gostou do enfoque em observação e manipulação de objetos em Call of the Sea, aqui encontrará mais profundidade e complexidade.

Recebemos uma chave do jogo para PC pela Kwalee para a produção desta prévia de Call of the Elder Gods. O jogo é a sequência direta de Call of the Sea (2020) e promete ampliar a proposta narrativa e de puzzles que consagrou o estúdio Out of the Blue, agora sob a publicação da Kwalee. O jogo chega com uma ambição clara: manter a essência do título anterior enquanto expande o escopo para uma aventura que atravessa tempo e espaço.

(Alternativa Nerd/Reprodução)

Ambientação e História

A ambientação de Call of the Elder Gods é, antes de tudo, lovecraftiana em sua estrutura emocional: luto, culpa e a fragilidade da sanidade humana são motores narrativos que empurram os protagonistas para segredos proibidos. A trama acompanha o Professor Harry Everhart e a estudante Evangeline Drayton, cujas buscas pessoais se entrelaçam com um artefato descoberto anos antes e com as sombras que rondam a Universidade de Miskatonic. A narrativa se inspira diretamente em A Sombra Fora do Tempo, de H. P. Lovecraft, e aposta em uma dublagem completa para dar peso dramático às descobertas.

(Alternativa Nerd/Reprodução)

O roteiro alterna entre investigação acadêmica e viagens a locais exóticos — das bibliotecas de uma mansão na Nova Inglaterra às areias vermelhas do interior australiano, passando por ermos congelados e cidades fora do tempo. Essa variação de cenários não é apenas cosmética: cada ambiente carrega pistas, memórias e símbolos que se conectam à mitologia central do jogo, criando uma sensação constante de descoberta e desconforto.

Jogabilidade e Puzzles

Se você gostou do enfoque em observação e manipulação de objetos em Call of the Sea, aqui encontrará mais profundidade e complexidade. Os puzzles retornam com mecânicas familiares — vasculhar cenários, combinar itens, interpretar diários e símbolos — mas agora com camadas adicionais: alternância entre personagens para resolver problemas multi-parte e enigmas que atravessam tempo e espaço. O jogo permite ajustar o nível de assistência (dicas, ícones, anotações no diário), o que é uma escolha acertada para equilibrar acessibilidade e desafio.

(Alternativa Nerd/Reprodução)

Gráficos, Som e Direção de Arte

Visualmente, Call of the Elder Gods aposta alto: a Unreal Engine 5 é usada para renderizar ambientes ricos em detalhes, iluminação volumétrica e texturas que variam do aconchegante ao alienígena. O contraste entre espaços familiares (uma biblioteca iluminada por fogo) e paisagens surreais fora do tempo é um dos pontos fortes do design, ajudando a sustentar a sensação de deslocamento e estranhamento. A trilha sonora, assinada por Eduardo De La Iglesia, promete reforçar a atmosfera com composições que oscilam entre o melancólico e o inquietante.

No elenco de vozes, nomes como Yuri Lowenthal e Cissy Jones retornam para dar vida aos protagonistas, o que adiciona familiaridade e qualidade à interpretação dramática. A dublagem completa é um acerto para um jogo que depende tanto de subtexto emocional quanto de pistas narrativas entregues por diálogos e leituras de diário.

Pontos Fortes e Riscos

Considerações sobre Tradução e Acessibilidade

O jogo conta com tradução para PT-BR, o que facilita a imersão do público brasileiro e é um diferencial importante para quem prefere jogar em português.

Minha opinião de prévia para Call of the Elder Gods

Call of the Elder Gods mantém a essência que fez Call of the Sea ser lembrado: puzzles que respeitam a inteligência do jogador, uma narrativa que mistura ciência e misticismo, e um visual que sustenta o tom lovecraftiano. Para fãs de aventuras narrativas e enigmas bem construídos, é uma aposta promissora.

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