Poucos projetos independentes brasileiros têm chamado tanta atenção recentemente quanto V‑Monsters: Forgotten Link, novo RPG estratégico da Red Studios. O jogo, ainda sem data de lançamento definida, promete expandir o universo já conhecido pelos fãs da franquia V‑Monsters, que nasceu como um fangame e evoluiu para uma série autoral com jogos, HQs e light novels. Agora, com Forgotten Link, a equipe busca entregar sua experiência mais ambiciosa até o momento: um RPG de captura e evolução de criaturas com narrativa ramificada, dois protagonistas e combates por turno com forte apelo tático.
A Alternativa Nerd teve acesso antecipado ao jogo e reuniu tudo o que você precisa saber para entender por que esse título merece entrar no seu radar.

V‑Monsters: Forgotten Link – Folklora, um Mundo Digital à Beira do Colapso
A ambientação de V‑Monsters: Forgotten Link ganha contornos muito mais profundos quando analisada a partir do material oficial. Diferente de outros RPGs de monstros que se passam em mundos naturais ou fantásticos, aqui o jogador é lançado em Folklora, um sistema digital criado para simular uma vida perfeita — uma utopia artificial cuidadosamente construída. Porém essa simulação idealizada sofre um colapso após um experimento controlado sair do controle, desencadeando uma crise que ameaça toda a estrutura do mundo.
Essa premissa coloca o jogador em um cenário onde nada é totalmente estável ou confiável. Folklora não é apenas um pano de fundo: é um organismo digital vivo, fraturado e imprevisível, que reage aos acontecimentos e às escolhas dos personagens. A sensação é de caminhar por um mundo que tenta desesperadamente manter sua fachada de normalidade enquanto se desfaz por dentro.
A narrativa acompanha Akira, um ex‑soldado da Região Norte que abandona o exército após testemunhar o horror de sua primeira batalha. Esse trauma inicial já estabelece o tom do jogo: não estamos diante de uma aventura leve, mas de uma jornada marcada por consequências reais e cicatrizes emocionais. Ao lado de Jareh, seu V‑Monster parceiro, Akira se une a Zoe, uma Guardiã do Sul, e ao rebelde Pulsebun para investigar a verdade por trás da queda de Folklora.

Essa união improvável entre personagens de regiões opostas reforça o tema central do jogo: um mundo dividido tentando sobreviver ao próprio colapso. A ambientação mistura elementos de ficção científica, distopia digital e drama humano, criando um universo que parece familiar para quem cresceu com animes dos anos 90, mas que ao mesmo tempo apresenta identidade própria.
A Red Studios quer que o jogador sinta o peso desse mundo fragmentado. Cada área explorada, cada personagem encontrado e cada batalha travada existe dentro de um sistema que está ruindo — e cabe ao jogador descobrir não apenas como Folklora chegou a esse ponto, mas se ainda há algo a ser salvo.
Jogabilidade: Combate Tático 3v3 e Evoluções em Tempo Real
A jogabilidade de V‑Monsters: Forgotten Link aposta em um sistema de batalhas por turnos que vai além do tradicional. O jogo apresenta combates táticos 3v3, nos quais posicionamento, sinergia e formação de equipe são elementos decisivos para a vitória. Cada encontro exige leitura estratégica do campo, montagem inteligente do trio de criaturas e domínio das habilidades únicas de cada V‑Monster.
O diferencial mais marcante — e que realmente redefine o ritmo das batalhas — é a mecânica de evolução em pleno combate. Em vez de evoluírem apenas fora das lutas, os V‑Monsters podem se transformar durante o confronto, alterando atributos, habilidades e até sua função dentro do time em tempo real. Isso significa que uma criatura focada em ataque pode assumir um papel defensivo no meio da batalha, ou vice‑versa, criando momentos imprevisíveis e abrindo espaço para viradas dramáticas.








Essa dinâmica torna cada luta única. Nenhuma batalha se desenrola da mesma forma, já que a evolução instantânea muda completamente o fluxo do combate e força o jogador a se adaptar rapidamente às novas condições do campo. A Red Studios descreve essa mecânica como um “momento de destaque” em cada confronto — e é fácil entender por quê.
Além disso, o jogo incentiva o jogador a experimentar diferentes formações e sequências de ataques, criando composições que exploram ao máximo as sinergias entre os V‑Monsters. A proposta é clara: Forgotten Link não quer apenas que você vença — quer que você pense, planeje e reaja como um verdadeiro estrategista.
Gráficos e Direção de Arte: Pixel Art com Alma
A estética de Forgotten Link é um dos seus maiores atrativos. A Red Studios aposta em pixel art feita à mão, com cenários detalhados, criaturas expressivas e personagens estilizados que remetem ao melhor da era 16‑bit, mas com refinamentos modernos.
A paleta de cores varia conforme a região explorada, reforçando a atmosfera de um mundo dividido pela guerra. Ambientes do Norte tendem a ser mais frios e rígidos, enquanto áreas do Sul apresentam tons mais quentes e desgastados — um contraste visual que reforça a narrativa.
Os V‑Monsters, por sua vez, são o grande destaque artístico. Cada criatura possui design próprio, animações fluidas e evoluções que transformam não apenas sua aparência, mas também sua postura e personalidade. A equipe demonstra cuidado em criar monstros que parecem vivos, com identidade e presença.
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