Last Man Sitting | Review

Review completo do roguelite caótico da Raw Fury

Recebemos uma chave antecipada de Last Man Sitting diretamente da Raw Fury para produção deste review no PC, e depois de muitas horas de tiros, quedas, risadas e caos absoluto, estamos prontos para contar como foi essa experiência que mistura roguelite, multiplayer e uma boa dose de humor nonsense.

Um escritório que virou campo de batalha

A premissa de Last Man Sitting é tão absurda quanto divertida: você controla um funcionário preso em uma cadeira giratória, armado até os dentes, tentando sobreviver a hordas de inimigos igualmente sentados em cadeiras. É como se alguém tivesse misturado The Office, Enter the Gungeon e um compilado de vídeos de quedas engraçadas — e, surpreendentemente, isso funciona.

(Alternativa Nerd/Reprodução)

A ambientação é propositalmente exagerada. Os cenários variam entre escritórios corporativos, salas de reunião, depósitos e ambientes que parecem ter saído de um pesadelo burocrático. Tudo é construído com um humor visual que abraça o ridículo: mesas voam, cadeiras ricocheteiam, e inimigos são lançados para longe com a física mais caótica possível.

Apesar da simplicidade, existe um charme inegável. O jogo não tenta ser sério — e justamente por isso ele funciona tão bem. A Raw Fury apostou em uma estética que combina minimalismo com exagero, e o resultado é um universo que te arranca risadas mesmo quando você está prestes a morrer pela décima vez.

Jogabilidade: caos calculado (ou quase)

Se existe um ponto onde Last Man Sitting realmente brilha, é na jogabilidade. O jogo é um roguelite, o que significa que cada partida é diferente, com salas geradas proceduralmente, inimigos variados e modificadores que mudam completamente o ritmo da ação.

Movimentação baseada em recuo

O grande diferencial — e também o maior desafio — é que você não anda.
Você se move usando o recuo das armas.

Sim, você leu certo. Cada tiro empurra sua cadeira para trás, para os lados ou para cima, dependendo da arma. Isso transforma até o movimento mais simples em uma dança caótica entre precisão e descontrole. Dominar essa física é essencial, e quando você finalmente pega o jeito, o jogo se torna incrivelmente satisfatório.

(Alternativa Nerd/Reprodução)

Arsenal variado e upgrades malucos

O jogo oferece uma boa variedade de armas, desde pistolas e escopetas até lançadores de projéteis absurdos. Os upgrades seguem a mesma linha de humor exagerado:

Cada run é uma surpresa, e isso mantém o jogo fresco mesmo depois de muitas tentativas.

Hordas e mais hordas

Os inimigos vêm em ondas, e apesar de não serem muito inteligentes, compensam na quantidade. O jogo exige reflexos rápidos e uma boa leitura do ambiente, já que qualquer objeto pode virar um projétil letal quando a física entra em ação.

Multiplayer: onde o caos atinge outro nível

O modo multiplayer é, sem exagero, onde Last Man Sitting se torna memorável. Jogar com amigos transforma o caos em gargalhadas constantes.
As partidas são rápidas, imprevisíveis e cheias de momentos dignos de clipe para redes sociais.

É o tipo de jogo perfeito para sessões curtas, mas que facilmente se estendem madrugada adentro.

Gráficos: simples, mas eficientes

Visualmente, Last Man Sitting não tenta competir com produções AAA — e nem precisa. O estilo gráfico é cartunesco, limpo e funcional. Os modelos são simples, mas expressivos, e a física exagerada dá vida ao que poderia ser apenas um jogo minimalista.

A paleta de cores é vibrante, e os cenários, apesar de repetitivos, têm personalidade suficiente para não cansar. O destaque fica para os efeitos de partículas e destruição, que deixam cada sala parecendo um campo de guerra improvisado.

Tradução PT-BR

Um ponto positivo importante: o jogo possui tradução para português do Brasil.
Ela é simples, mas bem-feita, e ajuda bastante na compreensão dos upgrades e menus — especialmente para quem está começando no gênero roguelite.

Performance e estabilidade

Durante nossos testes no PC, o jogo rodou de forma estável, mesmo com dezenas de objetos voando simultaneamente. A física caótica poderia facilmente causar problemas, mas a Raw Fury fez um bom trabalho em manter tudo fluido.

Houve alguns bugs visuais e colisões estranhas — mas, honestamente, em um jogo que abraça o absurdo, isso acaba até combinando com a proposta.


LEIA MAIS

O review de Last Man Sitting foi produzida com uma chave do jogo para PC gentilmente cedida pela Raw Fury.

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Crítica/Review

Last Man Sitting

7.8 Nota

Last Man Sitting é um roguelite divertido, caótico e cheio de personalidade. Ele não tenta ser profundo ou complexo — e justamente por isso entrega uma experiência leve, viciante e perfeita para jogar sozinho ou com amigos.

PRÓS

  • Jogabilidade única baseada em recuo das armas
  • Humor nonsense que funciona muito bem
  • Multiplayer extremamente divertido
  • Variedade de armas e modificadores
  • Física caótica que gera momentos memoráveis
  • Tradução PT-BR disponível
  • Runs rápidas e viciantes

CONTRAS

  • Cenários podem se tornar repetitivos
  • Curva de aprendizado inicial pode frustrar alguns jogadores
  • Inteligência artificial dos inimigos é simples
  • Alguns bugs de colisão e física exagerada demais em certos momentos

Detalhes

  • Ambientação 7
  • Jogabilidade 8
  • Gráficos 9
  • Trilha Sonora 8
  • Replay 7
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