Cowboy Bebop: Episódios 4 e 5 | Crítica

7 meses atrás
650

Assim como Cowboy Bebop é uma obra cheia de experimentações por que não fazer uma crítica dupla?

                                                                  Cowboy Bebop: 1×4 – Callisto Soul

Faye finalmente ganha seu episódio de destaque esbanjando carisma no roteiro de Christopher L. Yost e na atuação de Daniella Pineda. Por outro lado, sua história e drama individual não é tão bem construído ou convincente o bastante principalmente nos momentos finais do episódio. Parece que o forte do Cowboy Bebop da Netflix não é a trama, seja individual ou geral. Como sempre, o carisma e a interação dos personagens principais é o que sustenta o episódio e extrair o melhor disso é um mérito da direção de Michael Katleman. Embora, a direção dele aqui peque nos momentos de ação. Além do episódio surpreender ao escolher cenários não tão bem acabados como os de seus anteriores.

Novamente temos um antagonismo fraco, pouco desenvolvido e sem personalidade. Não que o anime fosse responsável por vilões geniais, mas… a impressão de que fica é que um episódio de 30 minutos consegue se sair melhor nesse aspecto do que um beirando aos 50 minutos. Essas comparações podem soar vazias, afinal, são mídias diferentes, mas… as propostas são a mesmas e a adaptação não parece ter a ousadia necessária. Enfim, temos mais um episódio que fica em uma linha tênue entre bom e ruim.

Nota: 5/10

 


                                                        Cowboy Bebop: 1×5 – Darkside Tango

Para não soar muito repetitivo da minha parte, vamos lá: Vicious e Julia são novamente as piores coisas do episódio. Atuações horrorosas, visuais ruins, motivações fracas… além de atrapalharem o ritmo da trama. Agora, vamos aos elogios.

Alex Garcia Lopez retorna na direção e faz o melhor trabalho da série desde o terceiro episódio. Sua direção é inventiva, divertida, cheias de ângulos inteligentes e carrega muita personalidade até mesmo em momentos simples como na trama secundária do episódio: Spike e Faye em uma longa discussão sobre qual recompensa eles vão pegar. Sim, é uma trama secundária, mas de longe é a melhor coisa do capítulo. A química dos dois atores convence e enriquece muito da interação dos personagens e é deliciosamente parecida com o anime. Adicione isso a direção inspiradíssima elogiada acima e temos o melhor momento da série até agora. O acerto se repete na trama de Jet e seus conflitos do passado que carrega um tom obviamente inspirado no noir, mas que abraça inspirações do blacksploitation e o faroeste. A trilha sonora é outro acerto carregando muita personalidade nesse capítulo que é um equilíbrio de acertos técnicos.

Cowboy Bebop da Netflix novamente se prova ser uma montanha russa de erros e acertos.

 

Nota: 7,5/10