Processo criativo reuniu jovens indígenas para construir juntos um protótipo que envolvesse música, moda, tecnologia e game
Alok se une novamente ao famoso jogo Free Fire para lançar uma versão atualizada de seu personagem. A parceria visa repetir o sucesso da colaboração ocorrida há dois anos, quando os números mostraram que o personagem de Alok foi o mais usado no battle royale.

O “Despertar do Alok” é o nome que se deu ao novo avatar digital inspirado no músico brasileiro. Para co-criar essa figura, dois encontros presenciais em São Paulo, Brasil, foram realizados a fim de desenvolver um protótipo que envolvesse música, moda, tecnologia e game sob o olhar dos jovens indígenas. Eric Terena, Mavi Morais, Débora Yotolé, Viviane Kaingang, Walela Kin Surui, Janaron Pataxó, seis jovens de 20 a 27 anos, quatro etnias diferentes, participaram do processo criativo cuja intenção era a de se pensar um personagem ancestral em que refletisse os aspectos físicos, culturais e espirituais dos grupos indígenas brasileiros. Para isso, alguns esboços foram feitos levando em conta os grafismos, pinturas e simbologias de etnias indígenas ao se prepararem para uma batalha. O próprio Alok trouxe algumas ideias para a composição do seu personagem.
“É uma oportunidade de fazer a fusão da ancestralidade indígena com a tecnologia e como usar a criatividade para fugir do óbvio e criar um personagem interessante” , diz Alok.
O uso de inteligência artificial ajudou a traduzir as ideias, pensamentos e conceitos desses jovens criadores naquilo que será apresentado em breve como o novo personagem do Alok. “Não é apenas uma skin, apenas um jogo, é uma conexão digital-ancestral“, diz Eric Terena, DJ, ativista, co-fundador do Mídia Indígena e organizador deste workshop criativo.
Essa colaboração marca um momento de compactuar ideias, sonhos e representações dentro do mundo digital e dos games. O Free Fire é um dos jogos mais acessados dentro da comunidade indígena brasileira. Em 2020, por iniciativa do Movimento da Juventude Indígena de Rondônia, foi criado o primeiro Torneio Indígena de Free Fire com participação de quatorze equipes de oito etnias diferentes. Além das edições de 2021 e 2022 do Game Changer, campeonato criado por Alok, que teve mais de 300 times indígenas inscritos. O alto alcance do Free Fire se dá por sua acessibilidade em rodar em praticamente qualquer celular e não exigir uma alta rede de velocidade de internet (alguns projetos apoiados pelo Instituto Alok visam equipar com aparelhos e internet aldeias indígenas brasileiras).
Free Fire pode ser jogado gratuitamente para Android e iOS.
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