Recebemos uma chave de Denshattack!, publicado pela Fireshine Games, para produção deste review aqui na Alternativa Nerd, e jogamos no PC via Steam (com disponibilidade também para Nintendo Switch 2, Xbox Series X|S e PlayStation 5).
Logo de cara, é impossível ignorar o quão absurda — e ao mesmo tempo genial — é a premissa: um jogo onde você pilota trens que realizam manobras dignas de skate, desafiando a lógica, a física e qualquer expectativa tradicional de game design. E sabe o melhor? Isso funciona muito melhor do que deveria.

Denshattack! não tenta ser um simulador, nem busca realismo. Pelo contrário: ele abraça o nonsense com estilo, criatividade e personalidade. O resultado é uma experiência que mistura arcade, ação, desafios técnicos e um toque de anime, tudo embalado por trilhas empolgantes e mecânicas que estimulam o jogador a sempre ir além.
Mas será que essa ideia inusitada sustenta um jogo completo? Spoiler: sim — e com folga. A seguir, você confere nossa análise detalhada.
Ambientação e História de Denshattack!
Denshattack! pode até parecer um jogo focado exclusivamente na ação, mas ele surpreende ao apresentar uma narrativa simples, direta e cheia de personalidade. Você acompanha a jornada de personagens carismáticos e, sim, completamente desajustados em uma missão para derrotar a misteriosa corporação Miraido.
A história não é o foco principal — e nem pretende ser —, mas cumpre um papel importante: dar contexto para tudo aquilo que acontece na tela. E quando falamos “tudo”, estamos falando de batalhas absurdas contra garotas mágicas pilotando robôs gigantes, castelos ambulantes e criaturas mecânicas que parecem saídas de um delírio coletivo.
Esse tom exagerado é o coração do jogo. Denshattack! não tem medo de se levar na brincadeira, e isso funciona muito bem. A narrativa abraça o espírito anime, com personagens expressivos, diálogos cheios de energia e momentos que alternam humor, ação e, ocasionalmente, emoção.
Outro ponto muito interessante é como o jogo utiliza o Japão como pano de fundo. A campanha leva o jogador por diversas regiões do país, como:
- Kyushu, com seu ar mais interiorano;
- Osaka e Tóquio, com cenários urbanos vibrantes;
- Hokkaido, com paisagens nevadas;
- E até ambientes completamente inesperados, como o oceano.
Cada região traz não apenas uma estética diferente, mas também mudanças nas regras e desafios. Isso impede que o jogo caia na repetição, algo essencial considerando a proposta baseada em fases.
A presença de domos protegendo as cidades, controlados pela corporação Miraido, adiciona um toque sci-fi interessante ao universo. Não é aprofundado ao extremo, mas serve muito bem como justificativa para o cenário caótico e tecnológico.

Outro detalhe importante: o jogo conta com tradução em português do Brasil. Isso faz uma diferença enorme na imersão, especialmente em um título que aposta tanto no carisma de seus personagens e diálogos.
No fim das contas, a história de Denshattack! funciona como um excelente complemento. Ela não rouba a cena da jogabilidade, mas enriquece a experiência e cria uma conexão com o mundo do jogo.
Jogabilidade
Se tem uma palavra que define a jogabilidade de Denshattack!, ela é: viciante.
A ideia central é simples: pilotar um trem e realizar manobras radicais para acumular pontos, completar desafios e avançar pelos cenários. Mas a execução é surpreendentemente profunda.
Mecânicas principais
O jogo mistura elementos de:
- Skate (ollies, flips, grinds)
- Corrida (tempo de conclusão das fases)
- Arcade de precisão (combos e pontuação)
- Ação (chefes e obstáculos)
Sim, você literalmente faz kickflips com um trem.
Os controles são intuitivos, mas dominar o sistema leva tempo. E isso é ótimo. Existe uma curva de aprendizado que recompensa o jogador com a sensação de evolução constante.
Sistema de objetivos
Cada fase apresenta três principais tipos de desafio:
- Pontuação – quanto mais manobras e combos, melhor.
- Tempo – completar o percurso o mais rápido possível.
- Objetivos secundários – coletáveis, ações específicas, destruição de elementos.
Essa estrutura traz profundidade e fator replay. Você não precisa fazer tudo perfeito para avançar, mas quem gosta de completar 100% vai encontrar um desafio significativo.

Progressão e habilidades
Conforme você avança, novas mecânicas são introduzidas. Isso mantém a jogabilidade fresca e evita que o jogo se torne repetitivo.
Além disso:
- É possível personalizar trens.
- Novas habilidades são desbloqueadas.
- Você enfrenta adversários cada vez mais complexos.
Existe também uma camada de reputação, onde você ganha respeito de gangues e rivais. Isso ajuda a dar uma sensação de progresso dentro da narrativa.
Combos e fluidez
Um dos pontos altos do jogo é o sistema de combos. Conseguir encadear manobras, saltos e aterrissagens perfeitas gera uma satisfação absurda.
A fluidez é impressionante: quando você entra no ritmo, o jogo vira uma dança caótica de trilhos, pulos e acrobacias.
Chefes
As batalhas contra chefes são um show à parte.
Cada boss traz mecânicas únicas, exigindo que você utilize tudo que aprendeu. E, claro, tudo com aquele toque de exagero característico:
- Robôs gigantes
- Criaturas bizarras
- Combates que misturam ação e precisão
Ritmo
Denshattack! é um jogo rápido. As fases são relativamente curtas, mas isso é proposital: você sempre quer jogar “só mais uma”.
E aí, quando percebe, já passaram horas.
Gráficos
Visualmente, Denshattack! é um espetáculo.
O jogo aposta em uma estética vibrante e estilizada, com forte influência de anime e arte cartunesca. As cores são intensas, os cenários são variados e tudo transmite energia.
Design artístico
Cada cenário é cuidadosamente construído:
- Cidades com neon e movimento constante
- Paisagens naturais com grande escala
- Ambientes surreais que desafiam a lógica
O design dos personagens também merece destaque. Eles são expressivos, únicos e cheios de identidade.
Animações
As animações são fluidas e bem trabalhadas. Isso é essencial para um jogo que depende tanto da sensação de movimento.
Os trens se comportam de forma exagerada — e isso é proposital. Nada aqui busca realismo. Tudo é pensado para ser divertido.
Interface
A interface é limpa e funcional. Informações como pontuação, tempo e objetivos são exibidas de forma clara, sem atrapalhar a ação.
Trilha sonora
Embora não seja exatamente parte visual, é impossível não mencionar a trilha sonora aqui. Ela complementa perfeitamente a experiência:
- Músicas energéticas
- Ritmo sincronizado com a jogabilidade
- Sensação constante de ação
Performance
Durante nossa experiência, o jogo se manteve estável na maior parte do tempo. No entanto, houve alguns momentos pontuais de travamento, possivelmente relacionados à configuração da máquina.
Nada que comprometa a experiência geral, mas é algo a se observar.
Considerações gerais
Denshattack! é o tipo de jogo que lembra por que videogames existem: para divertir.
Ele não tenta seguir tendências, não busca realismo e não se prende a convenções. Em vez disso, entrega uma experiência criativa, energética e extremamente envolvente.
É aquele tipo de título que parece pequeno à primeira vista, mas que surpreende pela qualidade e pelo cuidado dos desenvolvedores.
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LEIA MAIS
O review de Denshattack! foi produzida com uma chave do jogo para Steam gentilmente cedida pela Fireshine Games.
Crítica/Review
Denshattack!
Denshattack! é uma experiência caótica, criativa e absurdamente divertida — um daqueles jogos que você não sabia que precisava até jogar.
PRÓS
- Jogabilidade viciante e extremamente divertida
- Ideia criativa e bem executada
- Excelente fator replay
- Direção artística vibrante e cheia de personalidade
- Trilha sonora empolgante
- Boa variedade de desafios e mecânicas
- Tradução em PT-BR
CONTRAS
- Pequenos problemas de performance em alguns momentos
- História simples, sem grande profundidade
- Pode exigir adaptação inicial para dominar os controles

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