Se você está procurando uma leitura envolvente, divertida e que foge totalmente daqueles romances clichês e melosos de sempre, o primeiro volume de Fall in Love, You False Angels (Koiseyo Mayakashi Tenshi-domo), lançado pela Editora JBC, é a escolha ideal para devorar de uma só vez.
Resenha de Fall in Love, You False Angels #1
Esqueça os protagonistas excessivamente ingênuos. O grande trunfo desse mangá Shoujo — que, inclusive, foi o grande vencedor do prestigiado Kodansha Manga Award — está justamente na sua inteligência e acidez. A autora Coco Uzuki entrega uma comédia romântica escolar vibrante, feita sob medida para o público jovem e para qualquer um que ame uma dinâmica de casal eletrizante.

A história nos apresenta a Otogi Katsura e Toki Ninomae, a presidente e o vice-presidente da classe. Para o resto da escola, eles são os “anjos” perfeitos: lindos, prestativos e impecáveis. Mas tudo não passa de uma fachada! Por trás das aparências, os dois escondem uma “dupla personalidade” fascinante: são ambiciosos, sarcásticos e calculistas.
O romance engrena de forma genial quando as máscaras caem e eles descobrem o segredo um do outro. Em vez de se afastarem, os dois entram em um jogo de gato e rato psicológico irresistível. É justamente essa cumplicidade ácida, onde eles só podem ser eles mesmos quando estão juntos, que torna o casal tão apaixonante. A química deles é palpável e foge totalmente do óbvio.
O volume 1 da JBC abre as portas para essa disputa de egos com um ritmo ágil e uma arte expressiva que te prende do começo ao fim. É uma pedida certeira para quem quer uma leitura fluida: traz todo o frio na barriga do primeiro amor, mas com uma dose extra de ironia e maturidade que renova o gênero.
Sobre a autora
Coco Uzuki é uma mangaká japonesa em ascensão, reconhecida principalmente por seu trabalho como autora e ilustradora da série Fall in Love, You False Angels (Koiseyo Mayakashi Tenshi-domo). Embora ainda mantenha um perfil relativamente discreto no cenário público, as informações disponíveis revelam uma trajetória marcada por talento, rapidez criativa e um crescimento notável dentro do gênero shoujo.
Uzuki fez sua estreia profissional na revista Monthly Dessert, da Kodansha, na edição de fevereiro de 2020, sendo imediatamente apontada como uma nova promessa do shoujo contemporâneo. Essa estreia não foi fruto de um longo histórico de produção: em entrevista, a autora revelou que decidiu se tornar mangaká apenas cerca de dois anos antes de sua publicação inicial, motivada pela frustração de não encontrar histórias que refletissem exatamente o tipo de romance que desejava ler. Foi então que percebeu que poderia criar essas narrativas por conta própria, mesmo sem experiência prévia em desenho de mangá — embora já gostasse de desenhar desde jovem.
Seu talento rapidamente chamou atenção. Antes mesmo de consolidar sua carreira, Uzuki recebeu menção honrosa no 48º Dessert Rookie Award com a obra Koide, Kogarete, e posteriormente venceu o Spica Works’ Excellence Award com Watashi no Mellow, um trabalho que ela completou em apenas duas semanas, demonstrando sua impressionante velocidade e disciplina criativa.
A autora se destaca por explorar temas de romance escolar, comédias leves e dinâmicas psicológicas sutis, sempre dentro do universo shoujo. Suas obras costumam apresentar personagens com camadas emocionais complexas, contrastando vulnerabilidade e ironia — uma marca que se tornou ainda mais evidente em Fall in Love, You False Angels, seu título de maior repercussão até o momento. A série combina humor ácido, jogos de poder e uma abordagem moderna do romance adolescente, consolidando Uzuki como uma voz diferenciada no gênero.
Além de sua obra mais conhecida, Uzuki também publicou títulos como Hoteri Hotette First Kiss (2022), Itoshii Namida (2021) e Midori no Himitsu (2021), todos dentro do espectro de romance e vida escolar, reforçando sua identidade artística e seu domínio sobre o público jovem.
Apesar de sua crescente popularidade, pouco se sabe sobre sua vida pessoal. Informações como local de nascimento não são divulgadas, mas registros apontam que Uzuki nasceu em 2 de abril (signo de Áries) e se identifica como mulher . Ela mantém presença ativa em redes como Instagram, Pixiv e Bluesky, onde compartilha ilustrações e atualizações sobre seus projetos.
Com uma carreira ainda recente, mas já marcada por prêmios, reconhecimento editorial e um estilo narrativo próprio, Coco Uzuki se firma como uma das autoras mais promissoras do shoujo atual — uma criadora que transforma sensibilidade, humor e crítica em histórias vibrantes e cativantes.
Por ser o início de uma jornada que ainda tem muito a se desenvolver, nossa nota é 7/10 — um começo super sólido, divertido e que deixa um gostinho de “quero mais” na boca. Se você quer um romance moderno, inteligente e deliciosamente irônico, corra para garantir o seu exemplar!
A resenha de Fall in Love, You False Angels #1 foi produzida com uma unidade da obra gentilmente cedida pela Editora JBC por meio do programa de parceiros.
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Crítica/Review
Fall in Love, You False Angels #1
Um começo super sólido, divertido e que deixa um gostinho de "quero mais" na boca.
PRÓS
- Premissa original e anticlímax dos clichês — O mangá foge dos romances melosos tradicionais e aposta em uma abordagem mais irônica e inteligente.
- Protagonistas complexos e carismáticos — Otogi e Toki têm personalidades duplas, ambiciosas e sarcásticas, o que cria uma dinâmica muito mais rica que a de casais shoujo comuns.
- Química forte e não óbvia — A relação deles se destaca pela cumplicidade ácida e pelo jogo psicológico, tornando o romance mais maduro e envolvente.
- Ritmo ágil — A narrativa flui bem, mantendo o leitor preso do início ao fim.
- Arte expressiva — O estilo visual contribui para a energia e o humor da história.
- Tom moderno e inteligente — A obra traz ironia, acidez e uma pegada mais madura, renovando o gênero shoujo.
- Reconhecimento crítico — Vencedor do Kodansha Manga Award, o que reforça sua qualidade.
- Ótima porta de entrada para a série — Deixa um forte “gostinho de quero mais”.
CONTRAS
- Volume introdutório — Como é apenas o começo, ainda não aprofunda totalmente a trama ou o desenvolvimento emocional dos personagens.
- Pode frustrar quem busca romance mais tradicional — O tom ácido e o jogo psicológico podem não agradar leitores que preferem histórias doces e diretas.








