O clima entre artistas e tecnologia ficou tenso no final de 2025. Mangakás renomados, incluindo nomes por trás de obras como Dr. Stone e Gachiakuta, anunciaram que não vão mais publicar suas ilustrações no X (antigo Twitter). O motivo? A nova ferramenta de edição de imagens por inteligência artificial lançada pela plataforma.
Mangakás se unem contra IA: entenda a polêmica no X
Essa funcionalidade levantou um alerta vermelho entre ilustradores: o risco de suas artes serem usadas para treinar algoritmos sem consentimento ou compensação. Para quem vive da criatividade, isso é um golpe direto na propriedade intelectual.
Boichi dá o primeiro passo
O ilustrador Boichi, famoso por seu trabalho em Dr. Stone, foi um dos primeiros a se posicionar. Em 25 de dezembro, ele declarou que vai pausar por tempo indeterminado a publicação de artes e quadrinhos no X. Boichi deixou claro que não teme a IA, mas não aceita que seu trabalho seja explorado sem autorização.
Apesar disso, ele continuará usando a rede para notícias e interação com fãs, mas suas artes migrarão para o Instagram e para uma nova conta no Bluesky.
Outros artistas seguem o movimento
No dia seguinte, Kei Urana, criador de Gachiakuta, anunciou que também vai priorizar o Instagram para divulgar suas ilustrações, afirmando que o X “parece duvidoso”.
Outro nome que aderiu à mudança foi Mokumokuren, autor de O Verão que Hikaru Morreu, que reduziu drasticamente suas postagens artísticas na plataforma desde 25 de dezembro, optando pelo Bluesky para parte do conteúdo.
O problema vai além da arte
Especialistas alertam que essa ferramenta pode abrir precedentes perigosos. O advogado de direitos autorais Grant Smith explicou que renderizações de IA derivadas de obras protegidas provavelmente infringem direitos autorais, embora a legislação sobre o tema ainda esteja em evolução. Ele citou como exemplo o processo movido por autores como George R.R. Martin contra a OpenAI, que segue em andamento.
O X, por sua vez, possui um canal para reportar violações de direitos autorais em seus termos de serviço. Mas será que isso será eficaz diante da complexidade da IA? Essa resposta ainda está no ar.
E agora? Para onde vão as artes?
Com essa migração, fãs que acompanhavam os trabalhos desses artistas no X precisarão seguir novos caminhos. Instagram e Bluesky devem se tornar os principais pontos de encontro para quem não quer perder as novidades.
E você, o que acha dessa polêmica? A IA é uma ameaça ou uma ferramenta que precisa de regras claras? Comente aqui embaixo e compartilhe sua opinião!
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