Prepare seu traje de mergulho, afie seus reflexos e respire fundo: Abyssus, novo título da The Arcade Crew em parceria com a DoubleMoose Games, chega em 12 de agosto para PC via Steam prometendo uma experiência intensa e atmosférica nas profundezas de um mundo submerso. Com uma estética brinepunk única, jogabilidade frenética e elementos roguelite, Abyssus é uma aposta ousada que mistura o melhor de DOOM, BioShock e Hades, sem perder sua identidade própria. Leia o meu review de Abyssus abaixo:

Ambientação e História: o chamado das profundezas
Abyssus nos transporta para um universo onde o mundo é movido por brine, uma substância rara e poderosa encontrada apenas nas profundezas do oceano. Você assume o papel de um Brinehunter, parte de uma equipe enviada para explorar os restos de uma civilização submersa e extrair esse recurso valioso. Mas como todo bom mergulho em ruínas esquecidas, o que começa como uma missão científica rapidamente se transforma em uma luta desesperada pela sobrevivência.

A ambientação é um dos pontos altos do jogo. O estilo brinepunk — uma variação do steampunk com estética marítima — é visualmente cativante. As estruturas submersas, os corredores escuros e os inimigos corrompidos evocam uma sensação constante de mistério e perigo. Embora a narrativa não seja o foco principal, há uma construção de mundo sólida o suficiente para manter o jogador curioso sobre os segredos daquela civilização afundada.
Jogabilidade: caos controlado e cooperação estratégica
Abyssus é, acima de tudo, um FPS cooperativo com elementos roguelite. Você pode jogar sozinho ou com até três amigos, enfrentando hordas de inimigos em biomas variados. Cada run é diferente, com salas geradas proceduralmente, inimigos variados e uma seleção de mais de 150 bênçãos que modificam suas armas e habilidades.
O combate é rápido, visceral e exige coordenação. O arsenal inclui oito armas principais, cada uma com modos de disparo alternativos que podem ser modificados antes de cada partida. Desde rifles e escopetas até um arco com flechas ricocheteantes, há espaço para experimentação e personalização. Além disso, habilidades como granadas, torretas e escudos mágicos adicionam uma camada tática ao gameplay.

A movimentação também é essencial: dash, pulo duplo e circle-strafe são habilidades que você vai usar constantemente para sobreviver. Os chefes ao final de cada bioma são desafiadores e exigem domínio das mecânicas e sinergia entre os jogadores. A curva de dificuldade é bem calibrada, e cada derrota traz aprendizado e upgrades permanentes que tornam as próximas tentativas mais promissoras.
Gráficos e Direção de Arte: beleza nas profundezas
Visualmente, Abyssus é um espetáculo submerso. A direção de arte aposta em tons escuros, verdes e azuis profundos, com iluminação pontual que destaca os detalhes das ruínas e dos inimigos. O design dos cenários é artesanal, com ambientes que parecem vivos e respiram história. Os inimigos têm um visual corrompido e mecânico, reforçando a ideia de uma civilização que se perdeu para o poder do brine.
Apesar de não ser um jogo AAA, Abyssus impressiona com seus efeitos visuais, partículas e fluidez. O desempenho é estável, mesmo em momentos de caos total, e os menus são intuitivos e bem integrados à estética geral do jogo.

Trilha sonora e som: tensão e imersão
A trilha sonora é atmosférica e cumpre bem seu papel de criar tensão. Sons metálicos, ruídos aquáticos e trilhas eletrônicas discretas acompanham o jogador durante as incursões. Os efeitos sonoros das armas e inimigos são satisfatórios e ajudam a reforçar o impacto das batalhas.
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O review de Abyssus foi produzida com uma chave do jogo para PC gentilmente cedida pela The Arcade Crew.
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Crítica/Review
Abyssus
Com sua estética única, jogabilidade intensa e atmosfera envolvente, o jogo se destaca como uma das experiências indie mais promissoras de 2025. Se você curte ação cooperativa, desafios roguelite e mundos misteriosos, mergulhe sem medo — o fundo do mar nunca foi tão divertido.
PRÓS
- Ambientação brinepunk original e imersiva
- Jogabilidade frenética e recompensadora
- Cooperação bem implementada para até 4 jogadores
- Grande variedade de bênçãos e modificações
- Direção de arte caprichada e visual marcante
- Progressão roguelite que incentiva múltiplas runs
CONTRAS
- Narrativa pouco desenvolvida
- Número limitado de armas pode frustrar jogadores mais exigentes
- Pode ser repetitivo para quem não curte o estilo roguelite
- Ausência de modo competitivo ou PvP









