Neste artigo trazemos o nosso review do jogo de ação e RPG Bloodless da 3D Realms. O jogo é inspirado em souls-like ambientado no Japão Feudal. Mas será que o jogo consegue agradar os fãs do gênero!? Descubra!

Ambientação
No coração do jogo Bloodless, desenvolvido pelo estúdio brasileiro Point N’ Sheep, jaz uma narrativa envolvente que transporta os jogadores para as terras atmosféricas de Bakugawa. Este jogo de ação e aventura, inspirado nos clássicos retro, desafia os jogadores a adotarem um estilo de combate baseado em contra-ataques não letais, utilizando técnicas especiais de ki para criar combinações únicas e aproveitar os poderes de insígnias e infusões de ervas encontradas ao longo da jornada.
A história de Bloodless é centrada em Tomoe, uma ex-capitã do exército do shogun que se tornou uma ronin após testemunhar excessiva carnificina e perder sua irmã em batalha. Após desertar de sua nação natal, Bakugawa, e vagar pelo mundo por quase 20 anos, Tomoe retorna com uma nova sabedoria e determinação para confrontar seu passado e descobre que os problemas que a afastaram ainda permeiam a terra pela qual ela luta para trazer paz.

O jogo é uma celebração visual, com arte em pixel que dá vida ao mundo de Bakugawa em detalhes vívidos. A jogabilidade é descrita como uma festa para os olhos, com combates habilmente elaborados que exigem destreza e habilidade para desarmar cada oponente. A abordagem única de combate baseado em contra-ataques e defesas conta uma história sobre o ciclo da violência, enquanto Tomoe jura nunca mais tirar uma vida devido às suas ações passadas.
Jogabilidade
A jogabilidade de Bloodless é uma fusão cativante de estilos inspirado em souls-like que promete uma experiência única para os jogadores. Este jogo de ação e aventura, com um toque retrô e elementos de jogos do tipo “souls”, desafia os jogadores com uma dificuldade bem ajustada, chefes desafiadores e combates que exigem atenção e precisão.
O protagonismo de Tomoe, uma ronin que honra seu juramento de não usar armas, introduz uma mecânica de combate baseada em artes marciais e contra-ataques precisos. A jogabilidade se destaca pelo uso estratégico do parry, que não só desarma os adversários mas também os faz fugir, adicionando uma camada de estratégia e timing ao jogo.

A exploração em Bloodless é intuitiva, graças a um mapa detalhado e claro que surpreende pelo seu tamanho, considerando ser um projeto independente. O mapa não só guia os jogadores através de locais de descanso e pontos de missão, mas também indica o nível de dificuldade das áreas com diferentes tonalidades, ajudando na preparação para os desafios que virão.
A narrativa é envolvente, levando os jogadores de volta à terra natal de Tomoe para confrontar o passado sanguinário e as atrocidades do shogunato atual. Ao longo do jogo, os jogadores encontram NPCs que enriquecem a história e conquistam seguidores, até mesmo entre os inimigos, que se juntam à causa após testemunharem a piedade de Tomoe.
As missões secundárias, embora poucas, são significativas e expandem a história, mergulhando mais fundo na cultura do local. Antes de avançar na história principal, é altamente recomendável completar essas missões para nivelar o poder do jogador com os inimigos mais desafiadores.
Gráficos
Bloodless apresenta uma estética pixelizada que remete aos clássicos do passado, mas com uma roupagem moderna que o destaca no cenário atual de jogos indie.
O jogo utiliza uma paleta de cores cuidadosamente selecionada para retratar os diversos ambientes, desde a natureza sagrada até os distritos maltratados pela corrupção e violência do regime militar. Essa escolha cromática não só define o tom da narrativa, mas também influencia a imersão do jogador, que se vê envolvido em uma trama de redenção e confronto com os fantasmas do passado.

O design dos personagens é outro ponto alto de Bloodless. O visual de Tomoe é expressivo e detalhado, refletindo sua personalidade forte e determinada. Os inimigos e NPCs também são desenhados com atenção aos detalhes, cada um com características únicas que os tornam reconhecíveis e memoráveis.
A mecânica de combate não-letal do jogo é acompanhada por animações fluidas que demonstram a habilidade e a precisão dos movimentos de Tomoe. Os efeitos visuais das técnicas especiais de ki e dos contra-ataques são um espetáculo à parte, com partículas e luzes que destacam a força e a beleza das ações em combate.
Bloodless também se destaca por seus ambientes detalhados e variados. A exploração revela não apenas a beleza dos cenários, mas também a história de Bakugawa. Ruínas, templos e paisagens naturais são apresentados com um nível de detalhe que convida o jogador a parar e apreciar cada nova descoberta. A direção de arte do jogo é consistente e pensada para reforçar a narrativa emocional, onde cada local visitado tem sua própria história para contar.
Em resumo, os gráficos de Bloodless são uma combinação harmoniosa de estilo retro e modernidade, criando uma experiência visual única que serve tanto para encantar quanto para contar a história de Tomoe e Bakugawa. É um jogo que prova que a arte em pixel pode ser tão rica e complexa quanto qualquer outra forma de expressão visual nos videogames.
LEIA MAIS
Nosso review de Bloodless foi produzido com uma chave do jogo para PC gentilmente cedida pela 3D Realms.
Bloodless encontra-se disponível para PC (via Steam). A versão do Nintendo Switch chega em 10 de outubro.
Crítica/Review
Bloodless
"Bloodless" é uma experiência recomendada para aqueles que buscam desafios tanto emocionais quanto mecânicos, oferecendo uma jogabilidade desafiadora, uma história cativante e uma estética cuidadosamente elaborada.
PRÓS
- Gameplay inspirada em souls-like
- História e trama bem construída
- Gameplay divertida
- Cenários e pixelart fascinantes
- Jogo em PTBR
CONTRAS
- Não há!









