Prepare sua espada, afie seus reflexos e acenda sua tocha: Chronicles of the Wolf, desenvolvido pela Migami Games e publicado pela PQube, chega no dia 19 de junho para PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S e Nintendo Switch, prometendo uma jornada intensa e sombria pelas florestas amaldiçoadas da França do século XVIII. Inspirado nos clássicos do gênero metroidvania — especialmente os primeiros Castlevania — o jogo entrega uma experiência que mistura nostalgia, desafio e uma ambientação carregada de mistério. Descubra a nossa opinião sobre o jogo no review de Chronicles of the Wolf abaixo:

A lenda da Besta de Gévaudan
A história gira em torno de Mateo Lombardo, o último aprendiz da Ordem da Rosa Cruz, que se vê como o único sobrevivente de um ataque brutal. Sua missão: caçar a lendária Besta de Gévaudan, uma criatura que aterroriza vilarejos e deixa um rastro de sangue por onde passa. A narrativa é contada por meio de cutscenes ilustradas e dubladas por ninguém menos que Robert Belgrade — a voz icônica de Alucard em Castlevania: Symphony of the Night — o que adiciona um charme especial para os fãs do gênero.
Apesar de não reinventar a roda, a trama é envolvente o suficiente para manter o jogador curioso. Há um equilíbrio interessante entre o folclore europeu e elementos de fantasia sombria, com direito a cultos secretos, alquimia e segredos enterrados em castelos esquecidos.
Jogabilidade: peso, precisão e propósito
A jogabilidade de Chronicles of the Wolf é, sem dúvida, um tributo direto aos títulos clássicos da era 8 e 16 bits. A movimentação de Mateo é deliberadamente pesada, o que pode causar estranhamento nos primeiros minutos. Saltos exigem precisão, ataques têm um leve atraso e o ritmo é mais cadenciado do que os metroidvanias modernos. No entanto, essa escolha parece intencional: o jogo quer que você sinta o peso da armadura, o impacto de cada golpe e a tensão de cada confronto.

A variedade de armas e equipamentos é um dos pontos altos. Espadas longas, machados, bestas e até artefatos mágicos estão disponíveis, cada um com suas próprias vantagens e estilos de combate. Os inimigos — que vão de lobisomens a espectros e cavaleiros corrompidos — exigem estratégias diferentes, o que mantém o combate interessante e desafiador.
O level design aposta em áreas interconectadas, com atalhos, segredos e puzzles ambientais. Castelos góticos, florestas enevoadas e criptas infestadas de horrores compõem o cenário, incentivando a exploração cuidadosa. Há também habilidades desbloqueáveis que permitem acessar novas áreas, como saltos duplos, investidas e magias de purificação.

Gráficos e ambientação: pixel art com alma
Visualmente, Chronicles of the Wolf é um deleite para os olhos dos fãs de pixel art. Os cenários são ricamente detalhados, com iluminação dinâmica, efeitos climáticos e uma paleta de cores que reforça o clima sombrio e melancólico da narrativa. Cada ambiente parece ter sido desenhado com carinho, desde os vitrais quebrados de uma catedral abandonada até os fungos bioluminescentes de uma caverna esquecida.
Os sprites dos personagens são bem animados, embora algumas transições de movimento pareçam um pouco rígidas — novamente, algo que remete aos jogos clássicos. Os chefes, por outro lado, são verdadeiros espetáculos visuais, com designs grotescos e animações impactantes.
Trilha sonora: atmosfera acima da melodia
A trilha sonora, composta por Jeffrey Montoya, cumpre seu papel de reforçar a ambientação, mas carece de temas memoráveis. Há momentos em que a música se mistura tão bem ao ambiente que quase passa despercebida — o que pode ser visto como um mérito ou uma limitação, dependendo da perspectiva. Faltam alguns refinamentos na mixagem e na variedade de instrumentos, mas o resultado final ainda contribui para a imersão.

LEIA MAIS
O review de Chronicles of the Wolf foi produzida com uma chave do jogo para Steam gentilmente cedida pela PCube.
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Crítica/Review
Chronicles Of The Wolf
Chronicles of the Wolf é uma carta de amor aos clássicos do gênero, com todos os seus encantos e limitações. Não é um jogo para todos, mas para quem cresceu enfrentando vampiros em castelos pixelados, ele é um convite irresistível para mais uma caçada.
PRÓS
- Ambientação sombria e envolvente, com forte inspiração gótica
- Variedade de armas e equipamentos que enriquecem o combate
- Level design inteligente e repleto de segredos
- Desafio na medida certa para fãs de jogos retrô
- Jogo traduzido PTBR
CONTRAS
- Movimentação pesada pode afastar jogadores acostumados com controles mais fluidos
- Trilha sonora carece de temas marcantes

Xbox
PlayStation








