Na semana passada, entre os dias 08 e 12 de outubro, São Paulo recebeu mais uma edição da Brasil Game Show, agora em novo endereço: o Distrito Anhembi. A mudança de casa foi sentida por todos — e não apenas no mapa. A BGS 2025, embora ainda carregue o título de maior feira de games da América Latina, pareceu menor em escala e impacto. Mas isso não significa que faltaram momentos memoráveis. A Alternativa Nerd esteve lá e traz agora uma cobertura honesta, detalhada e com aquele olhar crítico que você já conhece.

A ausência que grita: PlayStation e Xbox fora mais uma vez
Já virou tradição — infelizmente — a ausência das gigantes como a PlayStation e Xbox. Pela segunda edição consecutiva, os fãs dessas plataformas ficaram órfãos de experiências oficiais, lançamentos exclusivos e ativações marcantes. A PlayStation ainda estava presente, mas bem fraca com foco somente no jogo Ghost of Yotei. A lacuna foi sentida nos corredores e nas conversas entre visitantes. Sem estandes com jogos antecipados das marcas, o evento perdeu parte do brilho mainstream que costumava atrair multidões e gerar filas quilométricas. Além disso, grandes marcas como Pichau e Red Dragon estavam fora dessa edição.
Nintendo salva o dia (e o hype) na BGS 2025
Se por um lado houve ausência, por outro houve presença de peso. A Nintendo marcou território com um estande vibrante, colorido e cheio de novidades. O destaque foi o Nintendo Switch 2, com dezenas de estações jogáveis e títulos como Donkey Kong Bananza e Cyberpunk 2077 adaptado para o novo console. A campanha “Herança de Família”, voltada ao público brasileiro, emocionou e reforçou o carinho da marca pelo país.

Path of Exile 2: o estande que roubou a cena
Se houvesse um troféu de “melhor estande da BGS 2025”, ele iria para Path of Exile 2. A Grinding Gear Games caprichou: foram muitas estações de jogo, brindes de qualidade (camisetas, pôsteres, pins) e uma ambientação imersiva que transportava os visitantes direto para o universo sombrio do RPG. A fila era longa, mas fluía bem, e a experiência valia cada minuto de espera.
AILA e o brilho da cena indie brasileira
A área indie da BGS 2025 foi um dos pontos altos — e o destaque absoluto foi o jogo AILA, desenvolvido por um estúdio brasileiro. Com uma proposta narrativa envolvente e visual encantador, o game chamou atenção de quem passava. Os desenvolvedores estavam presentes, conversando com o público, explicando mecânicas e compartilhando a jornada de criação. É esse tipo de troca que faz a BGS valer a pena: o contato direto entre criadores e jogadores.

Hideo Kojima: o caos do Meet & Greet
A presença de Hideo Kojima foi anunciada com pompa — e gerou expectativa altíssima. Mas o que deveria ser um momento épico para os fãs se transformou em frustração. Houve muita desinformação sobre os horários e regras do Meet & Greet. Pessoas que compraram ingressos acreditando que teriam acesso ao criador de Metal Gear e Death Stranding ficaram sem respostas claras. O app oficial da BGS não atualizava corretamente, e os funcionários no local também pareciam perdidos.
Apesar disso, Kojima participou de painéis e apareceu em eventos pontuais, sempre cercado por multidões. Mas a sensação geral foi de que a organização falhou em gerenciar a presença de uma figura tão importante.
O novo lar: Distrito Anhembi
A mudança para o Distrito Anhembi trouxe vantagens logísticas, como estacionamento amplo e acesso facilitado. No entanto, o espaço pareceu menos imponente que o Expo Center Norte, onde a feira era realizada anteriormente. A disposição dos estandes, a iluminação e até a acústica contribuíram para uma sensação de evento mais “compacto”. Muitos visitantes comentaram que a BGS 2025 parecia menor — e não apenas fisicamente, mas em energia.
Problemas que não passaram despercebidos
Além da desorganização no Meet & Greet, outros problemas marcaram negativamente a experiência dos visitantes:
- Estacionamento fechado no sábado: Sem aviso prévio, o estacionamento oficial foi fechado, gerando caos no entorno e obrigando visitantes a recorrerem a estacionamentos privados com preços abusivos.
- Estandes encerrando atividades antes do fim do evento: No domingo, último dia da feira, diversos estandes começaram a desmontar antes do horário oficial de encerramento, frustrando quem chegou à tarde.
- Golpe no estande da revista da Globo: Visitantes relataram que promotores estavam induzindo o público a assinar revistas anuais sem transparência, com valores girando em torno de R$800. Muitos se sentiram enganados e denunciaram a prática nas redes sociais.
Curtiu a cobertura? Comente aqui embaixo o que achou da BGS 2025! E não esqueça de seguir a Alternativa Nerd nas redes sociais para mais conteúdos, análises e notícias do universo geek e gamer. Até a próxima! 👾
Crítica/Review
Brasil Game Show 2025
A BGS 2025 teve seus momentos de brilho, mas também escorregou em pontos cruciais. Ainda é um evento relevante, mas precisa se reinventar para continuar sendo o epicentro da cultura gamer no Brasil.
PRÓS
- Estande da Nintendo com Switch 2
- Path of Exile 2 com excelente estrutura e brindes
- Área indie com destaque para o jogo AILA
- Painéis com nomes como Kojima, Yoko Shimomura e Naoki Hamaguchi
- Cosplay e shows musicais bem produzidos
CONTRAS
- Ausência da Xbox
- Desorganização no Meet & Greet do Kojima
- Espaço do Distrito Anhembi menos impactante
- Falta de sinalização clara e problemas no app oficial
- Pouca variedade de lançamentos AAA jogáveis
- Internet no local não funcionava por diversas ocasiões
Brasil Game Show 2025 OFERTAS
Coletamos os melhores preços das nossas lojas parceiras









