Prepare-se para mergulhar de cabeça em um pesadelo pixelado de violência, cultistas e nostalgia. Cultic: Chapter Two, desenvolvido por Jasozz Games e publicado pela 3D Realms, chega em 18 de setembro para PC via Steam com a missão clara de expandir tudo o que tornou o primeiro capítulo uma pérola do FPS retrô. Se você é fã de clássicos como Doom, Blood ou Quake, este jogo é praticamente uma carta de amor aos anos 90 — com direito a decapitações, mapas labirínticos e uma trilha sonora que grita “corra ou morra”. Leia o nosso review de Cultic: Chapter Two abaixo:
Mas será que essa continuação consegue manter o fôlego e entregar uma experiência digna da sua proposta? Descubra!

Ambientação e História: o horror urbano continua
A narrativa de Cultic: Chapter Two começa exatamente onde o primeiro capítulo parou. O protagonista — conhecido apenas como “The Outsider” — sobrevive ao massacre da delegacia e emerge nas ruas devastadas de New Grandewel. A cidade, que já foi símbolo de ordem, agora é um campo de guerra tomado por cultistas, cadáveres e chamas. A ambientação é um dos pontos altos do jogo: cada cenário parece ter sido desenhado com carinho para transmitir decadência, desespero e um toque de sobrenatural.
O design dos mapas é mais ambicioso do que no capítulo anterior. Agora, o jogador explora áreas externas, prédios em ruínas, becos infestados e até zonas industriais, tudo com aquele visual sujo e granulado que remete aos jogos de MS-DOS. A ausência de cutscenes elaboradas ou diálogos extensos reforça o estilo “show, don’t tell” — você entende o mundo pelo que vê e pelo que enfrenta.

A história não é o foco principal, mas cumpre bem seu papel de pano de fundo para a carnificina. Há uma sensação constante de urgência e isolamento, como se o jogador fosse o último bastião contra uma força que já venceu.
Jogabilidade: simples, direta e brutal
Se você já jogou Doom ou Blood, vai se sentir em casa. Cultic: Chapter Two mantém a jogabilidade simples e acessível, com controles responsivos e uma curva de aprendizado quase inexistente. É pegar a arma e sair atirando — e isso é ótimo.
O arsenal foi expandido: além das armas clássicas como pistola, espingarda e rifle, agora temos brinquedos novos como granadas incendiárias e uma arma de choque que é pura diversão contra grupos de inimigos. O sistema de esquiva e tackle foi reformulado, permitindo movimentos mais ágeis e combates dinâmicos, especialmente em áreas abertas.

Os inimigos são variados e desafiadores. Os cultistas vêm em diferentes formas, alguns com armas de fogo, outros com poderes sobrenaturais. Há também criaturas grotescas que parecem saídas de um pesadelo lovecraftiano. A IA não é revolucionária, mas cumpre bem seu papel: os inimigos flanqueiam, se escondem e atacam em grupo, exigindo atenção constante.
O jogo também traz de volta o Survival Mode, agora com três mapas inéditos. É uma ótima adição para quem quer testar suas habilidades fora da campanha principal e competir nos leaderboards.
Gráficos e trilha sonora: o charme do pixel e o peso do metal
Visualmente, Cultic: Chapter Two é um espetáculo para quem aprecia o estilo retrô. Os gráficos em pixel art são detalhados, com efeitos de iluminação e partículas que dão profundidade ao cenário sem perder o charme old-school. O uso de cores é inteligente: tons escuros predominam, mas há momentos de contraste que destacam explosões, sangue e elementos sobrenaturais.
A trilha sonora merece aplausos. Composta por faixas originais, ela mistura sintetizadores sombrios com riffs de guitarra pesados, criando uma atmosfera perfeita para o caos. O som das armas, dos inimigos e dos ambientes é satisfatório e contribui para a imersão.

Infelizmente, o jogo ainda não possui tradução para o português brasileiro, o que pode afastar alguns jogadores menos familiarizados com o inglês. No entanto, como a narrativa é minimalista, isso não chega a ser um obstáculo intransponível.
LEIA MAIS
O review de Cultic: Chapter Two foi produzida com uma chave do jogo para PC gentilmente cedida pela 3D Realms.
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Crítica/Review
Cultic: Chapter Two
Cultic: Chapter Two é um prato cheio para quem ama FPS retrô com sangue, tensão e jogabilidade direta. Não reinventa a roda, mas a faz girar com estilo. Se você curte jogos como Doom e Blood, este é um título obrigatório na sua biblioteca.
PRÓS
- Ambientação sombria e bem construída
- Jogabilidade simples e viciante
- Arsenal variado e satisfatório
- Trilha sonora envolvente
- Estilo retrô autêntico e bem executado
- Modo Survival com mapas extras
CONTRAS
- Sem tradução para PT-BR
- História pouco desenvolvida
- IA dos inimigos poderia ser mais refinada
- Pode ser curto para jogadores hardcore









