Se você sente falta da ousadia dos jogos antigos, mas não abre mão de mecânicas modernas, Dark Scrolls retrô pode ser exatamente o que estava faltando na sua lista de desejos. O novo projeto da Doinksoft, estúdio conhecido por títulos cultuados como Gato Roboto, Gunbrella e Demon Throttle, foi oficialmente apresentado como um dungeon scroller que mistura nostalgia, caos e criatividade em doses nada moderadas.
Com uma identidade visual afiada e um ritmo que não dá descanso, Dark Scrolls combina a intensidade de um shoot’em up clássico com a progressão imprevisível de um roguelike. O resultado é um jogo que parece simples à primeira vista, mas rapidamente revela profundidade, desafio e muito bom humor.
Dark Scrolls retrô une ação frenética e escolhas rápidas
Em Dark Scrolls, cada partida é uma corrida contra o caos. O jogador escolhe um entre vários heróis excêntricos e parte para uma jornada cujo objetivo principal é simples de explicar e difícil de executar: sobreviver enquanto tudo tenta te eliminar. Sozinho ou em modo cooperativo — tanto local quanto online — você precisará atacar, cortar, desviar e pensar rápido diante de hordas de inimigos bizarros e armadilhas mortais.
As fases são geradas proceduralmente, mas construídas a partir de salas feitas à mão, o que garante variedade sem perder identidade. A cada nova tentativa, surgem caminhos alternativos, desafios inesperados e chefes implacáveis, exigindo reflexos afiados e decisões tomadas em frações de segundo. Aqui, hesitar quase sempre significa recomeçar.
Personagens excêntricos e estilos únicos
Um dos grandes charmes de Dark Scrolls está em seu elenco jogável. São nove personagens diferentes, cada um com habilidades próprias, objetivos secundários e itens personalizáveis. Você pode controlar desde um berserker parrudo até um rato saxofonista, arremessando machados, flechas, facas e até bifes contra uma galeria de inimigos tão estranha quanto carismática.
Essa diversidade não é apenas estética. Cada personagem muda drasticamente a forma como o jogo é encarado, incentivando o jogador a experimentar novas estratégias e combinações a cada run.
Progressão, combos e destruição em tela cheia
Entre uma enxurrada de inimigos e outra, é possível respirar — ainda que por pouco tempo — na loja Bruce&Goose. Lá, moedas coletadas durante as partidas podem ser trocadas por vantagens, ataques devastadores e aliados invocados. O verdadeiro segredo está em combinar corretamente essas melhorias, criando sinergias capazes de transformar seu personagem em uma máquina de destruição que literalmente toma conta da tela.
Quanto mais você avança, mais intensa a experiência se torna. A progressão roguelike garante que nenhuma tentativa seja igual à anterior, mantendo a sensação constante de descoberta e evolução.
Uma carta de amor (e ironia) aos roguelikes clássicos
O tom irreverente do jogo também aparece fora da tela. Cullen Dwyer, da Doinksoft, comentou com bom humor sobre a confusão em torno do termo “roguelike” na indústria atual, ironizando como o conceito se distanciou de suas origens. A fala deixa claro que Dark Scrolls não tem medo de rir de si mesmo — e do gênero — enquanto entrega uma experiência que respeita o passado sem ficar presa a ele.
Visualmente, o jogo aposta em gráficos, efeitos sonoros e trilha sonora inspirados na velha guarda, recriando a sensação dos clássicos dos anos 80 e 90, mas com controles refinados e design moderno. É o tipo de título que parece saído de um arcade esquecido no tempo, só que ajustado para o jogador contemporâneo.
Cooperação, desafio e muito charme indie
Seja encarando o desafio sozinho ou ao lado de um amigo, Dark Scrolls foi pensado para manter o ritmo sempre acelerado. No modo cooperativo, os jogadores podem criar estratégias juntos e até reviver uns aos outros durante as fases, o que adiciona uma camada extra de tensão e colaboração à experiência.
Com charme, dificuldade equilibrada e uma identidade própria forte, Dark Scrolls se posiciona como mais um acerto da Doinksoft no cenário indie. O jogo será lançado ainda este ano para PC e Nintendo Switch, prometendo conquistar fãs de ação, roguelikes e jogos retrô com personalidade.
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