Recebemos antecipadamente da Blizzard uma chave de Lord of Hatred, nova expansão de Diablo IV, para review no Xbox Series X|S. Depois de muitas horas enfrentando demônios, explorando Skovos e testando as novas classes, reunimos nossas impressões completas para você que acompanha a Alternativa Nerd. E sim: esta é, sem dúvida, a atualização mais ambiciosa e impactante que Diablo IV já recebeu.
Confira nosso review de Diablo IV: Lord of Hatred
A história: o Ódio desperta — e Santuário treme
Santuário sempre foi um mundo moldado por conflitos entre Paraíso e Inferno, mas Lord of Hatred leva essa tensão a um novo patamar. A expansão começa imediatamente após os eventos da campanha base: Lilith foi derrotada, mas seu legado permanece como uma ferida aberta. Neyrelle, agora carregando o fragmento que contém Mefisto, luta para manter o Mal Supremo do Ódio aprisionado — e falha lentamente.

A Blizzard acerta ao transformar essa premissa em algo pessoal. Neyrelle não é apenas uma peça narrativa: ela é o coração emocional da expansão. Acompanhamos sua deterioração física e psicológica enquanto Mefisto sussurra, manipula e se fortalece. A sensação é de urgência constante, como se estivéssemos sempre um passo atrás de uma catástrofe inevitável.
A nova região, Skovos, é o palco perfeito para esse conflito. As ilhas sagradas das amazonas — já mencionadas na lore clássica da franquia — finalmente ganham vida. A cultura local, marcada por tradições rígidas e devoção ancestral, contrasta com a corrupção que se espalha como uma praga. A narrativa explora temas como fé, sacrifício e o peso de carregar um destino que não se escolheu.

O ritmo da história é mais consistente do que na campanha original. Há menos dispersão, mais foco e um senso claro de progressão. As missões principais são cinematográficas, com cutscenes de altíssima qualidade e diálogos mais maduros. É Diablo IV finalmente encontrando sua voz narrativa.
Jogabilidade: duas novas classes e um mundo mais vivo
A jogabilidade é onde Lord of Hatred realmente brilha. A expansão introduz duas novas classes — Paladino e Bruxo — que não apenas adicionam variedade, mas mudam a dinâmica do combate de forma significativa.
Paladino
O Paladino retorna como um híbrido de combate corpo a corpo e magia sagrada. É uma classe que recompensa posicionamento e timing, com habilidades que fortalecem aliados, punem demônios e criam janelas de vulnerabilidade nos inimigos. Seu kit é robusto e versátil, funcionando bem tanto para jogadores agressivos quanto para quem prefere uma abordagem mais estratégica.
Bruxo
O Bruxo é o oposto: caótico, imprevisível e focado em manipular energia arcana e sombras. É uma classe que brilha no controle de área e no dano contínuo, com habilidades que se encadeiam de forma quase rítmica. Jogar de Bruxo é sentir-se sempre no limite entre o poder absoluto e a autodestruição — e isso é ótimo.
Além das classes, Skovos traz novos tipos de inimigos, dungeons mais elaboradas e eventos dinâmicos que realmente incentivam a exploração. A verticalidade da região surpreende, com templos elevados, cavernas submersas e florestas densas que escondem segredos e desafios.
A Blizzard também refinou o sistema de progressão. O endgame está mais recompensador, com atividades que valorizam builds criativas e oferecem desafios reais. A sensação de grind excessivo diminuiu, e o jogo recompensa melhor o tempo investido.
Gráficos e direção de arte: Skovos é um espetáculo sombrio
No Xbox Series X|S, Lord of Hatred impressiona. A direção de arte de Skovos é um dos pontos altos da expansão. As ilhas misturam arquitetura amazônica com elementos ritualísticos e uma natureza exuberante que contrasta com a corrupção demoníaca.
A paleta de cores é mais vibrante do que em outras regiões de Santuário, mas sem perder o tom sombrio característico da franquia. A iluminação dinâmica faz maravilhas em ambientes úmidos, templos iluminados por tochas e áreas tomadas pela energia do Ódio.
Os modelos de personagens e inimigos receberam atenção especial. As amazonas têm trajes detalhados, tatuagens rituais e animações fluidas. Já os monstros corrompidos por Mefisto são grotescos e perturbadores, com designs que remetem ao estilo clássico de Diablo II.
As cutscenes continuam sendo um show à parte. A Blizzard domina a arte de contar histórias visualmente, e aqui não é diferente. Neyrelle, em especial, tem expressões faciais que transmitem medo, culpa e desespero de forma impressionante.
LEIA MAIS
O review de Lord of Hatred foi produzida com uma chave do jogo para Xbox Series X|S enviada gentilmente cedida pela Blizzard.
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Crítica/Review
Diablo IV: Lord of Hatred
Lord of Hatred é a expansão que Diablo IV precisava. Ambiciosa, sombria e cheia de personalidade, ela eleva o jogo a um novo patamar e mostra que a Blizzard ainda sabe como entregar um épico digno da franquia.
PRÓS
- História mais madura e focada, com excelente desenvolvimento de Neyrelle
- Skovos é uma das melhores regiões já criadas para Diablo
- Paladino e Bruxo adicionam profundidade real ao combate
- Direção de arte impressionante e cutscenes de alto nível
- Endgame mais recompensador e menos repetitivo
- Variedade de inimigos e dungeons bem projetadas
CONTRAS
- Algumas missões secundárias ainda parecem genéricas
- Certos sistemas antigos ainda carecem de ajustes mais profundos

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