Desde que o trailer de Dungeon Stalkers foi lançado, a comunidade gamer — em especial os fãs de RPGs sombrios — começou a sussurrar teorias e especulações. E não é para menos. O novo projeto da ONEUNIVERSE aposta alto na criação de um universo denso, cheio de mistérios, criaturas macabras e uma história que promete ir além do bem e do mal. Fomos conferir de perto o que o título reserva e podemos afirmar: tem coisa grande vindo aí.

Um mundo onde a esperança é um luxo
A ambientação de Dungeon Stalkers é, talvez, o seu trunfo mais ousado. O jogo se passa em Eltherra, um mundo mergulhado em ruínas ancestrais, reinos decadentes e florestas tomadas por névoas tóxicas. A arquitetura remete a uma Idade Média gótica, com torres deformadas, cemitérios escondidos em pântanos e cavernas que parecem vivas. Há uma constante sensação de que tudo está em decomposição — inclusive a moralidade dos personagens.

Ao invés de se apoiar em um dualismo simplista entre luz e trevas, o enredo desafia o jogador a navegar entre zonas éticas ambíguas. A corrupção é uma força tangível, afetando reinos, cidades e até os próprios heróis. Em vez de salvadores tradicionais, temos os Stalkers: indivíduos quebrados, capazes de atos nobres ou cruéis, dependendo das escolhas do jogador.
Jogabilidade: estratégia, tensão e escolhas com peso
Em termos de mecânicas, Dungeon Stalkers caminha na linha tênue entre o RPG de ação e o tático. O combate é em tempo real, mas com a possibilidade de “pausar” o tempo para planejar ações em momentos críticos. O uso de habilidades exige gerenciamento de recursos como “viscera” — uma energia extraída de monstros caçados — e há impactos psicológicos em determinadas ações, um sistema reminiscente de Darkest Dungeon.
A exploração é recompensadora e punitiva na mesma medida. Cada dungeon tem múltiplas saídas, segredos escondidos por ilusões e armadilhas que reagem à luz, som e até ao cheiro do personagem. A IA dos inimigos é brutalmente reativa. Eles emboscam, se adaptam e até fingem fraquezas.

Uma das mecânicas mais promissoras é o sistema de “Fardos”, onde o jogador escolhe traumas que o Stalker carrega, influenciando interações, acesso a magias e até transformações físicas. Em um trecho jogável que testamos, um personagem com o fardo da “Culpa Infame” começou a ouvir vozes durante as batalhas, comprometendo seus reflexos — mas também revelou magias proibidas ao abraçar sua loucura.
Gráficos que evocam pesadelos
Visualmente, o jogo impressiona. A direção de arte é deliberadamente grotesca e poética, com paletas esmaecidas, chuva ácida cintilando em telhados de pedra e florestas pulsantes com organismos bioluminescentes. O motor gráfico da ONEUNIVERSE — uma versão customizada do Unreal Engine 5 — entrega um nível de detalhamento absurdo, com partículas de poeira flutuando entre frestas de luz e tecidos reagindo realisticamente ao ambiente.
O som não fica atrás: sussurros ecoam ao longe, passos reverberam de forma distinta em cada tipo de terreno, e há uma trilha sonora dissonante que aumenta a tensão. É o tipo de jogo que te faz hesitar antes de abrir a próxima porta.
Os Stalkers: heróis ou algo pior?
Cada Stalker em Dungeon Stalkers é mais do que um avatar jogável — são personagens com passado, dilemas e propósitos próprios. Conheça os iniciais:
- Hilda, a Cavaleira;
- Urud, o Caçador;
- Nave, a Maga;
- Rio. a Assassina;
- Baran, o Lutador;
- Clad, o Clérigo;
- Rene, a Invocadora;
- Lián, a Arqueira;
- Shinobu, a Ninja.
Cada um deles oferece abordagens de gameplay distintas, com histórias que se entrelaçam de forma orgânica conforme se avança na campanha.
Com Dungeon Stalkers, a ONEUNIVERSE parece determinada a redefinir a fantasia sombria nos videogames. É um jogo que não oferece respostas fáceis, nem vitórias limpas — e é exatamente por isso que promete ser inesquecível.
Dungeon Stalkers está com um playtest disponível na Steam até 1º de julho!
E você, está preparado para enfrentar a escuridão de Eltherra? Comente aqui embaixo o que achou do preview e siga a Alternativa Nerd nas redes sociais para não perder nenhuma novidade!


















