Forestrike, novo título da Devolver Digital em parceria com a Skeleton Crew Studio, chega ao PC via Steam no dia 17 de novembro de 2025 com uma proposta ousada: unir o estilo roguelike à estética dos clássicos filmes de kung fu, tudo isso embalado por uma pixel art caprichada e uma mecânica de combate que exige mais cérebro do que força bruta. Mas será que o jogo é bom? Descubra no nosso review de Forestrike abaixo:

Ambientação e história: uma jornada espiritual e política
O jogador assume o papel de Yu, um artista marcial em busca de libertar o imperador de uma conspiração liderada por um almirante maligno. A trama, embora simples em sua estrutura, ganha profundidade graças à ambientação mística e aos elementos sobrenaturais que permeiam o mundo do jogo. Yu não é apenas um lutador — ele domina a técnica do Forestrike, uma habilidade que permite visualizar mentalmente os combates antes de executá-los na realidade.
Essa mecânica é integrada à narrativa como uma forma de meditação e autoconhecimento, o que dá ao jogo um tom quase filosófico. Cada arena vencida representa não só um avanço físico, mas também espiritual. O mundo é repleto de personagens únicos, mestres lendários e inimigos brutais, todos inseridos em cenários que parecem saídos de uma pintura em pixel art.
Jogabilidade: estratégia, precisão e pancadaria
Forestrike se destaca por sua jogabilidade tática. Ao invés de partir para o combate direto, o jogador primeiro entra em um modo de visualização, onde pode testar movimentos, prever ataques e montar uma sequência perfeita para derrotar os inimigos. Só depois disso é que o combate real acontece — e aí, qualquer erro pode ser fatal.
Esse sistema de “previsão e execução” transforma cada luta em um quebra-cabeça. Os inimigos possuem padrões distintos, e aprender seus movimentos é essencial para sobreviver. A estrutura roguelike garante que cada partida seja diferente, com arenas geradas proceduralmente e desafios variados. A morte significa recomeçar, mas o progresso é permanente: novas habilidades, técnicas e mestres são desbloqueados conforme o jogador avança.
Há cinco mestres diferentes para escolher, cada um com um estilo de luta único e técnicas específicas. Isso adiciona uma camada de personalização e rejogabilidade ao game. Quer seguir o caminho da força bruta? Há um mestre para isso. Prefere agilidade e evasão? Também tem. Essa diversidade permite que cada jogador encontre seu próprio estilo de combate.
Além disso, o jogo é 100% traduzido para o português, o que facilita a imersão e torna a experiência acessível para o público brasileiro.
Gráficos e estilo visual: pixel art com alma
Visualmente, Forestrike é um espetáculo. A pixel art é detalhada e expressiva, com animações fluidas e cenários que misturam fantasia oriental com elementos sobrenaturais. Os personagens são bem definidos, e há pequenos detalhes que mostram o cuidado dos desenvolvedores — como Yu limpando os machucados após uma luta, caso tenha perdido vida.
Cada arena tem sua própria identidade visual, com cores vibrantes, iluminação atmosférica e efeitos que reforçam o clima místico do jogo. Os inimigos são variados e bem animados, e os golpes têm impacto visual que reforça a sensação de estar em um filme de kung fu.

A trilha sonora acompanha bem a ação, com temas que misturam instrumentos orientais e batidas eletrônicas discretas, criando uma ambientação sonora envolvente sem roubar a cena.
LEIA MAIS
O review de Forestrike foi produzida com uma chave do jogo para PC gentilmente cedida pela Devolver Digital.
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Crítica/Review
Forestrike
Forestrike é uma experiência única que mistura arte, estratégia e pancadaria em um pacote visualmente encantador. Para fãs de kung fu, roguelikes e jogos que exigem mais do cérebro do que dos reflexos, é uma pedida obrigatória.
PRÓS
- Mecânica de previsão de combate inovadora e estratégica
- Estilo visual em pixel art belíssimo e detalhado
- Diversidade de mestres e técnicas para personalização
- Combate tático que exige raciocínio e precisão
- Estrutura roguelike que garante rejogabilidade
- 100% traduzido para o português
CONTRAS
- Curva de aprendizado pode ser desafiadora para iniciantes
- Falta de modos alternativos além do roguelike
- Pode ser repetitivo para quem não aprecia o estilo tático









