Recebemos uma chave do jogo antecipadamente pela Kwalee para produção do review de Hordes of Hunger, que chega amanhã (12 de fevereiro) para PC. Em Hordes of Hunger encontramos um survivorslike de ação em 3D que mistura combates frenéticos com progressão roguelite, tudo traduzido para o PTBR. Mas será que o jogo é bom? Descubra!

Ambientação e História
Hordes of Hunger nos coloca na pele de Mirah, uma guerreira que tenta proteger sua terra de uma “fome viva” — hordas de criaturas que consomem tudo em seu caminho. A premissa é direta, mas eficaz: o mundo está em ruínas, há sobreviventes a resgatar e segredos a serem desvelados aos poucos, principalmente através de interações com NPCs e diálogos com o pai da protagonista, que funciona como fio condutor da trama. Essa progressão narrativa é entregue em pequenas doses entre as sessões de combate, o que ajuda a manter o ritmo sem interromper a ação.
A história não pretende reinventar o gênero; ela se apoia em arquétipos clássicos — a heroína marcada, o mentor enigmático, a ameaça crescente — e usa isso para dar contexto às arenas e às missões. O resultado é uma ambientação que funciona mais como cenário para o gameplay do que como peça central: há curiosidade suficiente para querer avançar, mas não espere reviravoltas profundas ou personagens que mudem radicalmente a sua percepção do mundo do jogo.

Jogabilidade
No núcleo, Hordes of Hunger é um survivorslike em 3D com forte ênfase em combate corpo a corpo e construção de builds entre runs. A comparação com títulos do tipo Vampire Survivor é inevitável pela estrutura de ondas e progressão por partidas, mas aqui o combate é mais intencional: há animações de ataque, posicionamento e uso de habilidades que exigem timing e escolha de equipamento. O jogo oferece quatro armas iniciais (espada, martelo, lança e manoplas) e uma árvore de habilidades que permite montar diferentes estilos de jogo a cada tentativa.
A sensação de “crescer” durante uma sessão é satisfatória: você começa vulnerável, coleta recursos, desbloqueia habilidades e, aos poucos, transforma-se numa máquina de destruição capaz de lidar com dezenas de inimigos simultaneamente. O design das ondas e a variedade de inimigos — de zumbis básicos a feiticeiros e entidades etéreas — mantêm a experiência fresca, pois cada tipo exige uma resposta tática diferente. Há também missões secundárias, resgates de NPCs e objetivos que adicionam camadas de meta-jogo entre as runs.
Gráficos e Performance
Visualmente, Hordes of Hunger opta por uma estética 3D estilizada que privilegia clareza em meio ao caos das hordas. Não é um jogo que busca realismo fotográfico; em vez disso, escolhe um traço que facilita a leitura de combate quando a tela fica cheia de inimigos e efeitos. Essa decisão é inteligente: motores gráficos mais pesados poderiam comprometer a performance em PCs modestos, e o título parece calibrado para rodar com estabilidade em uma gama maior de máquinas.
Experiência Geral e Repetitividade
Como todo roguelite, Hordes of Hunger vive do loop de tentativa e erro. O jogo entrega um ciclo de recompensa claro: morrer não é um fracasso absoluto, pois cada run contribui para desbloqueios e progressão. A variedade de inimigos, armas e árvores de habilidade reduz a sensação de repetição.
LEIA MAIS
O review de Hordes of Hunger foi produzida com uma chave do jogo para PC gentilmente cedida pela Kwalee.
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Crítica/Review
Hordes of Hunger
Hordes of Hunger é um survivorslike entrega núcleo de jogabilidade divertido e recompensador, com tradução PTBR e uma estética pensada para o combate em massa.
PRÓS
- Tradução PTBR e interface acessível.
- Loop roguelite sólido com builds significativas entre runs.
- Estética 3D limpa que facilita leitura em combates com muitas unidades.
- Variedade de inimigos e missões que mantêm o interesse.
CONTRAS
- Algumas animações e polimento gráfico poderiam ser mais impactantes.





















































































