Em um mundo onde a esperança foi esmagada sob os escombros de uma guerra brutal, ergue-se o último símbolo de resistência: você! Desenvolvido pela Cool Tapir Studios, Last Vanguard é um metroidvania 2D desenhado à mão que combina ação intensa, exploração profunda e uma narrativa carregada de simbolismo. Mas será que essa jornada de rebelião e sobrevivência entrega tudo o que promete? Vamos mergulhar nos detalhes de Last Vanguard no review abaixo:
Ambientação e História – Um Mundo em Ruínas
O mundo de Last Vanguard é um planeta dominado por um império tecnocrático que sufocou civilizações inteiras com punhos de ferro e aço. A humanidade foi empurrada para as sombras, reduzida a faíscas de rebelião espalhadas entre ruínas, desertos tóxicos e fortalezas mecânicas. Você assume o papel do último guardião — o último vanguardista — portando não apenas uma arma, mas o peso da esperança.

A construção de mundo é sutil e instigante. O jogador precisa observar, deduzir e se perder no cenário para encontrar sentido, como um arqueólogo em ruínas de um passado recente, mas brutalmente apagado. Fragmentos de história aparecem em diálogos enigmáticos, registros esquecidos e detalhes visuais que contam mais do que palavras. Essa abordagem faz com que a narrativa seja menos expositiva e mais interpretativa, permitindo que cada jogador construa sua própria versão dos eventos.
Jogabilidade – Ação e Estratégia em um Metroidvania
Last Vanguard segue a estrutura clássica dos metroidvanias, oferecendo um mundo interconectado com áreas desbloqueáveis conforme novas habilidades são adquiridas. O combate é ágil e estratégico, exigindo que o jogador se adapte constantemente. Com um arsenal variado de 15 tipos de armas, cada uma influenciando o estilo de combate, a experiência se torna dinâmica e personalizada.
Além das armas, há uma gama de habilidades ativas e passivas, permitindo que o jogador crie sua própria estratégia de batalha. Os 28 chefes espalhados pelo jogo são um dos grandes destaques, cada um com padrões de ataque únicos e animações desenhadas à mão que tornam cada confronto memorável. A dificuldade é desafiadora, mas justa, recompensando aqueles que estudam os inimigos e aprimoram suas táticas.
A exploração também é um ponto forte. O jogo apresenta 9 biomas distintos, cada um com inimigos próprios e mecânicas específicas. Desde desertos devastados até fortalezas tecnológicas, cada ambiente tem sua identidade visual e desafios únicos. A liberdade de movimentação e a sensação de descoberta fazem com que cada nova área seja empolgante.

Gráficos e Direção de Arte – A Beleza da Destruição
Se há um aspecto em que Last Vanguard brilha sem ressalvas, é na sua direção de arte. O jogo é inteiramente desenhado à mão, com animações quadro a quadro que dão vida ao mundo devastado. O contraste entre a beleza dos cenários e a brutalidade da guerra cria uma atmosfera melancólica e envolvente.
Cada detalhe visual parece ter sido pensado para contar uma história. As ruínas tecnológicas, os desertos tóxicos e as fortalezas mecânicas não são apenas cenários, mas peças fundamentais da narrativa. A paleta de cores reforça a sensação de opressão e resistência, alternando entre tons frios e vibrantes conforme a jornada avança.

LEIA MAIS
O review de Last Vanguard foi produzida com uma chave do jogo para PC gentilmente cedida pela Cool Tapir Studios.
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Crítica/Review
Last Vanguard
Last Vanguard é um metroidvania 2D com uma arte simples, mas efetiva, porém o jogo tropeça na simplicidade e acaba entregando um gameplay muito repetitivo.
PRÓS
- Direção de arte impecável, com animações desenhadas à mão.
- Combate estratégico e variado, com múltiplas armas e habilidades.
- Chefes desafiadores e memoráveis.
- Mundo interconectado e rico em detalhes.
- Narrativa interpretativa que instiga a curiosidade.
CONTRAS
- Dificuldade pode ser frustrante para jogadores menos experientes.
- Algumas áreas exigem backtracking excessivo.
- História poderia ter mais momentos de exposição para aprofundar o enredo.
- Jogo não possui tradução PTBR










