A DON’T NOD, renomada desenvolvedora por trás de títulos como “Life is Strange“, retorna com mais uma obra-prima narrativa: “Lost Records: Bloom & Rage“. Disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC, o jogo nos convida a mergulhar em uma história emocionante que combina nostalgia, mistério e a intensidade das relações humanas. Nesta análise, exploraremos os aspectos mais marcantes da ambientação, história, jogabilidade e gráficos da segunda parte, intitulada “Rage“. Leia nosso review da Fita 2 de “Lost Records: Bloom & Rage“:

Ambientação e História
A ambientação de “Lost Records: Bloom & Rage” é um dos pilares que sustentam sua narrativa envolvente. A história se desenrola em duas linhas temporais distintas: o verão de 1995, onde acompanhamos um grupo de adolescentes em Velvet Cove, Michigan, e o presente, em 2022, quando esses mesmos amigos se reencontram para confrontar segredos sombrios que marcaram suas vidas. A transição entre essas épocas é feita de forma magistral, revelando aos poucos os eventos que moldaram os personagens.
A história se desenrola em Velvet Cove, onde Swann e suas amigas enfrentam as consequências de uma descoberta perturbadora feita no final do verão de 1995. A fita 2 explora os segredos que as personagens prometeram nunca revelar, incluindo uma caixa misteriosa e eventos sobrenaturais que desafiam a lógica. Esses elementos não apenas adicionam profundidade à narrativa, mas também criam um clima de surrealismo que permeia toda a experiência.

O enredo também se concentra no impacto emocional das escolhas feitas pelos jogadores na fita 1. As decisões tomadas anteriormente começam a ecoar na história, influenciando os relacionamentos entre os personagens e o desenrolar dos eventos. A fita 2 não é apenas uma continuação; é uma oportunidade para os jogadores enfrentarem as consequências de suas ações e explorarem os laços entre Swann, Nora, Autumn e Kat.
Além disso, a narrativa alterna entre o passado e o presente, onde as amigas se reencontram 27 anos depois em um bar. Esse cenário serve como um ponto de reflexão, onde os personagens confrontam os segredos do passado e buscam redenção. A fita 2 oferece múltiplos finais, cada um proporcionando um tipo de encerramento emocional, dependendo das escolhas feitas ao longo do jogo.
Jogabilidade
A jogabilidade de “Lost Records: Bloom & Rage” segue o estilo característico da DON’T NOD, focando na narrativa e nas escolhas do jogador. Controlamos Swann, a protagonista, enquanto ela explora os cenários, interage com outros personagens e toma decisões que impactam diretamente o desenrolar da história. A fita 2 introduz novos desafios e minigames que complementam a experiência, sem desviar o foco da narrativa.
Embora a interação seja limitada, como é comum em jogos narrativos, as escolhas feitas pelo jogador têm consequências reais, aumentando a sensação de imersão e controle. Momentos de tensão e suspense são habilmente inseridos, mantendo o ritmo da história e a curiosidade do jogador.

No entanto, alguns podem sentir falta de maior liberdade para explorar os cenários ou interagir com os personagens de forma mais dinâmica. Essa limitação pode ser um ponto de crítica para aqueles que preferem uma abordagem mais aberta.
Gráficos
Os gráficos de “Lost Records: Bloom & Rage” são um espetáculo à parte. A DON’T NOD conseguiu capturar a essência dos anos 90 com uma estética que mistura o grunge e o indie, criando um visual que é ao mesmo tempo autêntico e estilizado. Os detalhes nos cenários, desde os pôsteres nas paredes até os reflexos nos lagos, mostram o cuidado da equipe de desenvolvimento em criar um mundo vivo e crível.
Os modelos dos personagens são bem trabalhados, com expressões faciais que transmitem emoções de forma convincente. A iluminação e os efeitos visuais contribuem para a atmosfera do jogo, especialmente nas cenas mais sombrias e intensas da fita 2.

LEIA MAIS
O review de Lost Records: Bloom & Rage – Fita 2 foi produzida com uma chave do jogo para PC gentilmente cedida pela Don’t Nod.
Lost Records: Bloom & Rage encontra-se disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC.
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Crítica/Review
Lost Records: Bloom & Rage
"Lost Records: Bloom & Rage" é uma experiência narrativa que transcende o conceito de jogo, oferecendo uma jornada emocional que ressoa com o jogador. Apesar de suas limitações, a fita 2, "Rage", solidifica o título como uma obra imperdível para fãs de histórias profundas e bem construídas.
PRÓS
- Narrativa envolvente e emocionalmente rica.
- Ambientação detalhada e nostálgica.
- Trilha sonora impecável, que complementa a história.
- Gráficos impressionantes e estilizados.
- Escolhas significativas que impactam a história.
- Jogo 100% traduzido PTBR.
CONTRAS
- Interação limitada, típica de jogos narrativos.
- Falta de liberdade para explorar os cenários.
- Alguns momentos podem parecer arrastados.

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