A Daedalic Entertainment, estúdio conhecido por suas narrativas densas e atmosferas carregadas, nos convida a mergulhar no perturbador mundo de Once Upon A Puppet. Com lançamento marcado para 23 de abril nos consoles PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC (via Steam), e uma promessa para o Nintendo Switch no final de maio, o jogo nos apresenta uma fábula gótica onde marionetes ganham vida de maneiras sinistras. Após dedicarmos boas horas explorando seus cenários sombrios e desvendando seus mistérios, trazemos uma análise honesta sobre o que Once Upon A Puppet oferece no review abaixo:

Um Conto Sombrio com Cordas Narrativas Soltas
A ambientação de Once Upon A Puppet é, sem dúvida, seu ponto mais forte inicialmente. Somos arremessados a um mundo de pesadelo vitoriano, onde a linha entre o brinquedo e o terror se esgarça a cada passo.
A história nos coloca na pele de um protagonista silencioso, guiado por uma misteriosa voz e envolto em um enigma que se desdobra lentamente. A premissa de marionetes animadas com intenções sinistras é promissora, evocando contos clássicos de horror e suspense. A narrativa tenta construir um mistério em torno do desaparecimento de crianças e da origem dessas criaturas de madeira retorcida. No entanto, é aqui que começamos a sentir as primeiras dissonâncias.

Embora a atmosfera consiga criar uma sensação de urgência e perigo, a motivação dos antagonistas e a lógica por trás dos eventos nem sempre são claras, deixando pontas soltas e um sentimento de que o potencial narrativo não foi totalmente explorado. A promessa de um conto sombrio e profundo acaba se perdendo em meio a uma apresentação que, por vezes, se torna confusa e arrastada.
Jogabilidade: Entre a Intrigante Mecânica de Marionetes e a Frustração Constante
A jogabilidade de Once Upon A Puppet orbita em torno da mecânica de controlar a marionete para resolver puzzles e progredir na história. Essa é, inegavelmente, uma ideia original e que poderia ter rendido momentos brilhantes. A necessidade de manipular uma marionete com precisão, utilizando os analógicos e botões de forma coordenada, adiciona uma camada interessante de desafio e imersão. Em alguns momentos, a sensação de controlar a criatura de madeira, sentindo o peso de seus movimentos hesitantes, é genuinamente cativante.
No entanto, a execução dessa mecânica central da jogabilidade frequentemente esbarra em problemas de controle e design. A precisão exigida para algumas ações pode se tornar exasperante, com comandos que nem sempre respondem da maneira esperada. A física da marionete, embora intencionalmente desajeitada, por vezes se torna um obstáculo mais frustrante do que desafiador, especialmente em sequências que exigem agilidade ou timing preciso.

Os puzzles, que deveriam ser o ponto alto da interação, variam em qualidade. Alguns apresentam soluções engenhosas que exploram bem a mecânica e a ambientação, exigindo observação e raciocínio lógico. Outros, no entanto, parecem obscuros ou dependem excessivamente de tentativa e erro, quebrando o ritmo e a imersão. A falta de dicas mais claras em alguns momentos pode levar a longos períodos de frustração, onde a exploração do cenário se torna uma busca incessante por uma pista esquecida.
O jogo também incorpora elementos de stealth e perseguição, onde o jogador precisa evitar ser detectado pelos inimigos do jogo.
Gráficos: Uma Beleza Macabra com Asperezas Técnicas
Visualmente, Once Upon A Puppet possui um estilo artístico inegavelmente atraente. A estética gótica e sombria é lindamente realizada, com atenção aos detalhes na arquitetura decadente, nos objetos antigos e no design perturbador das marionetes. A iluminação e as sombras contribuem significativamente para a atmosfera opressora, criando contrastes dramáticos e realçando a sensação de mistério e perigo.
A interface do usuário é funcional, mas carece de um pouco mais de polimento e clareza em alguns momentos. A navegação pelos menus e a leitura de documentos encontrados poderiam ser mais intuitivas.

LEIA MAIS
O review de Once Upon A Puppet foi produzida com uma chave do jogo para Xbox Series X|S gentilmente cedida pela Daedalic Entertainment.
Once Upon A Puppet chega em 23 de abril para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC (via Steam). Lançamento para Nintendo Switch no final de maio.
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Crítica/Review
Once Upon A Puppet
Once Upon A Puppet tinha em suas mãos a promessa de uma experiência de aventura e quebra-cabeças única, impulsionada por uma ambientação rica e uma mecânica de jogabilidade original. No entanto, a execução tropeça em diversos aspectos, desde a narrativa fragmentada e a jogabilidade por vezes frustrante, até as arestas técnicas que embaçam a beleza visual
PRÓS
- Ambientação gótica e sombria extremamente atmosférica e envolvente.
- Mecânica original de controle para resolução de puzzles.
- Direção de arte com design de personagens e cenários marcante.
CONTRAS
- História com execução fragmentada e desenvolvimento narrativo hesitante.
- Interface do usuário poderia ser mais polida e intuitiva.
- Não possui tradução PTBR.

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