Quando pensamos em metroidvanias, logo vêm à mente mapas interconectados, desbloqueio de habilidades e aquele constante vai-e-volta estratégico. Mas Primal Planet, da Pretty Soon, leva esse formato a um território completamente selvagem — um planeta dominado por dinossauros, ruínas esquecidas e culturas tribais que lutam para sobreviver. O jogo chega em 28 de julho para PC via Steam e promete revitalizar o gênero com uma ambientação única e gameplay desafiador.

Um mundo que respira perigo e mistério
Diferente de metroidvanias mais urbanos ou fantásticos, Primal Planet mergulha de cabeça em um universo pré-histórico reimaginado, onde o passado colide com a ficção científica tribal. O mapa é vasto e interconectado, com múltiplas regiões — selvas densas, cavernas úmidas, templos em ruínas e aldeias escondidas — cada uma com seus próprios inimigos, desafios e itens secretos.
A narrativa é ambiental, revelada por artefatos, murais antigos, diálogos enigmáticos com NPCs e até interações com as próprias feras do jogo. O protagonista não é um herói clássico; é um sobrevivente moldado pelas escolhas do jogador, que precisa aprender a dominar esse ecossistema para ir além.

Há uma tensão constante entre a humanidade tribal e a natureza indomável. E conforme se avança, o mapa vai se desenrolando em novas camadas, exigindo exploração cuidadosa e domínio de habilidades adquiridas. Isso é metroidvania em sua essência: exploração recompensadora e progressão orgânica.
Jogabilidade: desbloqueie habilidades e sobreviva ao caos
A jogabilidade gira em torno de evolução e estratégia. O jogador começa com movimentos básicos e uma arma rudimentar, mas ao explorar regiões específicas, enfrenta chefes, desvenda templos e desbloqueia habilidades que mudam radicalmente a forma de navegar pelo mapa: saltos duplos, garras para escalar penhascos, camuflagem para evitar predadores e até o dom de se comunicar com criaturas específicas.
Os combates são intensos e exigem leitura dos padrões de ataque. Dinossauros não são inimigos aleatórios — eles têm comportamentos próprios, sentidos aguçados e podem se adaptar ao estilo de luta do jogador. O mapa exige revisitas constantes: um abismo intransponível no começo pode se tornar o caminho mais rápido para uma nova área após desbloquear uma técnica de pulo duplo.
Um diferencial do jogo é o seu companheiro dinossauro, que também possui habilidades a serem desbloqueadas.

Gráficos e ambientação: selvageria em pixels bem aplicados
Visualmente, Primal Planet é um espetáculo pré-histórico. Mesmo adotando um estilo mais estilizado típico de metroidvanias, o jogo investe em detalhes que tornam o mundo vivo: efeitos de iluminação dinâmica, mudanças climáticas que afetam visibilidade e som, e um design de criaturas que transmite imponência — e ameaça.
Cada área tem sua identidade visual: a floresta tropical é vibrante e barulhenta, os templos são silenciosos e solenes, e as cavernas são perigosamente claustrofóbicas. Há uma paleta de cores pensada para guiar o jogador instintivamente — zonas perigosas têm tons agressivos; áreas seguras são mais suaves, mas nunca relaxadas.

O design dos dinossauros merece destaque especial: eles são ao mesmo tempo majestosos e aterrorizantes. Suas animações são fluídas e seus rugidos ecoam como avisos sinistros.
LEIA MAIS
O review de Primal Planet foi produzida com uma chave do jogo para Steam gentilmente cedida pela Pretty Soon.
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Crítica/Review
Primal Planet
Primal Planet desafia, encanta e transforma. É um metroidvania ousado, que troca robôs e castelos por dinossauros e selvas hostis — e acerta em cheio. Ideal para quem quer explorar, desbloquear e sobreviver num mundo onde cada passo pode ser seu último.
PRÓS
- Ambientação inovadora para o gênero metroidvania
- Sistema de habilidades interligado à exploração
- Dinossauros com IA e padrões desafiadores
- Tribos que influenciam caminhos e estratégias
- Visual marcante e identidade artística forte
- Possui modo co-op
CONTRAS
- Curva de dificuldade elevada nos primeiros chefes
- Ausência de mapa detalhado pode frustrar jogadores menos pacientes
- A tela de gerenciamento do itens é ruim









