A Atlus tem se mostrado uma verdadeira arqueóloga dos seus próprios clássicos. Depois de relançar títulos como Persona 3 Reload e Shin Megami Tensei III Nocturne, chegou a vez de um dos spin-offs mais ousados da franquia SMT ganhar nova vida: RAIDOU Remastered: The Mystery of the Soulless Army. Disponível agora para Nintendo Switch 2, Nintendo Switch, PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X|S e Steam, o jogo resgata um capítulo cult da era PS2 e o reconstrói com carinho e ambição. Mas será que essa viagem ao passado vale o ingresso? descubra no review de RAIDOU Remastered abaixo:
Ambientação e História: Detetives, demônios e conspirações militares
O jogo nos transporta para uma versão alternativa da era Taishō japonesa, em 1931, onde o progresso tecnológico convive com o ocultismo. Assumimos o papel de Raidou Kuzunoha XIV, um jovem estudante que também é um Devil Summoner — um invocador de demônios a serviço da organização secreta Yatagarasu. Sua missão? Proteger a capital de ameaças sobrenaturais que espreitam nas sombras.

A trama começa com um pedido de socorro misterioso de uma jovem, que rapidamente se transforma em um sequestro envolvendo soldados com armaduras vermelhas e uma conspiração que ameaça o Japão inteiro. O que começa como um caso isolado se desdobra em uma narrativa densa, com reviravoltas, personagens excêntricos e um clima noir que remete a filmes de detetive dos anos 30.
O charme da história está na sua dualidade: de um lado, a rotina investigativa de Raidou, entrevistando NPCs, explorando becos e coletando pistas; do outro, batalhas intensas contra demônios em reinos paralelos. A presença de personagens como a jornalista Tae Asakura e o gato-família Gouto adiciona carisma e profundidade à jornada, mesmo que o protagonista em si careça de um pouco mais de expressividade.

Jogabilidade: Ação em tempo real com alma de RPG
Diferente da maioria dos jogos da franquia Shin Megami Tensei, RAIDOU Remastered aposta em um sistema de combate em tempo real. Esqueça os turnos: aqui, o jogador tem controle direto sobre Raidou, que pode realizar ataques leves e pesados, esquivar, defender e usar sua pistola — agora equipada com árvores de habilidades que permitem tiros elementais e buffs estratégicos.
A grande estrela do combate, no entanto, continua sendo a invocação de demônios. Com mais de 100 criaturas disponíveis (incluindo uma inédita), cada uma com habilidades únicas, o jogo incentiva a experimentação. Algumas podem conversar com NPCs, outras resolver quebra-cabeças ambientais. A fusão de demônios foi refinada com filtros que facilitam encontrar combinações ideais, e o novo sistema de Alquimia de Espadas permite forjar armas específicas para certos arquétipos demoníacos.

Outro destaque é a remoção dos encontros aleatórios. Agora, os inimigos aparecem no mapa ou em Aril Rifts, arenas opcionais que recompensam os ousados com loot generoso. Isso torna a exploração mais fluida e menos frustrante, especialmente para quem jogou o original no PS2.
Gráficos e performance: Um cartão-postal retrofuturista
A Atlus não se contentou com um simples polimento gráfico. RAIDOU Remastered foi reconstruído em 3D completo, com câmera livre, iluminação volumétrica e uma direção de arte que mistura o charme retrô da Tóquio Taishō com toques sobrenaturais. Cada beco iluminado por néon e bonde a vapor parece saído de um filme noir com estética steampunk.

Os personagens também receberam atenção especial: animações faciais inéditas e dublagem completa em japonês e inglês elevam a narrativa. No entanto, a ausência de legendas em português do Brasil é um ponto negativo gritante, especialmente considerando os esforços recentes da Atlus em localizar títulos como Persona 5 Tactica e Metaphor: ReFantazio.
Conteúdo adicional e longevidade
Além da campanha principal, que já é robusta, o jogo inclui missões paralelas que conectam organicamente os eventos de King Abaddon (sequência lançada em 2008), além do modo Detective Legend, que desafia os jogadores com inimigos de nível altíssimo e restrições de cura. Há também chefes secretos, conquistas internas e equipamentos cosméticos colecionáveis, garantindo um bom fator replay.
LEIA MAIS
O review de RAIDOU Remastered: The Mystery of the Soulless Army foi produzida com uma chave do jogo para Xbox Series X|S gentilmente cedida pela Atlus.
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Crítica/Review
RAIDOU Remastered: The Mystery of the Soulless Army
RAIDOU Remastered: The Mystery of the Soulless Army é mais do que um resgate nostálgico — é a redenção de um clássico injustiçado. Com visual renovado, combate reimaginado e conteúdo expandido, o jogo se reinventa sem perder sua alma. Uma experiência obrigatória para fãs de RPGs de ação com um toque sobrenatural.
PRÓS
- Ambientação única e estilizada da era Taishō japonesa
- Combate em tempo real fluido e estratégico
- Sistema de invocação de demônios profundo e recompensador
- Remoção de encontros aleatórios melhora a exploração
- Visual renovado com direção de arte marcante
- Conteúdo adicional e modos desafiadores para veteranos
CONTRAS
- Ausência de legendas em português do Brasil
- Protagonista pouco carismático
- Algumas missões secundárias são repetitivas
- Câmera ainda pode ser confusa em espaços fechados

Xbox
PlayStation 











































































