Quando a Kepler Interactive anunciou Rematch, um jogo de futebol arcade desenvolvido pela Sloclap — estúdio conhecido pelo intenso e técnico Sifu —, a reação inicial foi de surpresa. Afinal, sair de um brawler desafiador para um jogo esportivo multiplayer parecia um salto ousado. Mas, ao mergulharmos na proposta de Rematch, percebemos que há mais em comum entre os dois títulos do que aparenta: ambos apostam em mecânicas refinadas, ritmo acelerado e uma experiência centrada na habilidade do jogador. leia nosso review de Rematch abaixo:
Ambientação e proposta
Rematch não tenta reinventar o futebol com superpoderes ou mascotes caricatos. Em vez disso, ele aposta em uma estética limpa, urbana e contemporânea, com arenas que lembram quadras de futsal estilizadas, iluminadas por luzes de neon e cercadas por grafites e estruturas metálicas. A ambientação transmite uma vibe de competição de rua, mas com um toque futurista sutil — o suficiente para dar personalidade sem exageros.

Não há uma narrativa tradicional em Rematch, e isso é intencional. O foco está na competição direta entre jogadores, em partidas rápidas e intensas. Ainda assim, o jogo constrói uma identidade própria por meio da direção de arte e da trilha sonora energética, que mistura batidas eletrônicas com elementos urbanos, criando uma atmosfera envolvente e moderna.
Jogabilidade: simples na superfície, profunda na prática
A jogabilidade de Rematch é onde o jogo realmente brilha. Cada jogador controla um único personagem em partidas 5v5 (com opções casuais de 4v4 e 3v3), em uma perspectiva em terceira pessoa. O objetivo é simples: marcar mais gols que o adversário em seis minutos. Mas a simplicidade termina aí.
Os controles são acessíveis: movimentação fluida, passes e chutes intuitivos, e um sistema de sprint com barra de estamina que exige gerenciamento constante. Há também movimentos de evasão e toques rápidos para se livrar da bola em situações de pressão. Tudo isso contribui para uma experiência que é fácil de aprender, mas difícil de dominar — especialmente quando se joga em equipe e a comunicação (ou a falta dela) entra em cena.
O jogo não conta com habilidades especiais ou power-ups. A vitória depende exclusivamente da coordenação, posicionamento e timing dos jogadores. Isso pode parecer “cru” para quem espera algo mais fantasioso, mas é justamente essa abordagem minimalista que torna Rematch tão viciante. Ele encontra um ponto de equilíbrio entre a simulação densa de EA Sports FC e o caos estilizado de Rocket League.

Gráficos e performance
Visualmente, Rematch aposta em um estilo estilizado, com personagens de traços simples, mas expressivos. As animações são suaves e responsivas, e os efeitos visuais — como o rastro da bola ou o brilho dos refletores — adicionam dinamismo sem poluir a tela. A interface é limpa e funcional, com menus intuitivos e uma navegação rápida entre partidas, personalização e loja.
Nos testes realizados, o jogo rodou de forma estável no PC e no PlayStation 5, com tempos de carregamento curtos e taxa de quadros consistente. A otimização parece bem trabalhada, o que é essencial para um jogo competitivo em tempo real.

Sistema de progressão e personalização
Como em muitos jogos multiplayer modernos, Rematch conta com um sistema de progressão baseado em partidas jogadas e desafios diários. Os jogadores podem desbloquear itens cosméticos para personalizar seus avatares — desde uniformes e chuteiras até emotes e celebrações. A loja do jogo utiliza uma combinação de moeda in-game e premium, mas até o momento, não há indícios de mecânicas pay-to-win, o que é um alívio.
LEIA MAIS
O review de Rematch foi produzida com uma chave do jogo para Xbox Series X|S gentilmente cedida pela Kepler Interactive.
Rematch chega no dia 19 de junho para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC (via Steam). E aí, curtiu o jogo? Já está preparando o time com os amigos? Comenta aqui embaixo o que achou do review e não esquece de seguir a Alternativa Nerd nas redes sociais para mais análises, notícias e tudo do universo geek!
Crítica/Review
Rematch
Rematch é uma grata surpresa no cenário dos jogos esportivos. Ele não tenta competir com os gigantes do gênero, mas sim oferecer uma alternativa leve, divertida e com personalidade. Para quem busca partidas rápidas e intensas com amigos — ou até com desconhecidos —, é uma pedida certeira.
PRÓS
- Jogabilidade acessível e viciante
- Partidas rápidas e dinâmicas
- Visual estilizado e bem otimizado
- Foco em habilidade e trabalho em equipe
- Sistema de progressão justo e recompensador
CONTRAS
- Falta de modos offline ou campanha
- Pode parecer “simples demais” para quem busca profundidade tática
- Comunicação entre jogadores ainda depende de canais externos, já que o chat de voz pode ser caótico
Xbox
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