Representatividade LGBTQIA+ nos Games

1 mês atrás
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Aos poucos a representatividade LGBTQIA+ nos Games vem ganhando espaço, com personagens secundários, que antes mostravam de forma tímida sua orientação sexual. Representatividade é uma palavra tão ampla que carrega o peso da luta das minorias para conquistarem seu espaço em locais onde, antes, não era possível enxergá-las.

 

The Last of Us II

Em The Last of Us, o foco é a construção de uma relação de pai e filha entre os dois protagonistas – Joel que perdeu sua filha biológica logo no início da pandemia e Ellie de 14 anos que cresceu sem nunca ter conhecido o mundo como ele realmente é.

Já em The Last Of Us Part II, é confirmado que a protagonista, Ellie, é lésbica. Pois até então, o máximo que havia acontecido foi um selinho entre duas adolescentes, mas que ocorreu somente no DLC (“faixa extra” do game).

Além disso, outras duas personagens coadjuvantes são queer: Dina, uma mulher bissexual, e Lev, um transgênero.

 

Mass Effect

Mass Effect é uma franquia de jogos RPG de ficção científica ambientada no espaço. Nos dois primeiros jogos da franquia era possível ter um romance com uma personagem feminina se você estivesse jogando com uma personagem feminina, mas não era possível um romance com personagem masculino se você estivesse controlando um personagem masculino.

Mais tarde, no terceiro game, foram apresentadas opções de romance gay com personagens exclusivamente homossexuais. Já em Mass Effect: Andromeda, fomos apresentados a personagens transsexuais, bissexuais e pansexuais. Lembrando que as opções de romance heterossexual ainda são maiores e mais amplas, e um personagem masculino hétero tem ainda mais possibilidades e exclusividades.

 

Life is Strange

Não podemos falar de jogos com personagens LGBT sem citar o memorável e encantador Life is Strange. No primeiro jogo nós controlamos Max, uma garota que está de volta à sua cidade natal para cursar fotografia e descobre possuir poderes de voltar no tempo bem no estilo efeito borboleta. Max reencontra sua melhor amiga de infância, Chloe, que está perturbada pelo desaparecimento de uma garota chamada Rachel, e é a partir desse momento que o jogador tem a opção de torná-las grandes amigas outra vez ou fazer com que elas se apaixonem. O game trata com tanta naturalidade a bissexualidade das personagens que faz você sentir o peso de cada decisão quando se trata da relação de ambas.

Pouco tempo depois foi lançada uma prequel do game chamada Before the Storm contando os acontecimentos antes de Lis (quando Max ainda estava fora da cidade) nos dando o controle de Chloe. Nela, nós conhecemos Rachel, a garota popular da escola que por destino da vida, ou clichê do game, acaba cruzando o caminho de Chloe. Nesse game é bem nítido os sentimentos que Rachel e Chloe desenvolvem uma pela outra logo de cara, mas ainda sim é possível fazer com que elas sejam apenas amigas se assim o jogador escolher por meio das decisões. Se você optar pelo romance entre Chloe e Rachel, terá a história mais clichê e romântica que terá jogado ou assistido.

 

Birdo

A criatura magenta encontrada em vários jogos do Super Mario Bros. tem a honra de ser o primeiro personagem transgênero do mundo dos jogos. Em Super Mario Bros. 2 de 1988, a fera cuspidora de ovos é descrita como um menino “que pensa que é uma menina”. Na versão japonesa de Mario Kart Double Dash, uma descrição da personagem afirma que ela “parece ser a namorada de Yoshi, mas na verdade é seu namorado”.

 

Mortal Kombat

Kung Jin foi o primeiro personagem homossexual a entrar na série Mortal Kombat. Jin foi treinado pela The White Lotus Society e sendo gay ele acreditava que seria rejeitado. Apesar de Kung Jin ser um dos únicos personagens LGBTQIA+ confirmados em MK, sua sexualidade mal é mencionada com apenas esta citação “Eles se importam apenas com o que está em seu coração, não com quem seu coração deseja.” aludindo à sua homossexualidade no jogo real.

 

Overwatch

Overwatch, um dos games online de tiro em primeira pessoa mais jogados dos últimos tempos que traz diversidade começando pela capa. Que é nada mais que Tracer, a personagem que foi confirmada lésbica no lançamento de uma HQ especial de natal onde a personagem namora sua colega de quarto, Emily.

A Blizzard também revelou a homossexualidade do Soldado 76 (um dos personagens mais populares do game). Talvez o susto do fãs do game na época, se deva ao fato do Soldado 76 não se enquadrar no estereótipo homossexual. Você pode conferir a história, em inglês, clicando aqui.

Games são histórias que se baseiam na dinâmica e imaginário humano. Inserir e dar protagonismo a representatividade LGBTQIA+ nos games é representar a vida como ela é, fomentando ainda mais inclusão e o respeito ao próximo.