Recebemos uma chave de Resident Evil Requiem da Capcom para produção deste review no Xbox Series X|S.
Resident Evil Requiem chega como um dos projetos mais ambiciosos da Capcom nos últimos anos, equilibrando nostalgia, inovação e uma estrutura narrativa que conversa diretamente com fãs de longa data. O jogo funciona como uma ponte entre eras: revisita cenários icônicos, resgata personagens queridos e, ao mesmo tempo, apresenta novas ameaças e uma abordagem de gameplay dividida em duas perspectivas — Leon e Grace — que moldam completamente o ritmo da experiência.

A Alternativa Nerd mergulhou fundo nessa jornada, e o resultado é um jogo que, apesar de alguns tropeços, demonstra um cuidado impressionante com atmosfera, ritmo e fan service.
Ambientação e história: um tributo ao passado com olhar para o futuro
A história de Requiem é, sem exagero, uma das mais bem escritas da franquia desde Resident Evil 2 Remake. A Capcom abraça o tom conspiratório clássico, mas com uma narrativa mais madura, que explora consequências, traumas e a evolução dos personagens.
A campanha de Leon é um prato cheio para quem cresceu acompanhando o personagem. Ele retorna mais experiente, mais endurecido e com um senso de urgência que permeia toda a trama. Sua jornada o leva por cenários que imediatamente despertam memórias — corredores familiares, laboratórios abandonados, vilarejos devastados — todos reconstruídos com fidelidade e modernidade. É fan service na medida certa: não gratuito, mas integrado organicamente à narrativa.

Já Grace, a nova protagonista, traz frescor ao universo. Sua campanha é mais intimista, mais lenta e carregada de tensão psicológica. Ela não é uma superagente; é uma sobrevivente tentando entender o caos ao seu redor. Isso cria um contraste narrativo poderoso, reforçado por momentos de vulnerabilidade e descobertas que ampliam o escopo do enredo.
O jogo também costura referências a títulos anteriores com inteligência. Não é apenas nostalgia: é construção de mundo. Requiem parece reconhecer que Resident Evil é uma franquia com história, e usa isso como força.
Jogabilidade: duas experiências, um mesmo terror
A grande sacada de Requiem está na dualidade de gameplay. Cada campanha tem identidade própria, e isso mantém o jogo dinâmico do início ao fim.
Leon: ação frenética com precisão cirúrgica
A campanha de Leon abraça o estilo mais moderno da série, especialmente inspirado no RE4 Remake. O ritmo é acelerado, os combates são intensos e o arsenal é variado. A movimentação é fluida, os tiros têm impacto e o jogo recompensa agressividade estratégica.
Os encontros com inimigos são pensados para manter o jogador em constante movimento. Há hordas, mini-chefes e confrontos em arenas que exigem leitura rápida do ambiente. Tudo isso sem perder o charme do survival horror.
O destaque fica para o refinamento do combate corpo a corpo e das esquivas, que tornam Leon um protagonista extremamente responsivo. É a campanha ideal para quem gosta da fase mais “herói de ação” da franquia.
Grace: horror, vulnerabilidade e atmosfera sufocante
Se Leon representa o espetáculo, Grace representa o medo. Sua campanha é mais lenta, mais metódica e muito mais focada em exploração e sobrevivência. A sensação de fragilidade é constante: ela tem menos recursos, menos força e depende mais de furtividade e observação.
Os cenários da campanha de Grace são mais claustrofóbicos, com iluminação mínima e design pensado para criar paranoia. O jogo usa sons, sombras e silêncios de forma magistral. É aqui que Requiem se aproxima do terror clássico da franquia, evocando o clima de Resident Evil 1 e 7.
Essa alternância entre ação e horror puro é o que torna Requiem tão envolvente. Quando uma campanha começa a estabilizar o ritmo, a outra quebra a expectativa — e isso mantém o jogador sempre alerta.
Gráficos e direção artística: um espetáculo técnico
Requiem é, sem dúvida, um dos jogos mais impressionantes já produzidos com o RE Engine. No Xbox Series X|S, o nível de detalhe é absurdo: texturas ricas, iluminação volumétrica impecável, modelos de personagens expressivos e animações fluidas.
A Capcom domina a arte de criar ambientes decadentes e belos ao mesmo tempo. Cada cenário parece vivo — ou morto — de forma intencional. Há poeira suspensa no ar, reflexos realistas, partículas reagindo à luz e um uso inteligente de cores para guiar o jogador emocionalmente.
Os inimigos também são destaque. Os zumbis são grotescas, orgânicas e visualmente perturbadoras, reforçando o horror corporal característico da série. Aqui temos uma identidade para vários deles, como zumbis médicos, enfermeiros, cozinheiros e etc.
Dublagem e localização PT-BR: um salto de qualidade
A dublagem brasileira de Requiem é uma das melhores já feitas pela Capcom. As vozes são bem escolhidas, as interpretações são naturais e o sincronismo labial está muito acima da média. A localização não apenas traduz, mas adapta expressões e tons de forma que tudo soe orgânico ao público brasileiro.
É um ponto que merece destaque porque eleva a imersão e demonstra respeito ao mercado nacional.
LEIA MAIS
O review de Resident Evil Requiem foi produzida com uma chave do jogo para Xbox Series X|S gentilmente cedida pela Capcom.
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Crítica/Review
Resident Evil Requiem
Resident Evil Requiem entrega fan service, ação frenética, suspense e terror! É tudo o que queremos em um Resident Evil! JOGO RECOMENDADO!
PRÓS
- Dublagem e localização PT-BR de altíssima qualidade
- Gráficos impressionantes e direção artística impecável
- História bem escrita, com muito fan service bem aplicado
- Jogabilidade refinada, especialmente na campanha de Leon
- Atmosfera de horror extremamente eficaz na campanha de Grace
CONTRAS
- Ritmo pode oscilar demais entre as campanhas
- Alguns trechos de Grace podem ser lentos demais para quem prefere ação
- Inimigos reciclados em certos momentos

Xbox
PlayStation











