É sempre interessante observar como jogos que marcaram época encontram novos lares em plataformas modernas. E com Rise of the Tomb Raider: 20 Year Celebration, a Aspyr assume a missão de trazer uma das aventuras mais aclamadas de Lara Croft para o Nintendo Switch 2. Recebemos uma chave do jogo pela Aspyr para produção deste review no Nintendo Switch 2, e a experiência — adianto — vai muito além de uma simples adaptação.

Mais do que apenas revisitar um clássico moderno, essa versão reforça o quanto a nova era da franquia Tomb Raider continua relevante, mesmo anos após seu lançamento original. Com melhorias técnicas, dublagem em português brasileiro e a promessa de manter a qualidade da experiência original no console híbrido da Nintendo, o jogo chega com um desafio: agradar tanto veteranos quanto novos jogadores.
E, felizmente, há muito o que elogiar — mas também alguns pontos de análise crítica importantes.
Ambientação e História de Review: Rise of The Tomb Raider
Rise of the Tomb Raider continua a jornada iniciada no reboot de 2013, aprofundando significativamente a construção emocional de Lara Croft. Aqui, encontramos uma protagonista menos ingênua e mais determinada, ainda lidando com os traumas do passado, mas agora movida por uma obsessão: provar a veracidade do sobrenatural que testemunhou anteriormente.
A narrativa gira em torno da busca pela cidade perdida de Kitezh, uma lendária localização associada à imortalidade. Esse objetivo leva Lara a regiões inóspitas da Sibéria, onde enfrenta não apenas forças naturais brutais, mas também a organização Trinity — uma sociedade secreta disposta a tudo para alcançar poder.
O grande trunfo da história está no equilíbrio entre o íntimo e o épico. Enquanto há uma trama grandiosa envolvendo mitos e conspirações globais, o jogo nunca perde o foco na jornada pessoal de Lara. Seus conflitos internos são apresentados com cuidado, e a evolução da personagem ao longo da campanha é um dos aspectos mais marcantes.
No Switch 2, essa experiência narrativa permanece intacta. O console entrega bem as cutscenes e o ritmo cinematográfico que a franquia abraçou nessa fase. As expressões faciais, mesmo que levemente suavizadas em comparação com versões de ponta (como PC ou consoles mais poderosos), ainda transmitem emoção suficiente para manter o jogador envolvido.

Outro destaque importante é a localização em português do Brasil. A dublagem é competente, trazendo mais imersão para o público nacional. Isso ajuda a tornar a narrativa ainda mais acessível e reforça o cuidado da Aspyr em adaptar o jogo para este novo público.
A ambientação também merece aplausos. A Sibéria é retratada com riqueza de detalhes, desde cavernas geladas até florestas densas e ruínas antigas. Cada área conta uma história própria, reforçando o senso de descoberta — elemento essencial em qualquer Tomb Raider.
Exploração aqui não é só preencher mapa: é descobrir tumbas opcionais, relíquias, documentos e segredos que expandem o lore. E essa sensação funciona muito bem no formato híbrido do Switch 2 — seja jogando na TV ou no modo portátil.
Jogabilidade
Se há algo que Rise of the Tomb Raider domina com maestria, é a fusão entre exploração, combate e puzzles. O jogo segue a estrutura semi-aberta, com áreas amplas que incentivam revisitas e exploração cuidadosa.
Exploração
Explorar é, sem dúvida, uma das maiores forças do jogo. Lara pode escalar, nadar, usar cordas, escalar paredes de gelo e interagir com o ambiente de inúmeras formas. Cada cenário é praticamente um playground arqueológico.
As tumbas opcionais são destaques à parte. São pequenos desafios de lógica e física que remetem diretamente à essência clássica da franquia. Resolver esses puzzles exige observação, timing e uso criativo das mecânicas disponíveis.

No Switch 2, a navegação e os controles funcionam bem. A resposta dos comandos é precisa, especialmente no modo portátil, onde a fluidez surpreende. Não sentimos lag significativo nos momentos críticos, o que é fundamental para sequências mais técnicas.
Combate
O combate adota uma abordagem híbrida entre ação e furtividade. Lara pode enfrentar inimigos diretamente com armas de fogo, mas também pode optar por eliminar adversários silenciosamente, usando arco, distrações e o ambiente ao redor.
Essa liberdade de abordagem é um dos pontos mais interessantes do gameplay. O jogador pode realmente moldar o estilo de jogo conforme preferir.
A inteligência artificial dos inimigos é competente: eles investigam sons, se comunicam e tentam flanquear Lara. Isso torna os confrontos mais dinâmicos.
No entanto, vale apontar que alguns sistemas já mostram sinais de envelhecimento. Em certos momentos, o comportamento dos inimigos pode parecer previsível, especialmente para jogadores mais experientes.
Progressão
O sistema de progressão é dividido em três pilares: combate, caça/sobrevivência e exploração. Ao ganhar experiência, é possível desbloquear habilidades que ampliam as capacidades de Lara.
Além disso, há crafting — essencial para criar munições, flechas especiais e itens consumíveis. Esse sistema reforça o lado de sobrevivência do jogo.
Outro destaque é a personalização de equipamentos. Armas podem ser melhoradas, roupas oferecem bônus específicos e há incentivos claros para explorar o mapa em busca de recursos.
Desempenho no Switch 2
Aqui entra um dos pontos mais importantes desta versão.
A Aspyr conseguiu manter uma experiência consistente, respeitando o escopo do jogo original. Há pequenos compromissos gráficos (que vamos abordar melhor na próxima seção), mas a jogabilidade permanece sólida.
O frame rate se mantém estável na maior parte do tempo, com quedas pontuais em áreas muito densas ou durante combates mais intensos. Ainda assim, nada que comprometa a experiência geral.
A vantagem do Switch 2 está justamente na versatilidade: poder jogar uma aventura desse porte no modo portátil é um grande diferencial.
Gráficos
Ao falar de gráficos, é importante alinhar expectativas.
Rise of the Tomb Raider foi originalmente lançado em uma geração anterior, mas ainda impressiona pela direção de arte. E no Switch 2, a Aspyr faz um trabalho admirável ao adaptar essa experiência para o novo hardware híbrido.
Qualidade Visual
Os gráficos são, sim, realistas e detalhados, especialmente considerando o contexto portátil. Ambientes como florestas nevadas, templos antigos e cavernas possuem boa densidade visual.
Os efeitos de iluminação ajudam bastante na imersão — especialmente em áreas escuras, onde o uso de tochas cria um contraste interessante.
Porém, existem reduções perceptíveis na qualidade de texturas e na distância de renderização quando comparado a versões mais robustas. Isso é esperado, dado o foco do Switch 2 em equilíbrio entre desempenho e portabilidade.
Modelos e Animações
Os modelos de personagens são bons, especialmente Lara, que recebe atenção especial. As animações continuam sendo um ponto forte, contribuindo para a imersão.
Movimentos de escalada, combates corpo a corpo e transições de ação são fluidos e bem executados.
Modo Portátil vs Dock
No modo portátil, o jogo brilha mais do que muitos esperariam. A resolução menor favorece a percepção de qualidade, mascarando alguns cortes técnicos.
No modo dock, as limitações aparecem com mais clareza — especialmente em texturas e sombras —, mas ainda assim o resultado é satisfatório.
Direção de Arte
Mais do que poder bruto, o que realmente sustenta o visual do jogo é a direção de arte. A variedade de ambientes e o cuidado nos detalhes compensam eventuais limitações técnicas.
E é justamente isso que permite que Rise of the Tomb Raider continue sendo visualmente relevante.
Observações Gerais
A Aspyr trouxe ao Nintendo Switch 2 Rise of The Tomb Raider de forma bastante competente. O jogo chega dublado e traduzido em português do Brasil, ampliando sua acessibilidade e imersão.
A promessa de manter a qualidade da experiência original é, em grande parte, cumprida. Temos gráficos realistas dentro do possível para o hardware, além da mesma jogabilidade refinada e progressão que fizeram do título um sucesso na nova era da franquia Tomb Raider.
Para quem nunca jogou, essa é uma excelente porta de entrada. Para veteranos, é uma oportunidade interessante de revisitar a jornada de Lara com a conveniência do formato híbrido.
LEIA MAIS
O review de Rise of The Tomb Raider: 20 Year Celebration foi produzida com uma chave do jogo para Nintendo Switch 2 enviada gentilmente cedida pela Aspyr.
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Crítica/Review
Rise of The Tomb Raider: 20 Year Celebration
Rise of the Tomb Raider no Switch 2 é uma adaptação competente que mantém a essência da aventura original, entregando uma experiência ótima tanto para novatos quanto para fãs da franquia.
PRÓS
- Narrativa envolvente e bem construída
- Excelente equilíbrio entre exploração, combate e puzzles
- Dublagem e tradução em português brasileiro
- Jogabilidade sólida e fluida no Switch 2
- Possibilidade de jogar em modo portátil sem grande perda de qualidade
- Tumbas opcionais criativas e desafiadoras
- Boa adaptação feita pela Aspyr
CONTRAS
- Quedas ocasionais de performance em cenas intensas
- IA dos inimigos pode ser previsível em alguns momentos
- Algumas mecânicas mostram sinais de envelhecimento

PlayStation
Xbox








