Em um mercado saturado de metroidvanias, Shadow Labyrinth chega com uma proposta que, à primeira vista, parece absurda: transformar Pac-Man em um jogo de ação 2D sombrio, com combate técnico, narrativa densa e ambientação sci-fi. Mas a Bandai Namco não apenas abraça essa ideia — ela a executa com uma precisão surpreendente. Descubra se a fórmula funcionou no nosso artigo de review do jogo Shadow Labyrinth.
Com lançamento marcado para 18 de julho de 2025 no PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 1 e 2, o jogo é uma celebração dos 45 anos de Pac-Man, mas também uma ruptura com tudo que conhecemos da franquia.

Ambientação e narrativa: um universo interconectado e perturbador
Shadow Labyrinth se passa no ano 3333, em um planeta devastado por guerras intergalácticas. O jogador assume o papel do Espadachim Nº 8, despertado por PUCK, uma esfera amarela flutuante — referência direta ao nome original de Pac-Man, Puck-Man.
A ambientação é densa e opressiva, com cenários que misturam ruínas tecnológicas, biomas alienígenas e estruturas vivas. A narrativa é fragmentada, revelada por meio de pistas ambientais, diálogos enigmáticos e interações com NPCs como os Bosconianos, uma raça que remete ao clássico arcade Bosconian.

O jogo se conecta diretamente ao episódio “Circle” da série Secret Level do Prime Video, que serve como prólogo oficial. A lore se expande para incluir referências a Galaga, Dig Dug, Splatterhouse e outros títulos da Namco, sugerindo um universo compartilhado que poucos sabiam existir.
Jogabilidade: metroidvania com DNA arcade e combate técnico
Shadow Labyrinth é, essencialmente, um metroidvania — mas com camadas que o diferenciam dos concorrentes.

Estrutura de exploração
- Mapas interconectados com múltiplos caminhos e áreas secretas
- Progressão baseada em habilidades desbloqueáveis (pulo duplo, dash, escudo de energia)
- Trilhos de luz controlados por PUCK, que remetem ao gameplay clássico de Pac-Man
Combate
- Sistema de ataque leve e pesado, com gerenciamento de stamina
- Parry e escudo energético como mecânicas defensivas
- PUCK pode ser lançado como projétil ou invocado para devorar inimigos e gerar recursos
- Transformação em GAIA, um mecha temporariamente invencível, que muda completamente a dinâmica do combate
Chefes
- Design inspirado em personagens clássicos, como G-HOST (fantasma rosa) e Jen Hybri, uma releitura da personagem de Splatterhouse
- Lutas com múltiplas fases, padrões complexos e mecânicas de atordoamento
- Possibilidade de alterar o comportamento do chefe ao quebrar sua máscara, criando bifurcações táticas no combate
Gráficos e direção de arte: entre o sublime e o funcional
A estética de Shadow Labyrinth é marcada por:
- Pixel art detalhada, com animações fluidas e efeitos de luz dinâmicos
- Paleta de cores sombria, com tons metálicos e bioluminescentes
- Design de inimigos grotesco, misturando carne e metal
- Cenários variados, mas com algumas áreas que sofrem de repetição visual e baixa resolução em trechos da prévia

Apesar de alguns problemas pontuais na clareza visual e distinção de planos, a direção de arte acerta ao criar uma atmosfera alienígena e desconfortável — essencial para a proposta narrativa.
LEIA MAIS
O review de Shadow Labyrinth foi produzida com uma chave do jogo para Steam gentilmente cedida pela Bandai Namco.
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Crítica/Review
Shadow Labyrinth
Bandai Namco entrou de cabeça no mundo dos metroidvanias com Shadow Labyrinth! Jogo conta com uma incrível ambientação, jogabilidade fascinante e história intrigante! JOGO RECOMENDADO!
PRÓS
- Ambientação sci-fi sombria e envolvente
- Combate técnico e transformações criativas
- Pixel art de altíssima qualidade
- Referências profundas ao universo da Namco
- PUCK como mecânica inovadora e narrativa
CONTRAS
- Curva de aprendizado pode ser íngreme para novatos
- Alguns puzzles iniciais são simples demais
- Física de movimentação pode parecer escorregadia no começo
- Apenas um nível de dificuldade pode limitar acessibilidade
- Ausência de conteúdo pós-lançamento pode limitar longevidade

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