Spirit Mancer é aquele tipo de jogo que te prende pelo visual e te vicia pelas mecânicas. Com uma perspectiva diferente e bem-humorada do inferno, a história apresenta uma realidade alternativa em que caçadores de demônios acabam se encontrando no lugar que tanto temiam, e precisam escapar antes que seja tarde demais!

Nesse jogo a gente acompanha Sebastian e Mary, uns personagens muito estilosos e com habilidade invejável. Mas, durante uma missão, eles acabam sendo transportados acidentalmente para o Inferno. É lógico que, como todo bom jogo em que os protagonistas são transportados para outro mundo, eles são acompanhados por outra dupla: Jonathan, pai de Mary, e May, uma jovem nerd.
O inferno é… bonito?
Desde o princípio, o universo se destaca ao apresentar um Inferno muito além dos clichês populares. Esqueça o cheiro de enxofre, as chamas eternas e os rios de lava borbulhante. Este Inferno é um mundo vibrante, acolhedor e repleto de cores, habitado principalmente pelos Anans, criaturas antropomórficas com traços suínos.

Os Anans estão convencidos de que Sebastian e Mary são os Escolhidos — heróis de uma antiga profecia destinados a salvar seu mundo de uma ameaça demoníaca liderada por uma rainha maligna determinada a conquistar tudo. Mas Sebastian, teimoso como é, recusa-se a abraçar esse papel tão facilmente. Para ele, a prioridade é reunir o grupo e escapar desse caos. Contudo, ao receber a Spirit Mancer — uma arma lendária capaz de se transformar em diferentes formas —, ele percebe que enfrentar as forças demoníacas é uma tarefa inevitável.
Ou seja, não resta muita escolha para os nossos queridinhos. Sebastian, Mary e os aliados que conquistam ao longo do caminho decidem unir forças com os Anans. Derrotar a rainha não é apenas crucial para salvar aquele mundo, mas também a única maneira de retornar ao próprio e continuar sua missão como caçadores de demônios.
As mecânicas:
Aqui nós temos o clássico hack and slash e suporte para dois jogadores em modo cooperativo, você embarca nessa jornada como Sebastian ou Mary. Mas esqueça o drama: aqui, o foco é salvar o dia enquanto captura inimigos em cartas mágicas, tudo com uma boa dose de humor. A história avança através de missões principais, onde novos personagens e atividades são introduzidos. E, claro, as mecânicas de combate são o destaque. Além de espadas e pistolas, você tem a Spirit Mancer, uma arma que transforma inimigos derrotados em assistentes de bolso, invocáveis diretamente do seu baralho.
Um combate pra ninguém botar defeito:
Os inimigos vêm com barras coloridas que representam fraquezas: verde (ataques corpo a corpo), azul (armas de fogo) e roxo (ataques dos assistentes). Derrube as defesas, capture a criatura e decida: transforma em carta ou coleta moedas e gemas para upgrades? Tudo depende da sua estratégia e da lotação do baralho — tem limite de cartas, afinal.

Chefes, por outro lado, são teimosos. Eles não podem ser capturados, mas ficam atordoados ao perderem suas barras, facilitando o trabalho. Durante a jornada, você adquire armas inusitadas, como chicotes, bazucas e até pistolas d’água. Quem disse que enfrentar o mal não pode ser divertido?
Diversão além da batalha:
Além das lutas, Spirit Mancer mantém as coisas interessantes com missões secundárias e atividades extras. Pescar, plantar árvores mágicas ou aprimorar armas são algumas das tarefas que você pode fazer enquanto interage com os simpáticos habitantes do jogo. As missões incentivam revisitar áreas, buscar itens escondidos e desbloquear conteúdos na charmosa cidade dos Anans. Tudo isso contribui para um mundo mais imersivo e cheio de possibilidades.
Pontos altos e baixos (ou melhor, do céu ao inferno):
O jogo é visualmente encantador, com animações detalhadas e uma trilha sonora que dá vida ao Inferno. A localização em português está quase impecável, trazendo diálogos divertidos e envolventes. No entanto, a jogabilidade tem suas peculiaridades. Não dá para cancelar animações ou fazer esquivas mais ágeis, o que exige paciência. Também há o desafio da coleção de cartas: com cerca de 100 opções disponíveis, os colecionistas têm bastante trabalho para completar o baralho.
Vale a pena?
Com personagens carismáticos, um mundo cheio de cores e uma jogabilidade que equilibra estratégia e diversão, Spirit Mancer é uma experiência imperdível para fãs de hack’n slash e jogos cooperativos. Mesmo com algumas limitações, o charme do jogo compensa — porque, convenhamos, um Inferno onde até os demônios são simpáticos é difícil de ignorar.
Crítica/Review
Spirit Mancer
Com personagens carismáticos, um mundo cheio de cores e uma jogabilidade que equilibra estratégia e diversão, Spirit Mancer é uma experiência imperdível para fãs de hack’n slash e jogos cooperativos.
PRÓS
- Direção de Arte
- Narrativa
- Mecânica Inovadora
CONTRAS
- Combate Desequilibrado
- Alguns movimentos são muito truncados

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