Steel Seed, desenvolvido pela Storm in a Teacup e publicado pela ESDigital Games, é um título que busca seu espaço no gênero de ação e aventura sci-fi. Disponível para PlayStation 5, Nintendo Switch, Xbox Series X | S, e PC via Steam, o jogo promete uma experiência imersiva em um mundo pós-apocalíptico dominado por máquinas. Mas será que ele entrega tudo o que promete? Vamos explorar os aspectos do Steel Seed neste review! Confira:

Ambientação e História
A premissa de Steel Seed é intrigante: após um evento catastrófico que tornou a Terra inabitável, as máquinas assumiram o controle dos últimos vestígios da humanidade. O jogador assume o papel de Zoe, uma androide criada por um cientista com o objetivo de reconstruir a humanidade. Acompanhada por KOBY, um robô flutuante simpático, Zoe embarca em uma jornada para recuperar fragmentos da consciência de seu pai, espalhados por áreas dedicadas à restauração do planeta.

Embora a narrativa tenha um início promissor, ela rapidamente perde força. Os diálogos são superficiais e a protagonista carece de carisma, dificultando a conexão emocional com o jogador. KOBY, por outro lado, consegue ser mais cativante com seus sons e interações. O vilão da história surge de forma abrupta e sem impacto real, tornando a trama previsível e pouco envolvente. Além disso, a construção das relações entre os personagens é apressada, deixando a sensação de que algo está faltando.
Jogabilidade
Steel Seed aposta em uma combinação de furtividade, combate corpo a corpo e exploração. A furtividade é o ponto alto, oferecendo uma sensação de progresso e desafio ao executar inimigos sem ser notado. Zoe possui uma árvore de habilidades dividida em três estilos: combate, furtividade e atributos como vida e energia. Essas habilidades, embora simples, impactam diretamente a experiência, especialmente para quem prefere uma abordagem furtiva.
O combate, no entanto, é simplório e com poucas variações. A exploração também deixa a desejar, com cenários que oferecem pouca recompensa além de eliminar máquinas. As mecânicas de plataforma, como escalada e corrida em paredes, adicionam variedade, mas se tornam repetitivas rapidamente. Apesar de herdar elementos de jogos Souls-like, como pontos de salvamento e viagens rápidas, Steel Seed não consegue criar uma experiência verdadeiramente memorável.
Gráficos
Visualmente, Steel Seed apresenta uma direção de arte que mistura cenários escuros e industriais com elementos futuristas. Embora haja uma clara intenção artística, o resultado final carece de personalidade e identidade própria. A iluminação excessivamente escura prejudica a jogabilidade, tornando difícil distinguir entre elementos do cenário e resultando em quedas frustrantes.

A inspiração em obras como Tron e Horizon Zero Dawn é evidente, mas Steel Seed não consegue se destacar como algo único. Os cenários parecem genéricos e pouco convidativos para exploração, enquanto a trilha sonora e os efeitos sonoros são funcionais, mas não memoráveis.
LEIA MAIS
O review de Steel Seed foi produzida com uma chave do gentilmente cedida pela ESDigital Games.
Steel Seed encontra-se disponível para PlayStation 5, Nintendo Switch, Xbox Series X | S, e PC via Steam.
Gostou da análise? Comente abaixo o que achou de Steel Seed e siga a Alternativa Nerd nas redes sociais para mais reviews e novidades do mundo geek!
Crítica/Review
Steel Seed
Steel Seed é um jogo que tenta se destacar no gênero sci-fi, mas tropeça em sua execução. Embora tenha momentos interessantes, especialmente na furtividade, ele não consegue sustentar uma experiência envolvente ao longo de sua jornada. Para fãs do gênero, pode valer a pena conferir, mas com expectativas ajustadas.
PRÓS
- Premissa interessante e temática sci-fi envolvente.
- Mecânicas de furtividade bem executadas.
- KOBY é um personagem cativante e útil.
CONTRAS
- Narrativa superficial e personagens pouco carismáticos.
- Combate simplório e exploração limitada.
- Gráficos escuros e desempenho técnico inconsistente.
- Cenários repetitivos e falta de identidade artística.

PlayStation
Xbox








