Dois anos após o lançamento de Tales of Arise, a Bandai Namco decidiu revisitar o mundo de Dahna e Rena com um conteúdo adicional que promete mais do que apenas nostalgia. Lançado como uma expansão independente, Tales of Arise: Beyond the Dawn é um epílogo que tenta fechar pontas soltas, aprofundar personagens e explorar temas sociais relevantes — tudo isso sem reinventar a roda. Mas será que ele entrega o que promete? Descubra no review de Tales of Arise: Beyond the Dawn abaixo:

Ambientação e História: Entre máscaras e cicatrizes
A história de Beyond the Dawn se passa um ano após os eventos do jogo base. O mundo agora unificado entre Dahna e Rena ainda está longe da paz. Tensões sociais, preconceito e desconfiança permeiam as relações entre os povos. É nesse cenário que conhecemos Nazamil, uma jovem filha de um lorde renano e de uma dahnana — um símbolo vivo da união entre os mundos, mas também alvo de rejeição de ambos os lados.
A narrativa é mais intimista e emocional, focando menos em ameaças cósmicas e mais em dilemas humanos. O preconceito enfrentado por Nazamil é o fio condutor da trama, que toca em temas como racismo, identidade e aceitação. A dinâmica entre ela e Alphen é o coração do DLC, com momentos genuinamente tocantes. No entanto, o roteiro sofre com problemas de ritmo: o início é arrastado e o final exageradamente prolongado, com uma dungeon final que parece existir apenas para inflar a duração da campanha.

Ainda assim, o DLC acerta ao mostrar as consequências do jogo base e ao oferecer um encerramento digno para os personagens principais. As novas skits (cenas de diálogo entre os personagens) continuam encantadoras e aprofundam ainda mais os laços do grupo.
Jogabilidade: O mesmo tempero, com leves variações
Se você gostou do sistema de combate de Tales of Arise, vai se sentir em casa aqui. A jogabilidade permanece praticamente inalterada, com o mesmo sistema de Boost Strikes, Artes e batalhas em tempo real. A fluidez e o dinamismo continuam sendo pontos fortes, mas a falta de novidades pode decepcionar quem esperava algo mais ousado.
O DLC introduz algumas novas armas, trajes e subquests — incluindo as chamadas Missões-EX, focadas em personagens específicos, e missões de reconstrução, que permitem restaurar áreas afetadas pela fusão dos mundos. Apesar de interessantes, essas novidades não alteram significativamente a experiência de jogo.

Um ponto controverso é o fato de que o DLC não permite importar seu progresso do jogo base. Todos os personagens começam no nível 65 com equipamentos pré-definidos, o que pode frustrar quem investiu dezenas de horas otimizando builds.
Gráficos e Direção de Arte: Um espetáculo visual
Visualmente, Beyond the Dawn mantém o padrão altíssimo do jogo base. O estilo gráfico que mistura anime com aquarela continua deslumbrante, com cenários vibrantes e personagens expressivos. As novas áreas são belíssimas e a direção de arte segue sendo um dos maiores trunfos da franquia.
A trilha sonora, mais uma vez composta por Motoi Sakuraba, é envolvente e casa perfeitamente com os momentos dramáticos e épicos da jornada. A dublagem em inglês é de excelente qualidade, e o jogo conta com legendas em português, o que facilita a imersão para o público brasileiro.

LEIA MAIS
O review de Tales of Arise – Beyond the Dawn foi produzida com uma chave do jogo para Xbox Series X|S gentilmente cedida pela Bandai Namco.
E aí, o que você achou de Beyond the Dawn? A história de Nazamil te tocou ou a dungeon final te fez querer jogar o controle na parede? Comente aqui embaixo e não se esqueça de seguir a Alternativa Nerd nas redes sociais para mais reviews, notícias e conteúdos do mundo geek e gamer!
Crítica/Review
Tales of Arise - Beyond the Dawn
Tales of Arise: Beyond the Dawn é uma expansão que brilha quando foca em seus personagens e temas, mas tropeça ao tentar estender sua duração artificialmente. Ainda assim, é um epílogo digno para um dos melhores JRPGs da geração. Se você se emocionou com a jornada de Alphen e Shionne, vale a pena retornar a esse mundo — mesmo que só por mais algumas horas.
PRÓS
- História emocional com temas relevantes
- Gráficos belíssimos e direção de arte impecável
- Skits e interações entre personagens continuam encantadoras
- Trilha sonora e dublagem de alta qualidade
- Missões-EX e reconstrução adicionam conteúdo extra interessante
- Jogo 100% traduzido PTBR.
CONTRAS
- Dungeon final excessivamente longa e repetitiva
- Falta de novidades significativas na jogabilidade
- Ritmo narrativo irregular, com início lento e final arrastado
- Progresso do jogo base não é importado
- Algumas sidequests são genéricas e servem apenas para alongar a campanha

PlayStation
Xbox








